Mais Receitas Veganas para o Natal

Mais receitas veganas para o Natal, porque nunca é demais compartilhar inspiração para quem quiser ter um Natal sem carnes, lindo, saboroso e gostoso!

Eu ainda não sei como será nosso natal. Até ontem, e esse texto é de 08/12, nem casa nós tínhamos, hoje já temos! Yeyyyyy! Mas falta ter água, luz, internet, móveis, geladeira, comida na geladeira, fogão, etc. Nosso empenho nas próximas semanas vai ser organizar tudo e com sorte, e uma boa dose de trabalho duro talvez tenhamos algo para chamar de lar até o Natal. Se não, a gente enche os colchões de ar, liga o fogareiro e o lampião e faz um acampamento na sala de casa, e uma super ceia de feijões em lata e pepino em conserva, talvez pizza delivery! Huahauhauhua

Brincadeiras (e realidades) à parte, eu desejo a todos um Natal lindo, maravilhoso, aconchegante, cheio de amor, seja da família ou amigos, e espero que o ano novo traga novos ares, e novas decisões positivas para todos.

Fica minha dica de por onde começar: uma ceia vegana! Espero que gostem!

Feliz Natal! ❤

Receitas Veganas para o Natal

Me deparei com esse post na minha timeline, e apesar de achar que não são exatamente receitas de Natal, são boas recitas veganas para o dia-a-dia. Aproveito para compartilhar aqui e para inspirar um fim de ano diferente. Desde que eu virei vegetariana, meus pratos principais de festas tem sido risotos, prato que eu amo, mas desde criança minha avó sempre fez questão de muitas frutas e castanhas de diferentes tipos no dia do natal e costumávamos ir comendo ao longo da noite de tal forma que na hora da ceia mesmo eu nem estava mais com fome.

Ainda hoje amo essa combinação de fartura de frutas e castanhas, que dá pra ir beliscando, conversando, e saciam muito bem. Minhas dicas incluem nectarinas, ameixas de vários tipos, uvas de vários tipos, morangos, cerejas, pêssegos, essas todas são boas pois não precisa descascar e nem preparar, você só lava e deixa para as pessoas pegarem à vontade. Entre as castanhas gosto de amendoim, castanha de cajú, castanha do pará, amêndoas, nozes, macadâmia, avelãs, baru e mais as que você encontrar!

Se estiver em Brasília, a Feira dos Importados costumava ter castanhas com bom preço, não sei como está agora. Se estiver em São Paulo a Zona cerealistas é imbatível.

Sempre gostei também de arroz com amêndoas laminadas para a ceia! Fica super festivo e agrada sem entrar na discussão com ou sem passas.

Entre os pratos principais, além dos risotos, uma boa opção é o cuscus marroquino, que é super prático e pode ser feito com diferentes ingredientes.

Segue então o link com mais opções de receitas do Veganize.

Chocolate quente

Hoje vamos de receitinha básica! Já que aqui tá ficando frio, a bola da vez é o chocolate quente. A receita é tão simples e fácil que nem é receita mesmo, mas é uma delícia, cremosíssima e vegana!

Bom, vamos lá:

Ingredientes:

  •  2 xícaras de flocos grossos de aveia
  • 1 xícara de água quente ou leite vegetal de aveia (nesse caso a gente diminui meia xícara de flocos)
  • 2 colheres de sobremesa (ou 1 e 1/2 de sopa) de chocolate em pó (pode ser só cacau em pó também)
  • 1 colher de sopa rasa de açúcar mascavo (pode adoçar de outra forma ou não adoçar)
  • 1 pitada de gengibre e canela em pó (opcionais)

Preparo:

  • esquente num fervedor (ou microondas se preferir) a água ou o leite de aveia até quase ferver.
  • misture os flocos de aveia, o chocolate e o açúcar. Acrescente também a canela e gengibre caso vá utilizá-los.
  • bata com um mixer de mão ou coloque no liquidificador. A aveia, aquecida e triturada vai engrossar muito, pode acrescentar mais leite ou água quente, se quiser menos grosso. Quando começar a esfriar vai engrossar ainda mais, então deixe num ponto um pouco mais líquido do que você gostaria. Eu fiz para beber e acabei comendo de colher.

(*ps: não tem foto, porque eu comi tudo antes de conseguir pensar em escrever um post! Se eu fizer de novo esses dias – olha a desculpa – faço só para poder tirar a foto e colocar aqui).

Aproveite!

Nova Colaboração: Brasileiras Pelo Mundo

Queridas leitoras e leitores,

inaugurei nesse sábado uma nova etapa, me tornando colaboradora do site Brasileiras Pelo Mundo. Para quem ainda não conhece, é uma blog maravilhoso, onde várias brasileiras espalhadas por esse nosso mundão escrevem sobre suas experiências em diversos locais e compartilham com o intuito de instruir e ajudar, além de formar uma rede de colaboração e apoio. Muitas dúvidas sobre documentação, situações difíceis, idioma, e também sobre situação positivas, novos desafios, adaptação, oportunidades e muito sobre a cultura de diversos locais podem ser encontrados lá.

