Pequenas caminhadas

Um dos principais motivos para viver em La Seu D’Urgell, pergunta que nos é colocada com frequência tanto aqui quanto do pessoal no Brasil, foi uma junção de preços (custo de vida) com o cenário! Estamos aqui para caminhar! Andar muito! E apesar da neve, do frio, do mês auge do inverno, fizemos um número considerável de caminhadas, essas que vocês tanto acompanham aqui pelo blog. Mas algumas semanas chove mais do que outras, o clima fecha, também temos nossos compromissos na cidade, junto à internet, e nem sempre é possível fazer uma caminhada longa. Mas não é por isso que deixamos de andar. Damos nossas voltinhas pela cidade mesmo. Os parques da cidade são muito gostosos. E há também um sem número de caminhadas menores, até os povoados próximos, de 30 minutos, 1h, ou até 2h. Às vezes apertamos uma dessas depois da aula de catalão, ou entre uma chuva e outra, um horário de almoço, etc.

La Seu conta com dois parques muito gostoso, o Valira, que é junto ao rio Valira, mais natural, com uma vista muito bonita. Às vezes vamos lá, embora seja do outro lado da cidade e por isso uns longos 8 minutos de caminhada lenta, saindo de casa. De lá, outro dia, subimos pra Castell Ciutat, e de la andamos sem parar, passando por Montferrer, vendo muitas casas grandes e pequenas, brincando com cachorros e gatos pelas frestas das cercas e portões. Descobrimos uma autêntica torre medieval convertida em pequenos apartamentos, todos para alugar, com uma vista esplêndida do vale. Procuramos uma ponte para cruzar o rio, e não encontrando, andamos entre pequenas chácaras, com muita lama e gelo no nosso caminho. Fizemos amizade com mais cachorros, alguns cavalos, e uma porca, que vivia junto de duas cadelas de guarda e possivelmente se considerava uma delas.

O outro é o Parc Olímpic del Segre, junto ao rio Segre. Ambos margeiam a cidade. O Segre segue paralelo à cidade, mas parte de seu curso foi ligeiramente desviado, formando o parque olímpico de remo, em diversas modalidades, construído para as Olimpíadas de Barcelona. A parte de remo fica aqui em La Seu, e a medalista em remo de 2016 Rio é espanhola, mora e treina aqui. O parque conta com uma infraestrutura para remo, raias de treino e áreas com corredeiras artificiais para rafting. Além disso têm uma academia, centro de treinamento, uma área aberta com parque infantil, alguns bancos, arena de cimento para assistir e é uma parte significativa da representação da cidade. Aqui o Papai Noel não tem vez, quem traz os presentes de Natal na Espanha são os Reis Magos, em janeiro. A Cavalgada dos Reis magos é esperada com ansiedade, e nas cidades grandes, como Madri e Barcelona é um evento muito importante. Em La Seu substituíram a cavalgada pelos botes de rafting. Foi um evento único assistir os 3 reis descendo nos botes, cada qual a sua maneira, entre alegre, desesperado, atrasado, com direito a um show pirotécnico no final, seguido de uma parada pela cidade onde doces eram distribuídos para as crianças. Eu tenho aproveitado muito esse lado lúdico, idílico, da cidadezinha de interior, cheia de festivais feitos à moda antiga, com papel machê, purpurina e participação das crianças e escolas locais. Para os fãs de Gilmore Girls, é meu momento Stars Hollow!

De dentro do parque do Segre sai uma via, que segue em parte calçada, mas logo vira uma trilha de terra, com alguma brita esparsa, que segue margeando o rio até Alas, um povoado bem próximo, 4km. Muitos moradores aproveitam para caminhar, correr ou passear com cachorros nessa trilha. É plana e bem próxima ao rio, mas a paisagem é bonita, especialmente com a Serra de Cadi ao fundo, imponente! Essa é uma das caminhadas que repetimos mais vezes quando o tempo está curto.

Logo atrás do Segre, seguindo pela região mais rural, com pequenas fazendas leiteiras e algumas chácaras com hortas, entre La Seu e Alas, há uma igrejinha simples e bonita, bem no alto de um dos morros menores. Num domingo de chuva escapulimos até lá, quando o tempo abriu um pouquinho. Nos perdemos na lama, encontramos cavalos, muitas vaquinhas e alguns cachorros. Entramos e saímos de propriedades, nem sempre onde deveríamos estar, mas sempre com o intuito de chegar a trilha. Enfim chegamos e subimos até a Igreja. Os arredores mostram sinais de que não são poucos os que sobem ali. Alguns dizeres revolucionários nas paredes, alguns nomes, casais e corações, alguns vestígios. Mas dentro da Ermida de Sant Antoni del Tossal, que estava trancada, dava para ver que estava tudo arrumado e bem conservado.

