Chocolate quente

Hoje vamos de receitinha básica! Já que aqui tá ficando frio, a bola da vez é o chocolate quente. A receita é tão simples e fácil que nem é receita mesmo, mas é uma delícia, cremosíssima e vegana!

Bom, vamos lá:

Ingredientes:

  •  2 xícaras de flocos grossos de aveia
  • 1 xícara de água quente ou leite vegetal de aveia (nesse caso a gente diminui meia xícara de flocos)
  • 2 colheres de sobremesa (ou 1 e 1/2 de sopa) de chocolate em pó (pode ser só cacau em pó também)
  • 1 colher de sopa rasa de açúcar mascavo (pode adoçar de outra forma ou não adoçar)
  • 1 pitada de gengibre e canela em pó (opcionais)

Preparo:

  • esquente num fervedor (ou microondas se preferir) a água ou o leite de aveia até quase ferver.
  • misture os flocos de aveia, o chocolate e o açúcar. Acrescente também a canela e gengibre caso vá utilizá-los.
  • bata com um mixer de mão ou coloque no liquidificador. A aveia, aquecida e triturada vai engrossar muito, pode acrescentar mais leite ou água quente, se quiser menos grosso. Quando começar a esfriar vai engrossar ainda mais, então deixe num ponto um pouco mais líquido do que você gostaria. Eu fiz para beber e acabei comendo de colher.

(*ps: não tem foto, porque eu comi tudo antes de conseguir pensar em escrever um post! Se eu fizer de novo esses dias – olha a desculpa – faço só para poder tirar a foto e colocar aqui).

Aproveite!

Outono

Tiro o casaco impermeável, mas fico com preguiça de tirar o gorrinho da cabeça. Passei o dia todo com as botas de caminhada nos pés, embora tenha saído só um pouco pela manhã e uma voltinha com o cachorro à noite. As meias que vinha usando já me parecem finas nos pés, oferecendo pouco volume entre meus dedos e as palmilhas, que ao caminhar esfriam rapidamente, apesar das solas grossas da bota. Ao tirar as botas os pés esfriam rápido demais, apesar das meias frias. No meia da tarde fui revirar meu saco de meias e puxar para o topo as meias grossas de inverno…

Coloco a xícara de chá na mesa. É a terceira do dia. Pela manhã tomei rooibos com framboesa. Após o almoço uma infusão de hortelã e agora à noite uma de camomila. Quando sentei para ler um pouco, no fim da tarde, me enrolei na manta peruana que mora no sofá. Conseguia sentir nos braços a na parte da baixo das canelas a diferença térmica das coxas e abdômen, aquecidos pela manta e o resto não. Ainda não é tão frio, não estou de casaco em casa, não tremo de frio sem essa roupa toda, mas a manta, o cachecol e o gorro me dão aquela relaxada extra, que só um toque morno, de carinho, de massagem, de amor, nos trazem. É outono.

Não oficialmente, ainda claro! Essa mudança oficial chega essa semana, mas o outono chegou uns dias antes, pra já ir avisando à que veio. Essa noite chegaremos a 0ºC na madrugadinha. Depois ainda vai esquentar um pouco, até o fim da semana o sol abre um pouquinho, entre nuvens, e ficaremos entre 22º e 8º, mas hoje a máxima foi 18º, com chuva fina, céu cinza. Mas não é o cinza que dói, que desanima. É o cinza mais caloroso que eu conheço. Aquele clima que faz a gente ficar feliz de estar junto, aconchegado no sofá, debaixo das cobertas! É o clima perfeito pra dormir de conchinha, pra ver filme debaixo das mantas comendo pipoca recém-feita, pra abraçar o cachorro e cochilar depois do almoço, sentindo o calor que emana de cada outro ser dentro da casa.

