Road Trip 3 – Pallars Sobirà

Mais uma vez aproveitamos os trâmites burocráticos para viajar um pouco mais! Desta vez tínhamos que passar por Lérida (LLeida para os íntimos), e na volta pegamos a estrada que subia por Pallars Jussa e Pallars Sobirà, nossas províncias vizinhas. Uma ideia de última hora, e mesmo com a falta de planejamento, conseguimos aproveitar bem.

Nossa primeira parada da volta foi na cidade de Camarasa, onde uma ponte de pedra desabada sobre o rio Segre justifica ainda mais a minha escolha de um rio preferido. A água verde semi transparente em oposição às encostas do outro lado do rio fazem um cenário maravilhoso pra passar uma tarde ali e, de repente, até nadar um pouco. Mas não estávamos no luxo de gastar tanto tempo assim…

Seguimos até a a represa de Camarasa, pouco acima, e paramos novamente para apreciar a vista. O represamento nas províncias do norte da Catalunha iluminam o estado todo com as hidrelétricas, e as províncias de Pallars se sobressaem nessa tarefa. A criação dos lagos artificiais não parece destruir muito da natureza no entorno, já que a água se acumula na própria garganta que os rios de montanha tendem a criar. Mas ainda é assombroso perceber os desníveis que as estradas tem que percorrer para alcançar a altura das represas.

Paramos um pouco mais a frente de novo para ver as ruínas de uma antiga vila, La Maçana. Toda a minha fascinação com ruínas foi satisfeita ali, foi possível ver um antigo porão, sacadas, cemitério e capela, além de poder fazer uma boa aproximação das estruturas, o que geralmente os espinheiros não permitem… O Picot se mostrou um bom explorador, bastante ágil e cuidadoso, se assustando só um pouco quando eu derrubei algumas pedras.

Nossa próxima parada foi em La Baronia de Sant Oisme. Esse lugar curioso é uma pueblo em uma montanha na curva do rio. Não parece ter muitos habitantes permanentes, mas as casas reformadas do pessoal com grana que deve viver em Lleida ou Tremp estão realmente muito arrumadas e em um lugar privilegiado. Há, na ponta da cidade, um tunelzinho por baixo das casas e uma espécie de arco de pedra, visível da estrada. Junto com a torre ao lado, formam uma vista impressionante para um lugar tão pequeno. A torre é aberta e não proporciona uma visão tão melhor assim, mas certamente é bastante divertido subir, menos pro Picot, que subiu um pouco estimulado, um pouco empurrado. Na saída da cidade, passei pra comprar umas batatas fritas no restaurante/hotel beira de estrada e tive uma surpresa ao descobrir que a atendente não só era brasileira, como era do Tocantins. Achei curioso!

Paramos na beira de uma ponte depois disso para ver um túnel escavado na pedra, com algumas “janelas” para a represa ao lado. Só uma curiosidade, mas ficamos atraídos pelo local. Passamos reto logo depois por Tremp, capital da comarca de Pallars Jussa, mas paramos em seguida em Talarn para ver uma fortificação antiga e uma cidade simpática e bem cuidada. Vale encostar e dar uma olhada, e dali a vista para uma das represas é privilegiada.

Decidimos então parar de encostar em cada cidadezinha, pois não tínhamos muito tempo, e fomos direto pra Sort, que não deixa de ser também uma cidadezinha, mas um pouco menos inha. Sort tem um foco em ecoturismo, pois tem muito mais lojas de caiaque e alpinismo do que seria comum em um povoamento com pouco mais de 2000 habitantes. O rio tem uma correnteza forte, todo marcado para provas aquáticas, e os parques são muito bonitos, mas não permitem a entrada de cachorros, não entendi o motivo… Rodamos um pouco e logo pegamos a estrada para La Seu, que atravessa uma cadeia de montanhas, passando pela vila mais alta da Catalunha, a 1600 metros e uns quebrados. a vila se chama Rubió, por causa das pedras avermelhadas que compõe as montanhas em volta e que deixaram a Ju como uma criança com lápis-de-cor novos! A estrada toda tem vistas deslumbrantes, e em alguns locais há como parar o carro para apreciar a vista e fazer um piquenique. O único problema é a quantidade de curvas, que deixa qualquer um tonto.