Num outro domingo atravessamos a estrada (por uma das passarelas, não me canso desses caprichos) e subimos à esmo o morro que dá acesso a Calbinyá, outro povoado minúsculo bem próximo, e encontramos uma pista de pouso de aeromodelismo. Algumas construções meio abandonadas, e uma parte reformada, que parece guardar os equipamentos de manutenção da pista. Voltamos pela estrada e encontramos mais cachorros e lama.

E assim vão passando os dias chuvosos. Quando tivermos mais dias de sol, mais tempo, e mais planejamento, o André volta a contar na sexta de viagens dele um pouco das nossas trilhas mais significativas.

Nessa quarta tínhamos a intenção de subir o Coll Midós de novo (post mais antigo aqui em viagens) e dormir no refugí de lá, acampados, com inverno e tudo. Mas saímos bem mais tarde do que o recomendado, e fomos surpreendidos por muita, muita, muita neve, apesar do sol. Fazia neve e sol ao mesmo tempo (casamento espanhol – finalmente entendi o ditado), a neve chegava na altura do quadril em alguns pontos, tornando a subida quase impossível, e o vento era aterrador. Em alguns momentos o vento quase me derrubou! Aí o bom senso falou mais alto e voltamos pra cidade. As intempéries foram tantas que não consegui tirar nem meia foto! :/

Mas o plano de acampar na neve ainda está de pé. Só precisamos planejar melhor! Aí a gente dá os detalhes!

Valira:

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Segre:

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Églesia de Sant Vicenç de Montferrer, rellotge de sol (inscripció): Sine Sole Solus Sole Salus

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Ermida de Sant Antoni del Tossal:

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SP by JuReMa – Parques e Espaços Urbanos

Ainda na vibe de dicas de SP, vou entrar no meu segundo tópico preferido depois de comida, os parques. Nos quase dois anos que passei em São Paulo, moramos no centro, próximo ao metrô e eu realmente acho que a melhor forma de se locomover na cidade é usando o transporte público. O transito de Sampa é tão famoso que dispensa apresentação e explicações, e para uma brasiliense o transporte público da cidade é um sonho, embora saiba que dada às proporções da cidade ainda deixa a desejar. É possível chegar em muitos parques usando apenas o transporte público e em alguns casos um trecho a pé, mas em outros fica mais difícil. Caso tenha tempo livre, vá mesmo assim de transporte público. Em alguns casos eu ia a pé, mesmo com distâncias mais longas, pois já aproveitava a caminhada até o parque como parte do passeio e do exercício do dia. Fica o aviso de que São Paulo não é pedestre-friendly, ou seja, esteja preparado para ter seu caminho nas calçadas barrado por carros entrando e saindo de garagens, ou só estacionados em locais que deveriam ser de pedestres, além de locais com calçadas ruins ou inexistentes. Ainda assim, eu sempre gostei de andar, então preferia ir a pé sempre que possível.

Estando no centro, entre os que mais costumava ir a pé está o Buenos Aires, também chamado de praça Buenos Aires, em Higienópolis,  Av. Angélica, s/n – Higienópolis, São Paulo – SP, 01228-000, Brasil. Esse era o mais perto de casa. É um parque pequeno, e para os corredores não é dos melhores, a trilha é muito curta, e com subida, mas pode ser uma boa opção pela localização. Em São Paulo a boa localização é a mais perto de onde você está. O Buenos Aires é muito frequentado por bebês com babás, alguns caçadores de pokemon, no auge da febre, e alguns moradores e trabalhadores da região, que se sentam em bancos pra curtir um solzinho de fim de tarde. Há também uma área só para cães. 

Também a pé e a pouca distância estava o Trianon, Rua Peixoto Gomide, 949 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01310-100, Brasil. Localizado na Paulista, o Trianon é maior do que parece, e mais friendly para corredores e caminhantes, embora seja muito fechado e sombreado. O excesso de árvores faz dele um oásis na Paulista, e em dias de semana, em horário de almoço é possível ver muitas pessoas com roupas de trabalho almoçando, comida de rua ou marmitas, ali. No fim de semana lota, e com a Paulista aberta aos domingos, aumenta ainda mais o fluxo de pessoas, sejam os esportistas, as famílias, ou os que só buscam um pouco de verde na selva de concreto. Outra vantagem, além da localização, do metrô tão ao lado que tem até estação com o nome, é o MASP em frente. Para quem quer turistar já é um dois em um! Recomendo também descer até a Lillóri, já mencionada no post anterior, a padaria que contempla todas as restrições alimentares e que fica uma boa andada seguindo do Trianon na direção Jardins.