Você pode simplesmente ler os textos do dia, procurar por país, por autora, por tema, etc. Recomendo conhecer e acompanhar!

Para começar, lê meu texto sobre Os Desafios de Ser Vegetariana no Interior da Catalunha lá!

Brasileiras LOGO

Conserva caseira

Esses dias tava olhando distraidamente minha time line do Facebook, e quando percebi estava assistindo um videozinho da Flor de Sal sobre tomates desidratados no microondas. Eu não sou a maior fã de microondas, mas atualmente vivemos num apartamento pequeno, alugado já mobiliado, e não temos forno! Sim! Uma das coisas que mais sinto falta aqui: forno! Sempre amei fazer coisas assadas! No começo pensei em comprar, mas como temos planos de novas mudanças e vida nômade, achei melhor me adaptar por enquanto a uma vida sem forno. Assim, vou me virando com o cooktop e o micro mesmo.

Outro ponto desse vídeo citado é que a forma usada pra desidratar é com a mistura de açúcar (muito) e sal, e eu sei que é possível desidratar de outras formas, mais lentas e com menos adições, mas de novo, estou trabalhando com o que tenho aqui a mão, por enquanto. Um dia quem sabe, uma casinha com horta e quintal, e um caixote pra fazer frutas e verduras secas ao sol…

Inspirada pelo vídeo, resolvi testar a técnica e aproveitar para criar umas conservas mais elaboradas. Estamos com muitas road trips planejadas e eu estou em busca de alimentos que durem mais tempo, sem refrigeração, ou com refrigeração reduzida, para dar uma incrementada.

Assim nasceram essas conservas bonitas aí da foto:

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Só tem uma foto, foi mal, galera! Eu resolvi fazer e nessa de ir fazendo, sem saber se ia dar certo, na cozinha pequena, duas pessoas trabalhando, nem lembrei da possibilidade de tirar fotos. Depois de prontas, quis me gabar um pouquinho no FB e Insta e aí o pessoal curtiu bastante e resolvi por a receita toda aqui.

No começo fui me aventurar na cozinha sozinha, mas o André veio saber se eu precisava de ajuda, e ele foi meu super cortador oficial, picando alho, cebola, pimentão, tudo pequenininho. Mas vou detalhar as etapas no passo a passo do modo de fazer.

Ingredientes:

1 copo (250 a 300ml) de tomates cerejas frescos.

2 pimentões vermelhos (eu usei 3, mas dois eram muuuito pequenos, contavam por 1).

2 berinjelas grandes (eu usei3 pequenitas, aqui tenho encontrado vegetais menores do que encontrava no Brasil).

1 cebola média.

1/3 de cabeça de alho (eu fiz com uma inteira, e faria a próxima com 1/2, mas como disse o André, a gente expulsou todos os vampiros da Espanha e da França de quebra).

2 colheres de sopa de sal.

6 colheres de sopa de açúcar.

Pimenta e orégano à gosto.

Azeite (não sei exatamente quanto usei).

Modo de Preparo: 

  • Sobre pimentões: eu tenho uma sensibilidade digestiva à pele do pimentão, então sempre que preparo algo com pimentões em casa começo colocando eles diretamente sobre o cooktop já aquecido, pode ser sobre a chama do fogão também, e vou girando até carbonizar a pele, mas sem queimá-lo por dentro. Aí lavo sob água corrente, a pele queimada vai saindo em pedaços e eu fico com os pimentões inteirinhos (já um pouco mais macios) para comer como quiser sem problemas digestivos! Assim sendo, o passo 1 (opcional) é queimar e retirar a pele dos pimentões.
  • Fatiar a berinjela (cortei ao meio longitudinal e cada metade em mais duas ou três fatias com corte longitudinal também).
  • Colocar a berinjela de molho em água com vinagre (geralmente deixo na água com limão, mas como a receite de hoje era conserva preferi o vinagre como sabor de fundo).
  • Cortar a cebola e o alho e colocar no vinagre (eu deixei junto com a berinjela – economia de louça para lavar e treino para cozinhas pequenas, campings, etc).
  • Fatiar os pimentões e retirar as sementes. Reservar.
  • Cortar os tomates cerejas ao meio e espremer as sementes e descartar. Reservar. (se você quiser usar outros tipos de tomate, é só retirar as sementes e deixar em pedaços).
  • Numa tigela misturar o sal e o açúcar. Passar a mistura nos tomates, espalhá-los num prato, evitando sobreposições, e levar ao microondas por 3 minutos.
  • Ao retirar do microondas, escorrer a água e repetir o processo. Eu só precisei colocar no microondas 3 vezes.
  • Fazer a mesma coisa, passar a mistura, colocar no microondas, escorrer a água, por 3 vezes, com as fatias de berinjela e as de pimentão. (Eu usei todos os pratos da casa, assim, já ia trocando os pratos, e enquanto escorria a água de um, o outro já estava lá no microondas).
  • Ao retirar pela 3º vez, lavar em água corrente. (Fiz isso para retirar o excesso de sal e açúcar e esfriá-los).
  • Escolher um pote bem lavado, pingar um pouco de vinagre dentro, tampar e sacudir para o vinagre espalhar bem nas paredes.
  • Escorrer o alho e a cebola.
  • No pote: colocar um fio de azeite na base, fazer camadas com um pouco da berinjela, um pouco da cebola e alho, tomate e pimentão, temperar com pimenta moída e orégano, e cobrir de azeite. Repetir até encher o pote.
  • Guardar na geladeira por no mínimo umas 8h a 12h antes de comer, para que todos os sabores se mesclem bem.