Chegamos no final do dia em La Seu, o que foi bom para aproveitar a vista da estrada toda. Iremos mais vezes pra lá, pois faltou muita coisa que estava em nosso roteiro…

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Rio Camarasa

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Represa do Rio Camarasa

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Ruínas de La Maçana

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La Baronia de Sant Oisme

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Túnel com janelas

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Talarn

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Sort

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Pequenas caminhadas

Um dos principais motivos para viver em La Seu D’Urgell, pergunta que nos é colocada com frequência tanto aqui quanto do pessoal no Brasil, foi uma junção de preços (custo de vida) com o cenário! Estamos aqui para caminhar! Andar muito! E apesar da neve, do frio, do mês auge do inverno, fizemos um número considerável de caminhadas, essas que vocês tanto acompanham aqui pelo blog. Mas algumas semanas chove mais do que outras, o clima fecha, também temos nossos compromissos na cidade, junto à internet, e nem sempre é possível fazer uma caminhada longa. Mas não é por isso que deixamos de andar. Damos nossas voltinhas pela cidade mesmo. Os parques da cidade são muito gostosos. E há também um sem número de caminhadas menores, até os povoados próximos, de 30 minutos, 1h, ou até 2h. Às vezes apertamos uma dessas depois da aula de catalão, ou entre uma chuva e outra, um horário de almoço, etc.

La Seu conta com dois parques muito gostoso, o Valira, que é junto ao rio Valira, mais natural, com uma vista muito bonita. Às vezes vamos lá, embora seja do outro lado da cidade e por isso uns longos 8 minutos de caminhada lenta, saindo de casa. De lá, outro dia, subimos pra Castell Ciutat, e de la andamos sem parar, passando por Montferrer, vendo muitas casas grandes e pequenas, brincando com cachorros e gatos pelas frestas das cercas e portões. Descobrimos uma autêntica torre medieval convertida em pequenos apartamentos, todos para alugar, com uma vista esplêndida do vale. Procuramos uma ponte para cruzar o rio, e não encontrando, andamos entre pequenas chácaras, com muita lama e gelo no nosso caminho. Fizemos amizade com mais cachorros, alguns cavalos, e uma porca, que vivia junto de duas cadelas de guarda e possivelmente se considerava uma delas.

O outro é o Parc Olímpic del Segre, junto ao rio Segre. Ambos margeiam a cidade. O Segre segue paralelo à cidade, mas parte de seu curso foi ligeiramente desviado, formando o parque olímpico de remo, em diversas modalidades, construído para as Olimpíadas de Barcelona. A parte de remo fica aqui em La Seu, e a medalista em remo de 2016 Rio é espanhola, mora e treina aqui. O parque conta com uma infraestrutura para remo, raias de treino e áreas com corredeiras artificiais para rafting. Além disso têm uma academia, centro de treinamento, uma área aberta com parque infantil, alguns bancos, arena de cimento para assistir e é uma parte significativa da representação da cidade. Aqui o Papai Noel não tem vez, quem traz os presentes de Natal na Espanha são os Reis Magos, em janeiro. A Cavalgada dos Reis magos é esperada com ansiedade, e nas cidades grandes, como Madri e Barcelona é um evento muito importante. Em La Seu substituíram a cavalgada pelos botes de rafting. Foi um evento único assistir os 3 reis descendo nos botes, cada qual a sua maneira, entre alegre, desesperado, atrasado, com direito a um show pirotécnico no final, seguido de uma parada pela cidade onde doces eram distribuídos para as crianças. Eu tenho aproveitado muito esse lado lúdico, idílico, da cidadezinha de interior, cheia de festivais feitos à moda antiga, com papel machê, purpurina e participação das crianças e escolas locais. Para os fãs de Gilmore Girls, é meu momento Stars Hollow!