O outono pra mim é amor! É a estação mais calorosa! É quando estar junto é mais gostoso, mas não indispensável! No verão é quente demais para ficar tão junto, tão perto. No verão, quando o suor se mistura é por pouco tempo, e existe um calor que vem de fora, que nos faz precisar de um espaço, físico, mental e emocional para não derreter, sucumbir sob o mormaço. O inverno é quando estar junto é sobrevivência. É um tempo muito estéril, de muita reflexão, de mente solitária, ativa, afiada como o gelo sob a neve. O estar junto, quando possível, não é escolha, é necessidade. A primavera é quando a gente ganha a independência, e embora estar junto ainda não seja tão desafiador quanto durante o verão, já é possível estar longe e depois do longo inverno nada melhor que sair por aí, andar, respirar o ar fresco, e tomar o sol morno, ver as flores surgirem.

O outono não, não por acaso o mundo fica amarelo, laranja e vermelho. As luzes e as cores representam esse calor, tão humano, tão animal, tão do aconchego, tão do outono. As mãos agradecem a xícara de chá quente nas mãos, as orelhas agradecem o gorro na cabeça e os pés ficam gratos pelas meias grossas. Mas ainda não é necessidade, sobrevivência, é amor, afago, aconchego! É quando tudo fica propício para o carinho e o cafuné, uma conversa um volta da fogueira, uma lareira, um chocolate-quente.

O gorro finalmente sai da cabeça e as botas dos pés, quando com uma mão vou despindo-os e com a outra bato no teclado, pois é dia das palavras saírem. o chá já acabou, e a louça ainda precisa ser lavada. Com água morna. O cabelo só vou lavar amanhã. Começou aquela época da minha predileção de banhos no meio do dia, quando ainda é quente e não preciso do secador.

Ah, meu querido outono, que bom que você chegou! A gente vai se amar muito nesse aconchego de carinhos e cores mornas, enquanto a chuva vai acalmando os ânimos lá fora, limpando as farras do verão, e preparando o mundo pra neve do inverno. Enquanto isso os livros, os chás, os chocolates, as pipocas quentinhas vão se tornando tão especiais! Ler um livro debaixo das mantas passa a ser o melhor hobby do mundo, e o banho morno devolve a sensibilidade dos dedos dos pés e das mãos, transformando esse simples hábito higiênico diário em mais um ato de auto-amor!

Agora vou para minha ducha quentinha, e o pijama vai ser completado com as meias grossas e um casaco molengo bem enrolado no corpo. Depois quem sabe, mais um chá ou um chocolate-quente antes de dormir.

Vem, outono! Vamos se amar muito! ❤

Conserva caseira

Esses dias tava olhando distraidamente minha time line do Facebook, e quando percebi estava assistindo um videozinho da Flor de Sal sobre tomates desidratados no microondas. Eu não sou a maior fã de microondas, mas atualmente vivemos num apartamento pequeno, alugado já mobiliado, e não temos forno! Sim! Uma das coisas que mais sinto falta aqui: forno! Sempre amei fazer coisas assadas! No começo pensei em comprar, mas como temos planos de novas mudanças e vida nômade, achei melhor me adaptar por enquanto a uma vida sem forno. Assim, vou me virando com o cooktop e o micro mesmo.

Outro ponto desse vídeo citado é que a forma usada pra desidratar é com a mistura de açúcar (muito) e sal, e eu sei que é possível desidratar de outras formas, mais lentas e com menos adições, mas de novo, estou trabalhando com o que tenho aqui a mão, por enquanto. Um dia quem sabe, uma casinha com horta e quintal, e um caixote pra fazer frutas e verduras secas ao sol…

Inspirada pelo vídeo, resolvi testar a técnica e aproveitar para criar umas conservas mais elaboradas. Estamos com muitas road trips planejadas e eu estou em busca de alimentos que durem mais tempo, sem refrigeração, ou com refrigeração reduzida, para dar uma incrementada.

Assim nasceram essas conservas bonitas aí da foto:

conservas

Só tem uma foto, foi mal, galera! Eu resolvi fazer e nessa de ir fazendo, sem saber se ia dar certo, na cozinha pequena, duas pessoas trabalhando, nem lembrei da possibilidade de tirar fotos. Depois de prontas, quis me gabar um pouquinho no FB e Insta e aí o pessoal curtiu bastante e resolvi por a receita toda aqui.