Consumo:

No dia seguinte a conserva já estava toda com bastante gosto (de alho principalmente), mas acho que depois do 3º e 4º dias é que ficou melhor. Pode deixar esse tempo maturando na geladeira. Sobre a durabilidade, também posso dizer que levamos ela para uma pequena road trip, e ela ficou 2 dias sem nenhuma refrigeração, num calor de mais de 30ºC e continuou em perfeito estado.

No dia seguinte de fazer, preparei uma massa farfalle colorido, cozido em água e sal e lavei sob um fio de água fria corrente, deixando o macarrão soltinho e em temperatura ambiente. Cortei uma alface americana em tiras pequenas, e numa tigela grande misturei o farfalle, a alface, os dois potes pequenos de conserva e uns cubinhos de queijo gouda. Temperei a alface com um pouco de limão espremido na hora antes de misturar, mas não coloquei nenhum outro tempero porque a conserva já deu todo o gosto. Comemos essa salada de almoço e repetimos no jantar. Ficou muito gostosa e excelente pro calor que está aqui!

No dia seguinte (terceiro desde a preparação da conserva) partimos numa road trip e levamos a conserva. Como fomos para a França, compramos um queijo brie (0,97 centavos de euros cada pedaço de 200g no Carrefour de lá) e o André preparou uns sanduíches com pão de pagès (pão tradicional catalão, pagès = agricultores), brie e conserva! Foi o melhor sanduíche que já comi na vida!!! Nunca achei que pudesse ficar tão impressionada comendo algo na beira da estrada ao lado do carro, sofrendo no calor! Sério! Ficou absolutamente incrível!!!

No 4º dia de conserva/ 2º de road trip, acabamos ficando sem o que comer, muito cansados para ir a qualquer lugar e encontrei uma lata de ervilhas e cenouras no posto de gasolina. Escorremos a lata e misturamos nela o que sobrou da conserva com os últimos pedaços de queijo gouda. Ficou bem longe de refinado e não tão emocionante, mas ainda assim foi um jantar incrível!

Bom, essas foram nossas experiências com a conserva, mas eu recomendaria usar sobre pães, ou misturado com cuscuz marroquino, ou para temperar uma massa, ou acompanhando uma salada verde. Enfim, use a imaginação!

 

 

Pasta de Couve-flor

Essa terça temos uma receitinha, pra variar. Tô tentando voltar a incrementar as diversas partes do blog.

Essa receita inventei faz um tempinho, e não tenho boas fotos do produto final, pois fiz na véspera de uma das road trips e levamos e comemos tudo, então faltou tempo pra foto. Mas comida é boa é assim, né. A gente só lembra da foto depois… mesmo nesses tempos de instagram.

Bom, essa pasta tem várias vantagens. É simples de fazer, barata e vegana! Além disso fica uma delícia no pão e é uma ótima alternativa pra manteigas e pastas mais gordurosas. Aqui em casa foi sucesso total.

Vamos a receita:

Ingredientes: 

  • Couve-flor (pode colocar 1, 2 pés ou 1 pé e 1 brócolis ninja também)
  • 5 dentes de alho (ou uma cabeça inteira se você for dos meus)
  • 1 cebola média
  • curry
  • cúrcuma (opcional)
  • pimenta-do-reino
  • sal
  • azeite
  • cheiro-verde (ou outras ervas aromáticas à escolha)
  • meio limão espremido (opcional)

Modo de fazer: 