Ainda próximo ao centro, o Parque Água Branca, é uma boa opção, especialmente pela feira de orgânicos, Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca, São Paulo – SP, 01156-000, Brasil. O parque tem um parquinho grande, área e equipamento para exercícios, e um clima gostoso, embora bem urbano. Também costuma ficar muito cheio nos fins de semana, mas é um bom passeio, e é fácil chegar de transporte público.

Afastando um pouco do centro, indo pra zona sul, temos o maior e mais famoso parque urbano de São Paulo, o Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04002-010, Brasil. É relativamente fácil chegar de transporte público, ônibus, embora você saia em uma das grandes avenidas que circundam o parque e tenha que andar até lá dentro. O Ibira é grande e possui outras atrações lá, como a Bienal, Museu de Arte Moderna, Oca, entre outros. É possível alugar uma bicicleta para passeio, mas se for no fim de semana se prepare para 2h de fila. O parque é amplo, mas a quantidade de gente faz com que a visita seja mais agradável durante a semana, embora no fim de semana existam outras atrações, como diversas aulas gratuitas, de inúmeras atividades físicas e outras modalidades, shows e outras atrações culturais. Há também a feira de orgânicos do Ibira. Apesar de ter estacionamento, não recomendo ir de carro, pois a chance de não encontrar vagas é grande. Algumas vezes fiz o trecho a pé, do centro até lá, e confesso que gosto da caminhada. A ida é tranquila porque é descida, a volta subida, às vezes fazia de ônibus.

O meu preferido é longe, lá onde a cidade acaba, e ir de transporte público significa dedicar um dia à ele, é o Hortoflorestal, R. do Horto, 931 – Horto Florestal, São Paulo – SP, 02377-000, Brasil. Já no pé da Cantareira, o Horto é bem amplo, e mesmo em fins de semana não dá o ar superlotado dos de mais fácil acesso. É também por onde passa a linha do Trópico de Capricórnio, o que pode ser uma atração a parte, especialmente para sua amiga capricorniana que vai querer uma foto lá! Além do lago, existe área para piqueniques, quadras esportivas, e áreas mais amplas. É comum ver muitas famílias, crianças, mais até do que os esportistas. O caminho até la de transporte público envolve metrô até Santana, ônibus até a Rua do Horto e uma caminhadinha até o parque propriamente dito. Ir de carro é furada, pois estacionar perto é quase impossível e a rua de acesso fica completamente engarrafada no fim de semana.

Coladinho no Horto, subindo a mesma rua começa o Parque Nacional da Cantareira, que já é área de preservação, é enorme e incluiu toda uma outra gama de passeios não urbanos. Mas ali na Rua do Horto está o acesso para o Núcleo da Pedra Grande, R. do Horto, 1799 – Horto Florestal, São Paulo – SP, 02377-000, Brasil, que é um passeio mais urbano e pode (e deve) ser feito no mesmo dia do Horto. Esse tem uma taxa de entrada pois é parque nacional de preservação. Quando fui a última vez estava R$9,00 por pessoa. Entrando no parque existem várias trilhas possíveis, ainda nesse Núcleo, e algumas que levam por dentro do parque até outro núcleos, como o Núcleo engordador, mas são trilhas mais longas. Algumas podem ser feitas de bicicleta. A da Pedra Grande é a principal desse núcleo, não é demorada, e embora a subida seja inclinada, a trilha é asfaltada e não é difícil. Chegando lá em cima você é brindado com uma vista incrível da cidade toda. É possível pegar água em algumas bicas e torneiras e na parte baixa do parque há espaço para piquenique. Mas lembre-se que esse é um parque nacional, e são válidas as regras para áreas de preservação. Se você for animado para uma boa caminhada, saia de casa cedinho, vá direto até a Pedra Grande, aproveite a vista quando ainda não tem muita competição para a foto lá em cima, curta a cidade. Volte até o Horto e faça seu piquenique lá. Aproveite o segundo parque e volte no fim do dia! É um ótimo passeio, e pode ser feito com crianças! Caso seja mais aventureiro, vá cedo, e planeje uma das trilhas mais longas e mais naturais do Parque da Cantareira. Sempre se planeje para sair do parque de preservação até às 17h, pois após esse horário o parque fecha.