No começo fui me aventurar na cozinha sozinha, mas o André veio saber se eu precisava de ajuda, e ele foi meu super cortador oficial, picando alho, cebola, pimentão, tudo pequenininho. Mas vou detalhar as etapas no passo a passo do modo de fazer.

Ingredientes:

1 copo (250 a 300ml) de tomates cerejas frescos.

2 pimentões vermelhos (eu usei 3, mas dois eram muuuito pequenos, contavam por 1).

2 berinjelas grandes (eu usei3 pequenitas, aqui tenho encontrado vegetais menores do que encontrava no Brasil).

1 cebola média.

1/3 de cabeça de alho (eu fiz com uma inteira, e faria a próxima com 1/2, mas como disse o André, a gente expulsou todos os vampiros da Espanha e da França de quebra).

2 colheres de sopa de sal.

6 colheres de sopa de açúcar.

Pimenta e orégano à gosto.

Azeite (não sei exatamente quanto usei).

Modo de Preparo: 

  • Sobre pimentões: eu tenho uma sensibilidade digestiva à pele do pimentão, então sempre que preparo algo com pimentões em casa começo colocando eles diretamente sobre o cooktop já aquecido, pode ser sobre a chama do fogão também, e vou girando até carbonizar a pele, mas sem queimá-lo por dentro. Aí lavo sob água corrente, a pele queimada vai saindo em pedaços e eu fico com os pimentões inteirinhos (já um pouco mais macios) para comer como quiser sem problemas digestivos! Assim sendo, o passo 1 (opcional) é queimar e retirar a pele dos pimentões.
  • Fatiar a berinjela (cortei ao meio longitudinal e cada metade em mais duas ou três fatias com corte longitudinal também).
  • Colocar a berinjela de molho em água com vinagre (geralmente deixo na água com limão, mas como a receite de hoje era conserva preferi o vinagre como sabor de fundo).
  • Cortar a cebola e o alho e colocar no vinagre (eu deixei junto com a berinjela – economia de louça para lavar e treino para cozinhas pequenas, campings, etc).
  • Fatiar os pimentões e retirar as sementes. Reservar.
  • Cortar os tomates cerejas ao meio e espremer as sementes e descartar. Reservar. (se você quiser usar outros tipos de tomate, é só retirar as sementes e deixar em pedaços).
  • Numa tigela misturar o sal e o açúcar. Passar a mistura nos tomates, espalhá-los num prato, evitando sobreposições, e levar ao microondas por 3 minutos.
  • Ao retirar do microondas, escorrer a água e repetir o processo. Eu só precisei colocar no microondas 3 vezes.
  • Fazer a mesma coisa, passar a mistura, colocar no microondas, escorrer a água, por 3 vezes, com as fatias de berinjela e as de pimentão. (Eu usei todos os pratos da casa, assim, já ia trocando os pratos, e enquanto escorria a água de um, o outro já estava lá no microondas).
  • Ao retirar pela 3º vez, lavar em água corrente. (Fiz isso para retirar o excesso de sal e açúcar e esfriá-los).
  • Escolher um pote bem lavado, pingar um pouco de vinagre dentro, tampar e sacudir para o vinagre espalhar bem nas paredes.
  • Escorrer o alho e a cebola.
  • No pote: colocar um fio de azeite na base, fazer camadas com um pouco da berinjela, um pouco da cebola e alho, tomate e pimentão, temperar com pimenta moída e orégano, e cobrir de azeite. Repetir até encher o pote.
  • Guardar na geladeira por no mínimo umas 8h a 12h antes de comer, para que todos os sabores se mesclem bem.

Consumo:

No dia seguinte a conserva já estava toda com bastante gosto (de alho principalmente), mas acho que depois do 3º e 4º dias é que ficou melhor. Pode deixar esse tempo maturando na geladeira. Sobre a durabilidade, também posso dizer que levamos ela para uma pequena road trip, e ela ficou 2 dias sem nenhuma refrigeração, num calor de mais de 30ºC e continuou em perfeito estado.