  • Pique em pedaços grandes (não precisa de delicadeza aqui, depois vamos bater tudo) a couve-flor (e o brócolis se for colocar) e a cebola (em quartos)
  • Descasque os dentes de alho (não precisa picar)
  • Coloque o alho, a cebola e a couve-flor (e o brócolis) numa panela com água e cozinhe (pode colocar pouca água, menos do que para cobrir, eles cozinham mais no vapor do que na água, e no final vamos utilizar um pouco da água só. (Pode cozinhar direto no vapor se preferir). Cozinhe até estar tudo bem mole.
  • Coloque no liquidificador ou mixer (fiz com mixer de mão e foi tranquilo) a couve-flor(e brócolis), cebola e alho cozidos, sem a água, acrescente os temperos, menos o azeite e comece a bater. Coloque um pouco de azeite pra facilitar bater e continue batendo. Acrescente mais azeite se quiser uma pasta mais oleosa e coloque um pouco da água do cozimento se estiver difícil para bater ou se quiser um creme mais líquido.
  • Se quiser colocar mais água, pode servi-lo quente, como uma sopa, um creme. Fica ótimo também. Se quiser uma pasta para passar em pães e biscoitos, coloque o mínimo de água.

Como fiz com pouca água, e muito tempero, durou uns 10 dias na geladeira. Fiz dois potes, um levamos na viagem e outro ficou aqui esperando.

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Brócolis ninja e couve-flor psicodélica catalã

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Eu aproveito inclusive os talos, cozinho até ficar macio e bato tudo, dá mais consistência e diminui o desperdício

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Cozinhando em pouca água

Cuscus (não muito) marroquino

Faz um tempão que não rola uma receitinha por aqui, e no fim de semana passado recebemos em casa um amigo, também vegetariano, e eu fiz minha versão de cuscus marroquino vegetariano para ele. Aprendi com a Isadora, uma das minhas mentoras na cozinha, e acabo variando bastante a receita, dependendo do que tem em casa ou no mercado, ou do orçamento. No dia, a fome era tanta, acompanhada de uma conversa gostosa, que nem lembrei que existia essa coisa chamada foto.

Na quarta resolvi fazer um cuscus de novo, para aproveitar algumas coisas que tinha na geladeira. O segundo não ficou nem tão bonito, nem tão tradicional quanto o de sexta passada, mas ficou uma delícia também. Vou explicar as diferenças na receita, passar a mais tradicional, e sugerir as variações. As fotos são do de quarta, mas tenho certeza de que quando fizerem vão ver o quão lindo e cheiroso ele fica.

Eu sou de família goiana com mineira, descendente de italianos, logo não existe fazer comida pra 1 ou 2. Só sei fazer de baciada, pra alimentar no mínimo uns 10, e aí depois fico com a geladeira cheia. Funciona porque cozinho umas 2x na semana só e de resto vamos esquentando, reciclando e aproveitando. Mas se você quiser ser mais delicado, não confie nas minhas medidas, ou diminua tudo pelo menos em 1/3.

Ingredientes (pra no mínimo 5 pessoas, reduza as quantidades se quiser fazer para 1 ou 2):

  • 300g Cuscus marroquino (não é o tradicional cuscus de milho brasileiro, embora possa ser feito com ele também. Outra variação que fica muito boa é quinoa).
  • Alho (eu uso uma cabeça inteira, mas sou a louca do alho).
  • 1 Cebola (prefiro fazer com a roxa, mas hoje foi com a comum e também é ótimo).
  • 6 pimentões (fica mais bonito um de cada cor – vermelho, verde e amarelo – mas já fiz só com verde, só com vermelho e funciona do mesmo jeito).
  • 100g de uva passa (gosto de misturar branca e preta, mas pode ser só uma delas também).
  • 100g de damasco seco
  • 100g de tâmaras secas sem caroço
  • 50g de amendoim (prefiro o torrado sem casca)
  • 50g de nozes
  • 50g de amendoas (pode ser com ou sem casca, laminada, torrada…)
  • 50g de castanha de caju (prefiro torrada, mas pode ser crua)
  • 1 limão
  • azeite
  • sal
  • pimenta-do-reino
  • cúrcuma (açafrão-da-terra) (opcional)
  • curry (opcional)
  • salsinha (opcional)
  • cebolinha (opcional)

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Às vezes mudo os ingredientes, já fiz com sementes de abóbora, girassol, gergelim. Já troquei as castanhas. Coloquei de um tipo só, ou vários. Já alterei as frutas secas, já coloquei cranberry, gojiberry. Pode explorar a criatividade. O damasco e as tâmaras garantem o sabor mais “marroquino”, mas use e abuse das variações.

Na receita das fotos estava 3 pequenos pés de brócolis quase estragando na geladeira e 1 da couve-flor psicodélica catalã, então usei eles também. Além de tomate, e um pouco de acelga que ganhamos na feira. Pode brincar com algumas folhas e verduras também.

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A minha história com os pimentões:

Eu tenho uma sensibilidade muito grande ao pimentão e temos uma longa relação de amor e ódio. Na infância odiava! Não suportava nem o cheiro. No fim da adolescência e vida adulta comecei a gostar, mas toda vez que comia passava muito mal. Minha digestão ficava parada e eu não conseguia digerir mais nada, ficava bem ruim por umas 48h. Aí desisti do pimentão na vida, inclusive com orientação médica para não ingerir, por isso.