O Parque da Juventude é dos mais fáceis de ir de transporte público, pois o metrô para na porta, R. Manuel dos Santos Neto, 23 – Santana, São Paulo – SP, 02032-010, Brasil. Esse parque é gostoso, mas também impactante pela sua história, pois ali era o Carandiru. Para quem não conhece a história do famoso presídio, sugiro ler o livro Estação Carandiru, do Dr. Dráuzio Varella, que faz uma narrativa incrível dos anos que trabalhou lá. Há também o filme. A cidade cresceu, abraçou a área antigamente afastada e, eventualmente, o presídio foi demolido. Ainda é possível ver um trecho da muralha e uma parte dos pavilhões. Em 2015 cheguei a visitar a muralha, mas em 2016 ela estava fechada para visitação, podendo ser vista apenas. Há hoje uma biblioteca, um centro de ensino técnico, e uma vasta área aberta. Além da muita grama disponível, há área para cães, uma parte próxima das edificações tomada pelos skatistas, e quadras poliesportivas mais distantes.

O Parque da Independência é também um passeio histórico, pois lá estão as margens do Ipiranga, que foi canalizado, mas deixaram um pedacinho aberto no parque para vermos o “corguinho” da independência, Av. Nazareth, S/N – Ipiranga, São Paulo – SP, Brasil. Infelizmente o Museu da Independência está fechado há anos, mas vou tratar dos museus em outro post da série. É possível ver o prédio do museu por fora, e seus jardins, que são muito bonitos. O parque também conta com gramados e não é tão cheio nos fins de semana, apesar de não ser afastado. Para os mais animados é possível aproveitar as escadas para atividade física.

Existem vários outros parques em São Paulo, como o Villa-Lobos, Aclimação, Burle Marx, Parque do Carmo, mais afastado, mas onde acontece a famosa festa das cerejeiras (cheia, mas vale a pena conhecer), entre diversos outros. Minha dica é sempre levar água e comida estilo piquenique, pois nem todos possuem infra estrutura, e São Paulo tem tanto prédio, trânsito, poluição, gente se esbarrando na rua, que quando vou para parques quero sossego, então nada melhor que um piquenique, para ver o verde e desestressar!

Além dos parques, existem alguns outros passeio em áreas urbanas que valem a pena! A Praça Roosevelt, nicho dos skatistas, com os bares e teatros à noite, é um passeio indispensável. A Estação Luz, e os jardins da Pinacoteca, a Paulista aberta aos domingos (pros brasilienses acostumados com o Eixão é um balsamo de casa), o Minhocão (elevado), que também fecha no fim de semana e é ótimo para pedalar, a Praça da República, com as feirinhas, todos os imigrantes e a confluência de culturas. O Largo do Arouche, com as flores de dia e as baladas e barzinhos à noite. O Largo do Paissandu, com a Galeria do Rock, e os melhores mates com açaí e salgados veganos.

As opções são muitas e escrevendo de longe fico com saudades. Algumas coisas são importantes ressaltar, São Paulo é uma cidade imensa. Leve sempre em consideração o tempo de deslocamento e de trânsito. Se prepare para chuva, frio, calor, tudo junto e misturado. Tenha galochas, roupas leves e blusa de frio, além da água e comida. Não ostente, guarde o celular bem no fundo da mochila e fique atento. Já presenciei assaltos, tanto em lugares ermos quanto badalados. No Centro sempre redobre a atenção, bem como na Paulista. Redobre a atenção tanto para sua segurança, como para se maravilhar com os mil sotaques, mil Brasis, os estrangeiros, migrantes, refugiados, misto de culturas, cores e sabores. Sabe aquela história de que o bom de uma megalópole como São Paulo e poder pedir comida tailandesa na tele-entrega às 4 da manhã? Isso ninguém faz, o bom mesmo é poder ver todas as tribos e todas as cores. É se entregar ao desconhecido e presenciar todos os diferentes grupos que abundam pela cidade. É ter olhos e ouvidos atentos para se esbaldar com a variedade de desconhecidos. Essa foi a São Paulo que eu conheci, e espero que continue assim, ou até mais diversa!

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Parque Nacional da Cantareira – Núcleo da Pedra Grande

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Hortoflorestal

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Parque da Independência

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Ibirapuera

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Ibirapuera

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Parque do Carmo

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Paulista Aberta

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