No dia seguinte de fazer, preparei uma massa farfalle colorido, cozido em água e sal e lavei sob um fio de água fria corrente, deixando o macarrão soltinho e em temperatura ambiente. Cortei uma alface americana em tiras pequenas, e numa tigela grande misturei o farfalle, a alface, os dois potes pequenos de conserva e uns cubinhos de queijo gouda. Temperei a alface com um pouco de limão espremido na hora antes de misturar, mas não coloquei nenhum outro tempero porque a conserva já deu todo o gosto. Comemos essa salada de almoço e repetimos no jantar. Ficou muito gostosa e excelente pro calor que está aqui!

No dia seguinte (terceiro desde a preparação da conserva) partimos numa road trip e levamos a conserva. Como fomos para a França, compramos um queijo brie (0,97 centavos de euros cada pedaço de 200g no Carrefour de lá) e o André preparou uns sanduíches com pão de pagès (pão tradicional catalão, pagès = agricultores), brie e conserva! Foi o melhor sanduíche que já comi na vida!!! Nunca achei que pudesse ficar tão impressionada comendo algo na beira da estrada ao lado do carro, sofrendo no calor! Sério! Ficou absolutamente incrível!!!

No 4º dia de conserva/ 2º de road trip, acabamos ficando sem o que comer, muito cansados para ir a qualquer lugar e encontrei uma lata de ervilhas e cenouras no posto de gasolina. Escorremos a lata e misturamos nela o que sobrou da conserva com os últimos pedaços de queijo gouda. Ficou bem longe de refinado e não tão emocionante, mas ainda assim foi um jantar incrível!

Bom, essas foram nossas experiências com a conserva, mas eu recomendaria usar sobre pães, ou misturado com cuscuz marroquino, ou para temperar uma massa, ou acompanhando uma salada verde. Enfim, use a imaginação!

 

 

Pasta de Couve-flor

Essa terça temos uma receitinha, pra variar. Tô tentando voltar a incrementar as diversas partes do blog.

Essa receita inventei faz um tempinho, e não tenho boas fotos do produto final, pois fiz na véspera de uma das road trips e levamos e comemos tudo, então faltou tempo pra foto. Mas comida é boa é assim, né. A gente só lembra da foto depois… mesmo nesses tempos de instagram.

Bom, essa pasta tem várias vantagens. É simples de fazer, barata e vegana! Além disso fica uma delícia no pão e é uma ótima alternativa pra manteigas e pastas mais gordurosas. Aqui em casa foi sucesso total.

Vamos a receita:

Ingredientes: 

  • Couve-flor (pode colocar 1, 2 pés ou 1 pé e 1 brócolis ninja também)
  • 5 dentes de alho (ou uma cabeça inteira se você for dos meus)
  • 1 cebola média
  • curry
  • cúrcuma (opcional)
  • pimenta-do-reino
  • sal
  • azeite
  • cheiro-verde (ou outras ervas aromáticas à escolha)
  • meio limão espremido (opcional)

Modo de fazer: 

  • Pique em pedaços grandes (não precisa de delicadeza aqui, depois vamos bater tudo) a couve-flor (e o brócolis se for colocar) e a cebola (em quartos)
  • Descasque os dentes de alho (não precisa picar)
  • Coloque o alho, a cebola e a couve-flor (e o brócolis) numa panela com água e cozinhe (pode colocar pouca água, menos do que para cobrir, eles cozinham mais no vapor do que na água, e no final vamos utilizar um pouco da água só. (Pode cozinhar direto no vapor se preferir). Cozinhe até estar tudo bem mole.
  • Coloque no liquidificador ou mixer (fiz com mixer de mão e foi tranquilo) a couve-flor(e brócolis), cebola e alho cozidos, sem a água, acrescente os temperos, menos o azeite e comece a bater. Coloque um pouco de azeite pra facilitar bater e continue batendo. Acrescente mais azeite se quiser uma pasta mais oleosa e coloque um pouco da água do cozimento se estiver difícil para bater ou se quiser um creme mais líquido.
  • Se quiser colocar mais água, pode servi-lo quente, como uma sopa, um creme. Fica ótimo também. Se quiser uma pasta para passar em pães e biscoitos, coloque o mínimo de água.