Vindo pra Catalunha resolvi repensar essa decisão, pois muita coisa aqui é feita com pimientos, ou pebrots, em castelhano e catalão, respectivamente. Descobri então a receita de pasta árabe de pimentão vermelho e romãs, a muhammara, que é maravilhosa (recomendo! Farei e postarei aqui eventualmente!) na qual a pele do pimentão é queimada! E assim descobri que quando retiro a pele do pimentão, fica tudo bem! Nada de digestão problemática! Só alegria!

Então agora venho consumindo pimentão de novo, mas sempre sem a pele. O truque é colocá-lo diretamente sobre o fogo, ou calor (aqui só tenho cooktop por indução, mas funciona igual na chama), e ir virando com auxílio de uma pinça longa, deixando a pele queimar, mas sem deixar ele carbonizar. Vá girando e verificando sempre. Depois retire do fogo e lave o pimentão em água corrente, passando bem a mão sobre ele todo. A pele saíra em pedaços queimados e ele ficará, inteirinho, macio e sem pele. Aí é só preparar como preferir!

Modo de preparo:

  • Caso vá adicionar depois os vegetais, como fiz com o brócolis e couve-flor, comece colocando eles, em pedaços, em uma panela com pouca água e cozinhando tampado, ou no vapor. Eu gosto de colocar alguns dentes de alho junto e um pouco de sal. (Se não for utilizá-los, pule esse passo).
  • Pique a cebola, alho e pimentões (já sem pele), (caso use tomate e/ou a acelga acrescente picados aqui também) e refogue numa frigideira ou wok com azeite e sal. Quando já tiverem soltado água acrescente as castanhas e frutas secas que for utilizar. Deixe que elas absorvam a água e o tempero do refogado. Quando todos estiverem bem tenros, separe.
  • Coloque o cuscus numa tigela grande (3X o tamanho da quantidade de cuscus seco, no mínimo) e cubra com água fervendo (deixe uns dois dedos à mais de água), mexa para a água alcançar todo o cuscus do fundo, e deixe em repouso por 5 min.
  • Tempere o cuscus, depois de água toda ser absorvida e ele estar macio, com o suco do limão, azeite e sal, e mexa bem. Eu gosto de acrescentar pimenta-do-reino, cúrcuma e curry, mas são opcionais. E mexa bem novamente. Se for utilizar salsinha seca, coloque agora. Verifique ao mexer que todo o cuscus ficou mais amarelado e macio com os ingredientes.
  • Vá aos poucos colocando o refogado e misturando. (Se for utilizar as verduras, brócolis e couve-flor, acrescente aos poucos agora também). Mexa bem para que fique bem misturada no cuscus e para que os temperos se complementem.
  • Finalize com salsinha e cebolinha, caso sejam frescas.

Sirva e bom-apetite! Pode guardar na geladeira por alguns dias (2 ou 3) sem problemas, devido aos temperos todos!

Lembrando que pode variar à vontade! Mudar os temperos, as verduras, as frutas secas, as castanhas e até mesmo o cuscus. Também funciona com o de milho e com quinoa! Quando faço com quinoa gosto de acrescentar ervilhas e cenoura!

*obs: lembro a todos sempre que não sou chef nem nutricionista, e que preparo meus pratos em casa para minha família. Pessoas com restrições alimentarem devem sempre consultar um médico ou nutricionista.

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Resultado final, me acompanhando enquanto escrevo o post! 🙂 

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Pimentões com a pele começando a queimar.

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Ela vai ficando bem queimada. Vá girando bem, até que fique todo assim. 

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Depois de lavado e aberto. Dá pra ver que antes de abrir com a faca ele está bem inteiro! E na lavagem a pele queimada sai todinha! 

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Detalhes da couve-flor psicodélica catalã. 

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Cozinhando no vapor!

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“Restos” de feira (ou as verduras extras que amo)! 

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Tudo picadinho pelo MasterChef André. Eu preparo, ajusto tempero e invento as receitas, mas quem pica tudo é ele! 

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Frutas secas, que depois também entraram, já picadas, naquele refogado. Dessa vez só acrescentei amendoim, das castanhas, pois era o que tinha em casa. Semana passada teve castanhas de caju e amêndoas. (Quanto mais variedade melhor)!

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Pra não confundir com o cuscus de milho brasileiro. 

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Coberto de água fervendo. 

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Com os temperos por cima, antes de mexer. 

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Processo bagunceiro de mistura! 