De dentro do parque do Segre sai uma via, que segue em parte calçada, mas logo vira uma trilha de terra, com alguma brita esparsa, que segue margeando o rio até Alas, um povoado bem próximo, 4km. Muitos moradores aproveitam para caminhar, correr ou passear com cachorros nessa trilha. É plana e bem próxima ao rio, mas a paisagem é bonita, especialmente com a Serra de Cadi ao fundo, imponente! Essa é uma das caminhadas que repetimos mais vezes quando o tempo está curto.

Logo atrás do Segre, seguindo pela região mais rural, com pequenas fazendas leiteiras e algumas chácaras com hortas, entre La Seu e Alas, há uma igrejinha simples e bonita, bem no alto de um dos morros menores. Num domingo de chuva escapulimos até lá, quando o tempo abriu um pouquinho. Nos perdemos na lama, encontramos cavalos, muitas vaquinhas e alguns cachorros. Entramos e saímos de propriedades, nem sempre onde deveríamos estar, mas sempre com o intuito de chegar a trilha. Enfim chegamos e subimos até a Igreja. Os arredores mostram sinais de que não são poucos os que sobem ali. Alguns dizeres revolucionários nas paredes, alguns nomes, casais e corações, alguns vestígios. Mas dentro da Ermida de Sant Antoni del Tossal, que estava trancada, dava para ver que estava tudo arrumado e bem conservado.

Num outro domingo atravessamos a estrada (por uma das passarelas, não me canso desses caprichos) e subimos à esmo o morro que dá acesso a Calbinyá, outro povoado minúsculo bem próximo, e encontramos uma pista de pouso de aeromodelismo. Algumas construções meio abandonadas, e uma parte reformada, que parece guardar os equipamentos de manutenção da pista. Voltamos pela estrada e encontramos mais cachorros e lama.

E assim vão passando os dias chuvosos. Quando tivermos mais dias de sol, mais tempo, e mais planejamento, o André volta a contar na sexta de viagens dele um pouco das nossas trilhas mais significativas.

Nessa quarta tínhamos a intenção de subir o Coll Midós de novo (post mais antigo aqui em viagens) e dormir no refugí de lá, acampados, com inverno e tudo. Mas saímos bem mais tarde do que o recomendado, e fomos surpreendidos por muita, muita, muita neve, apesar do sol. Fazia neve e sol ao mesmo tempo (casamento espanhol – finalmente entendi o ditado), a neve chegava na altura do quadril em alguns pontos, tornando a subida quase impossível, e o vento era aterrador. Em alguns momentos o vento quase me derrubou! Aí o bom senso falou mais alto e voltamos pra cidade. As intempéries foram tantas que não consegui tirar nem meia foto! :/

Mas o plano de acampar na neve ainda está de pé. Só precisamos planejar melhor! Aí a gente dá os detalhes!

Valira:

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Segre:

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Églesia de Sant Vicenç de Montferrer, rellotge de sol (inscripció): Sine Sole Solus Sole Salus

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Ermida de Sant Antoni del Tossal:

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La Seu es Seva

Estamos inciando essa semana uma série de post sobre trilhas na região dos Pirineus, na Catalunha, Espanha. Esperamos poder contribuir com as viagens de vocês e cada vez mais poderemos dar um apoio para sua viagem. Mais fotos e vídeos virão, mais mapas, coordenadas e muito, mas muito mais, trilhas! Esqui, trilha na neve, refúgios, Camping livre (a partir da primavera), road trips e muito mais!

Começamos com um breve gostinho! Espero que aproveitem!