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Fica bom!!! ❤ 

Tofu mexido

Oi, meu povo! Esse mês de junho tem sido a loucura total. Na minha vida e no mundo também. Abrir as notícias se tornou momento de crise diária. Além disso estou brigando com os prazos de duas entregas muito importantes no meu mestrado também lidando com mil peripécias, confusões, burocracias e momentos de desespero que circundam a palavra casório. Mas essa é uma outra história, quem sabe fica para um outro post em algum dia.

O importante, é que no meio dessa confusão toda não tá dando tempo de fazer reminiscencia nenhuma. Mal consigo pensar na minha  vida durante o banho (momento ideal), que dirá por algumas horas no computador. Então vou aproveitando para não deixar de alimentar o blog, e contribuindo com coisas mais rápidas, como as Comidinhas!

A receitinha de hoje demora mais tempo pra ler do que pra fazer, são cerca de 3 minutos da hora em que você levantar da cadeira após ler até estar se sentando de volta com a comida na boca! Essa receita não é originalmente minha, já vi similares em outros blogs e perfis de pessoas relacionadas a nutrição saudável e veganismo. A minha versão surgiu depois de umas idas à nutricionista e algumas sugestões dela por meio dos ingredientes e do que ja conhecia, fui juntando tudo e eis que temos tofu mexido!

Porque tofu mexido? Então, isso é uma senhora discussão, e que por não ser nutricionista e nem chef de cozinha não vou me arriscar a palpitar, mas sou daquelas que acha que com moderação, e sendo saboroso,  pode-se comer de tudo. Opto por não comer carnes por vários motivos que envolvem saúde, meio ambiente, consciência, orientação espiritual e filosofia de vida, cada qual com sua devida influência e peso nessa decisão. Consumo com moderação derivados de leite e ovos, mas sempre que possível opto por colocar aqui a versão vegana das receitas pois, além das pessoas que são veganas por opção (quais quer que sejam os motivos: saúde, meio ambiente, consciência, religião, etc), cada vez vemos um número maior de pessoas com restrições alimentares, intolerâncias e alergias, eu mesma possuo várias, então, se a gente puder se alimentar de forma mais inteligente, com saúde e amor, por nós mesmos e pela Terra, vale a pena, né!!

Quando utilizo derivados do leite e ovos, opto pelas versões orgânicas, e com produtos a base de soja também tenho esse cuidado. Por serem produtos que estão na zona dos polêmicos, creio que esse cuidado a mais é válido. O tofu orgânico firme é mais poroso e menos branco que a versão não orgânica e costuma ser um pouco mais caro. Mas na hora do preparo percebemos a nítida diferença. O tofu orgânico não deixa gosto nem cheiro residual e se você tiver uma digestão sensível, como a minha, vai ver que ele “desce” brincando, enquanto o outro nem sempre. Eu compro em loja de produtos naturais ou na Liberdade (SP), quando vamos por lá. Hoje em dia existem inúmeras marcas e sites que disponibilizam a venda pela internet também.

O segredo do tofu é sempre armazená-lo na geladeira, em um pote tampado com água potável fresca, e trocar essa água de 12h em 12h ou pelo menos uma vez por dia. Aqui em casa, quando tem não dura muito tempo, então geralmente só dá pra trocar a água uma ou duas vezes, mas dependendo da quantidade que você for comprar e do consumo, atente para isso. Claro, sempre recomendo que consulte um nutricionista!

O tofu mexido fica similar ao nosso já conhecido ovo mexido. A consistência e o sabor são razoavelmente diferentes, mas pode ser um bom substituto tanto em termo de nutrientes quanto de hábito. Eu sempre acho que as dificuldades relacionadas com o vegetarianismo e o veganismo são muito mais associadas aos hábitos do que aos nutrientes, desde que bem acompanhados.

Esse tofu mexido é uma ótima opção vegana para o café da manhã ou para o lanche da tarde. Pode colocar dentro do pão ou tapioca se isso fizer parte dos seus hábitos alimentares.

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Vamos à receita então:

  • 100 gr de tofu orgânico firme
  • 1 colher de café de cúrcuma moída (açafrão-da-terra)
  • 1 pitada de pimenta do reino moída
  • sal (à gosto) / eu uso o sal rosa do himalaia
  • azeite (à gosto)
  • semente crua de girassol (opcional)

Modo de preparo:

Amasse o tofu já escorrido (sem água) com um garfo. Acrescente um pouco de azeite, o sal, a cúrcuma e a pimenta e mexa bem, com o garfo para que os ingredientes se misturem. Basicamente, continue amassando e revirando a mistura. Numa frigideira pequena coloque mais um fio de azeite, jogue a mistura e mexa. Quando começar a esquentar a cúrcuma vai soltar a cor e tingir tudo de um amarelo bem forte. A pimenta ajuda na absorção da cúrcuma, então mesmo que você não goste de pimenta, coloque um pouco, mesmo que bem pouco, vai fazer diferença.

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Pronto! Eu sirvo no pote com as sementes de girassol por cima, mas só pra conseguir incluir todos os ingredientes que a nutri pediu num lanche só, são opcionais.

É bem rápido de fazer e se você quiser pode preparar e levar na marmita para comer frio também. Eu acho importante variar a alimentação, então nunca repito os ingredientes todos os dias. Consulte um profissional (nutricionista ou nutrólogo), mas lembre-se que moderação e variedade são sempre chaves essenciais numa boa alimentação!

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Brownie de Nutella

Esse mês inclui entre suas comemorações o dia dos namorados. Aqui em casa temos uma regra, só existem dois tipos de presentes aceitáveis, seja de aniversário, natal, datas comemorativas em geral, ou só pra agradar mesmo: comida e viagens! Ah, ocasionalmente livros também são aceitos.

Por isso, nesse dia dos namorados voltei pra casa com algumas prendas, um queijo brie, uma Nutella e fiz um brownie especial!

Essa receita é a básica de brownie, com algumas alterações. Eu sou uma pessoa que dificilmente se adapta à rotina, e sou péssima em repetir receitas. Sempre mudo alguma coisa. Ou porque estava sem aquele ingrediente em casa, ou pra testar uma versão vegan, ou simplesmente para ver como fica de outro jeito. Às vezes minhas invenções dão certo e às vezes errado. Ontem a noite mesmo fiz uma vitamina de abacate que ficou péssima. Muito ruim mesmo. Mas tenho uma outra versão dela maravilhosa! Enfim, a gente deixa pra compartilhar as que dão certo, né!

Esse da foto foi uma versão mais tradicional de brownie, embora sem glúten, mas as alterações para deixá-lo vegano e/ou mais saudável são totalmente válidas, e, eu pessoalmente, prefiro, porque gosto do brownie mais compacto. Na lista de ingredientes e no modo de fazer vou ressaltar as variações!

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Vou explicando como fazer, e no fim coloco a lista de ingredientes e um resumo do preparo, mas para observações, em especial para as variações de ingredientes, siga o texto.

Primeiro forre uma forma com papel manteiga ou tapete de silicone e jogue as 12 colheres de café de Nutella em pelotas separadas. Pode usar pasta de amendoim, ou outras oleaginosas, inclusive existem várias opções veganas, ou você pode fazer sua própria pasta de oleaginosas, deixando umas 2 xícaras da oleaginosa (macadâmia, castanha de caju, castanha do pará, amêndoas, avelã, amendoim, ou uma mistura de duas delas) de molho e depois processando com o mínimo de água, óleo de coco e o açúcar de sua preferência, ou sem açúcar.  Independentemente da pasta que usar, faça as pelotas e coloque no congelador por 30 minutos, apenas para conseguir posteriormente enfeitar a massa com elas e também para que não derretam imediatamente no forno, ficando apenas em algumas regiões do brownie.

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Depois ligue o forno médio para ir pré-aquecendo e comece a massa.

Se for usar ovos, separe-os numa tigela a parte e bata, claras e gemas juntas, como para fazer omelete. Se for utilizar a linhaça, coloque numa tigela e cubra de água, mexa e deixe descansando para hidratar e criar a liga.

Derreta o chocolate amargo em banho maria ou no microondas (30 segundos por vez, mexendo nos intervalos). Eu usei essa marca, Divine, que é brasileira, e eles tem opções ótimas, inclusive uma de chocolate 70% sem açúcar. Usem a que preferirem. Só realmente recomendo que seja no  mínimo meio amargo.

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Adicione o óleo de coco ou a manteiga derretidos, e mexa bem com o chocolate já derretido. O meu óleo de coco tava no final e tive que fazer uma mistura com margarina, e o ideal não é misturar, mas usar apenas um dos dois. Mas até que deu certo.

Depois acrescente o melado (ou açúcar), o cacau em pó, as duas colheres de sopa de Nutella, ou outra pasta de oleaginosa, a baunilha e mexa bem. Se você estiver num lugar frio, aqueça bem essa mistura, sem ferver, para que ela fique mais líquida do que cremosa, mas não totalmente líquida.

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Misture ou os ovos batidos, ou a linhaça hidratada e com liga, nessa mistura, e mexa bem. Eu prefiro fazer toda essa parte com fué, já que não tenho batedeira, mas quem tem pode usar, e quem não tem nada pode fazer no garfo, embora aí eu recomende que você mexa bem para não empelotar.

Depois jogo os secos, a farinha de arroz (ou trigo), e o amido. E mexa muuuuito bem. Essa parte é a que as quantidades da receitas terão de ser testadas por vocês, pois tudo pode variar nesse momento de acordo com marca, opções de ingredientes, etc. A mistura não pode ficar seca. Então dependendo das farinhas que você use, coloque um pouco mais de óleo se achar necessário (eu achei na minha). Se usar a linhaça, talvez a farinha de arroz fique em grande quantidade, para essa proporção, então coloque aos poucos e vá sentindo a massa. Ela deve ficar como uma pasta cremosa e oleosa, mas não oleosa demais. O óleo não pode ser visível, mas tem que desgrudar do fundo da tigela com facilidade. Coloque o fermento e mexa suavemente para incorporar.