Trilha 1 – 28/11/2016

Roteiro – La Seu – Vall de Vallira(1º) – Arcavell(2º) – Pic de Boloriu(3º) – Coll de Jou(4º) – Bosc de Pinya(5º)- Cortal de Sant Andreu(6º) – La Seu

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1° trecho – Nada de realmente interessante no vale, exceto pela catedral de Anserall, Sant Serni de Tavernoles. Muito antiga e muito bonita. É possível marcar uma visita gratuita por telefone 639 060 898. O rio em si é amigável, mas o vale é muito fundo e pelo menos nessa época do ano fica enevoado boa parte do dia, mesmo quando o sol bate nos picos em volta. É uma trilha bem plana, mas a proximidade constante com a estrada estraga um pouco.

2° trecho – Da aduana de Andorra até aqui é uma subida considerável, mas não muito inclinada. Um povoado extremamente simpático. As casas estão muito bem cuidadas, evitando o ar de abandono que outros locais passam. Os tetos de quase todas as casas são feitos de pedras chatas sobrepostas, me pareceu muito curioso! Há fontes de água com o aviso de que não é água tratada sanitariamente, mas eu bebi e estou vivo e bem. A vista é boa, e parece ter algum tipo de comércio. Não explorei essa parte…

3° trecho –  A subida de Arcavell até o pico foi confusa. É difícil saber que estrada sai para qual lado, e o serpentear constante do caminho oficial me causou uma confusão. Resultado foi que eu subi pela encosta, atravessando os pastos, na maior parte do tempo. Como essas encostas ficavam do lado norte, havia uma quantidade razoável de gelo. Nada de mais, mas as vezes escorregava um pouco. O pico em si foi, com o perdão da expressão, o ponto alto da trilha! Algumas ruinazinhas pelo caminho, um pasto com pinheiros esparsos e vacas leiteiras com bezerros ao pé se espalhavam pela encosta, e do topo é possível ver uma boa parte do vale do Vallira e até mesmo La Seu d´Urgell. Do outro lado, os picos mais altos de Andorra, com neve, criam uma paisagem incrível 360°. Havia uma casa que parecia reformada, mas não tenho muita certeza, pois não me aproximei. Imagino que seja usada por caçadores.

4° trecho – a descida seguiu por um trecho absolutamente desabitado, onde nem os picos tem nome. É uma grande mata de pinheiros, com uma estradinha que, por sorte, manteve os caminhos que eu pretendia seguir abertos. Quem quisesse ir para outros locais talvez não tivesse a mesma sorte, pois a realidade não parecia bater com o mapa. É um trecho longo, porém relaxante e pouco cansativo. A trilha dá a volta em uma bacia chamada Estremir e no final dessa parte a vista se abre majestosamente para a serra de Cadí.

5° trecho – Segue-se até um tal de bosc de Pinya, onde todas as árvores haviam sido recentemente cortadas. Pouco antes do bosque, há um pico com 1458 metros de altitude. Não há trilha até o topo, mas a encosta é limpa o suficiente pra subir assim mesmo. De lá, é possível ver Alàs, no vale do Segre, e LLirt, na serra ao lado. Ao descer do bosque, há uma casa que não parece habitada permanentemente, e a estrada é fechada por uma cancela. Achei que fosse uma entrada particular e me perdi por meia hora por causa disso. Descendo pelo trecho da cancela a estrada faz um zigue zague até o Cortal.

6° trecho – De repente, aparecem caixas e mais caixas de abelhas! Logo mais um agrupamentozinho de casas marca a trilha. Nada de mais, mas serve como referência. Um pouco mais abaixo (algumas centenas de metros) na estrada está sinalizada a saída da pequena trilha para LLirt e logo depois outra trilha sai para o Vale, indo direto até o bairro de Sant Pere, já em La Seu.