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Unte a forma (manteiga, margarina, ou óleo de coco). Se for antiaderente não precisa enfarinhar, só untar. Se a quantidade de óleo da massa estiver certa também não precisa enfarinhar, só untar. E despeje a massa, espalhe com a colher para cobrir o fundo todo. Eu usei uma forma pequena, então ele ficou um pouco mais alto, se usar uma muito grande ele vai ficar muito fino, então planeje bem essa parte.

Quando já estiver na forma, espalhe as colheradas de geleia de framboesa pela massa e afunde-as um pouco. Quando esquentarem vão molhar a massa um pouco mais, então o ideal é estarem envoltas por massa. Eu uso essa marca, St. Dalfour, porque é sem açúcar, eles adoçam as geleias apenas com as frutas e tâmaras. Mas pode usar a que você quiser, inclusive de fabricação caseira. Eu sugiro os sabores mais cítricos ou as frutas vermelhas, para quebrar um pouco com o chocolate todo da massa.

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Por fim, retire do congelador as pelotas de Nutella e coloque sobre a massa, afundando apenas um pouco. Como estarão mais frias, você conseguirá segurá-las com as mãos, mas não segure por muito tempo ou derreterão. Só coloque na massa.

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Vai ficar assim:

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Coloque no forno médio por 25 minutos. Se a forma for muito grande, por menos, 15 ou 20 minutos. De novo, aqui vale o bom senso e a personalização. Fornos reagem de maneiras diferentes e formas também. Use seu bom senso e vigie depois de 15 minutos. Espete com palito ou garfo, tem que sair limpo. Não deixe secar demais, brownie é bom um pouco molhado, mas não pode ficar cru. Pela própria característica dos alimentos, se você usar ovos, tende a ficar mais alto do que com linhaça e com farinhas cm glúten tende a ficar mais molhado do que com farinhas sem glúten. Leve tudo isso em consideração ao calcular o tempo no forno.

Se quiser fazer uma versão mais light, use tudo sem açúcar (o chocolate, a geleia), e adoce apenas com açúcar de coco, que tem um índice glicêmico mais baixo. Pode cortar a farinha também e deixar apenas o amido de milho. Fiz uma vez assim, com linhaça, óleo de coco, sem farinha e tudo sem açúcar, e fica muito bom, embora bem mais compacto! Aí tem que deixar pouco no forno, uns 12 minutinhos só!

Enjoy! Aqui em casa foi o maior sucesso!

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Brownie de Nutella com geleia de framboesa

Ingredientes: 

1 barra (100g) de chocolate amargo (70% ou mais, preferencialmente)

3 colheres de sopa de cacau em pó (não adoçado)

3 ovos (#vegan : 3 colheres de sopa de farinha de linhaça dourada para cada ovo)

3/4 xícara (150ml, aproximadamente) de óleo de coco em estado líquido (ou manteiga/margarina derretida) (se usar farinha de trigo, pode usar só 1/2 xícara)

3 colheres de sopa de amido de milho

3 colheres de sopa de farinha de arroz (pode usar a de trigo. Usando a de arroz ele fica sem glúten, e um pouco mais seco)

1 colher de chá de fermento (químico em pó)

1/2 xícara de café de essência de baunilha

1/2 xícara de melado de cana (pode usar açúcar mascavo ou de coco)

12 colheres de café (enfeite) + 2 colheres de sopa (massa) de Nutella (pode usar pasta de amendoim ou de outra oleaginosa)

6 colheres de café de geleia de framboesa (ou outra a sua escolha, ou nenhuma)

Modo de fazer (resumido):

Faça as pelotas de Nutella numa forma com papel manteiga e coloque no congelador por 30 min. Derreta o chocolate. Misture o cacau em pó, o óleo de coco, mais Nutella, a baunilha, o melado (e/ou açúcar), os ovos (ou linhaça), a essência de baunilha e bata bem. Adicione a farinha, o amido e mexa bem. Adicione o fermento e mexa suavemente. Coloque na forma untada e acrescente as colheres de geleia de framboesa e as pelotas de Nutella congeladas. Coloque no forno pré-aquecido por cerca de 20 minutos.

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Obs: as fotos são da minha casa e minha cozinha num dia de bagunça. Não sou chef e nem nutricionista. Não vendo alimentos. As informações obtidas não são científicas e não me comprometo a passar dietas. Apenas compartilho com vocês uma parte das coisas gostosas da minha vida!

obs 2: o passo a passo estava no dia no snapchat! Quem quiser, pode me adicionar lá! (JuMarra)