Resumo: A partir de La Seu, não requer carro ou ônibus. Uma trilha boa pra quem tem um dia livre e gosta muito de andar. Foram mais de 20km, com subidas pesadas no caminho. Tempo também é um recurso escasso, quase fiquei depois do escurecer na trilha. Na verdade, a ideia era explorar mais, mas superestimei minha velocidade. Havia trechos alagados e escorregadios que me forçavam a ir bem devagar. Por ser uma trilha circular, oferece a oportunidade de passar em mais locais e de se perder mais vezes!

Trilha 2 – 03/12/16

La Seu – Llirt – Estamariu

(Não foi possível fornecer o mapa dessa segunda, pois os pontos de referência não são localizáveis pelo google maps, mas é possível encontrar a referência em mapas físicos que podem ser adquiridos na cidade de La Seu D’Urgell).

Essa trilha pode parecer curta, mas ainda assim leva um bom tempo. Saindo de La Seu pelo bairro de San Pere, há uma trilha sinalizada até Llirt. Essa trilha sai paralela a estrada principal no vale, e não segue o pequeno rio que desemboca no bairro, aviso porque perdi um tempo aqui. Ela toda vai marcada com tinta amarela pelas pedras a cada centena de metros, aproximadamente. Mesmo assim, eu consegui me perder e acabei fazendo boa parte da subida por fora da trilha. De qualquer jeito um trecho curto essa trilha é feita na estrada.

Ao chegar em LLirt, não há muito para se ver, além da vista que já vem se formando ao longo do resto da trilha. Mesmo assim, o pouco que está lá é impressionante. Menos de uma dúzia de casas abandonadas, construções de pedra deixadas como que do dia pra noite. Essas ruínas não parecem muito velhas, comparadas com outras que já vi por aqui. Digo isso porque ainda há restos de reboco em uma das casas, e em muitas portas e janelas a madeira que sustenta a parede logo acima ainda não cedeu. Ainda assim, muito cuidado com os prédios, pois parecem estar a beira de desabar. Os espinheiros cobriram boa parte das entradas, de qualquer jeito.

A estrada segue para Estamariu. Apesar da placa em Llirt, só teria uma direção para se ir mesmo. Menos de 1km a frente, a trilha divide, mas ainda é meio óbvio que o caminho continua para leste, já que a outra opção só subiria a encosta. O problema maior vem mais pra frente, quando a estrada divide em cruz, sem nenhuma sinalização. Pelo mapa que eu tenho, me pareceu ser o caminho que virava a esquerda e mantinha a direção leste. Pois a estrada segue até uma casa de pedra em um pasto e depois se converte em uma trilha, um pouco mal demarcada. Atravessando um pequeno riacho e virando à direita, logo há uma saída para a esquerda que sobe a encosta. Foi o único caminho que tentei e cheguei em Estamariu, então recomendo! No final dessa subida, que deve levar próximo de 1km, a trilha bifurca novamente. Segui pela esquerda, e poucos metros a frente a vista se abre para um vale com Estamariu do outro lado! Foi a vista mais incrível do dia, certamente. Daqui pra frente a trilha é fácil até o final, ainda que longa.

Contornando o vale, a trilha chega a Estamariu pelo fundo. A cidade vale uma caminhada, e uma estória da cidade está escrita em um informativo turístico muito interessante, bem no caminho. A descida se dá pela estrada asfaltada mesmo, até o Vale, próximo de Alàs. Não tente sair da estrada, a encosta é bem íngreme e cheia de espinho. Mesmo! Já no vale do Segre novamente, serão mais 4 km aproximadamente de volta até La Seu. Esse trecho todo de Estamariu até La Seu é longo mas simples. Uma pena que aqui já não há nada muito mais interessante para se ver.

Ficam algumas fotos! Boa trilha!

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Cap de Boloriu, Vista norte

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Estamariu

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Entrada de Andorra

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Ruínas em Estamariu

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Estamariu

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Estamariu

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Estamariu

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Les Valls de Vallira

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Estamariu

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Sant Serni de Tavernoles

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Vale do Segre e Serra de Cadí