Como fiz com pouca água, e muito tempero, durou uns 10 dias na geladeira. Fiz dois potes, um levamos na viagem e outro ficou aqui esperando.

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Brócolis ninja e couve-flor psicodélica catalã

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Eu aproveito inclusive os talos, cozinho até ficar macio e bato tudo, dá mais consistência e diminui o desperdício

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Cozinhando em pouca água

Cuscus (não muito) marroquino

Faz um tempão que não rola uma receitinha por aqui, e no fim de semana passado recebemos em casa um amigo, também vegetariano, e eu fiz minha versão de cuscus marroquino vegetariano para ele. Aprendi com a Isadora, uma das minhas mentoras na cozinha, e acabo variando bastante a receita, dependendo do que tem em casa ou no mercado, ou do orçamento. No dia, a fome era tanta, acompanhada de uma conversa gostosa, que nem lembrei que existia essa coisa chamada foto.

Na quarta resolvi fazer um cuscus de novo, para aproveitar algumas coisas que tinha na geladeira. O segundo não ficou nem tão bonito, nem tão tradicional quanto o de sexta passada, mas ficou uma delícia também. Vou explicar as diferenças na receita, passar a mais tradicional, e sugerir as variações. As fotos são do de quarta, mas tenho certeza de que quando fizerem vão ver o quão lindo e cheiroso ele fica.

Eu sou de família goiana com mineira, descendente de italianos, logo não existe fazer comida pra 1 ou 2. Só sei fazer de baciada, pra alimentar no mínimo uns 10, e aí depois fico com a geladeira cheia. Funciona porque cozinho umas 2x na semana só e de resto vamos esquentando, reciclando e aproveitando. Mas se você quiser ser mais delicado, não confie nas minhas medidas, ou diminua tudo pelo menos em 1/3.

Ingredientes (pra no mínimo 5 pessoas, reduza as quantidades se quiser fazer para 1 ou 2):

  • 300g Cuscus marroquino (não é o tradicional cuscus de milho brasileiro, embora possa ser feito com ele também. Outra variação que fica muito boa é quinoa).
  • Alho (eu uso uma cabeça inteira, mas sou a louca do alho).
  • 1 Cebola (prefiro fazer com a roxa, mas hoje foi com a comum e também é ótimo).
  • 6 pimentões (fica mais bonito um de cada cor – vermelho, verde e amarelo – mas já fiz só com verde, só com vermelho e funciona do mesmo jeito).
  • 100g de uva passa (gosto de misturar branca e preta, mas pode ser só uma delas também).
  • 100g de damasco seco
  • 100g de tâmaras secas sem caroço
  • 50g de amendoim (prefiro o torrado sem casca)
  • 50g de nozes
  • 50g de amendoas (pode ser com ou sem casca, laminada, torrada…)
  • 50g de castanha de caju (prefiro torrada, mas pode ser crua)
  • 1 limão
  • azeite
  • sal
  • pimenta-do-reino
  • cúrcuma (açafrão-da-terra) (opcional)
  • curry (opcional)
  • salsinha (opcional)
  • cebolinha (opcional)

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Às vezes mudo os ingredientes, já fiz com sementes de abóbora, girassol, gergelim. Já troquei as castanhas. Coloquei de um tipo só, ou vários. Já alterei as frutas secas, já coloquei cranberry, gojiberry. Pode explorar a criatividade. O damasco e as tâmaras garantem o sabor mais “marroquino”, mas use e abuse das variações.

Na receita das fotos estava 3 pequenos pés de brócolis quase estragando na geladeira e 1 da couve-flor psicodélica catalã, então usei eles também. Além de tomate, e um pouco de acelga que ganhamos na feira. Pode brincar com algumas folhas e verduras também.

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A minha história com os pimentões:

Eu tenho uma sensibilidade muito grande ao pimentão e temos uma longa relação de amor e ódio. Na infância odiava! Não suportava nem o cheiro. No fim da adolescência e vida adulta comecei a gostar, mas toda vez que comia passava muito mal. Minha digestão ficava parada e eu não conseguia digerir mais nada, ficava bem ruim por umas 48h. Aí desisti do pimentão na vida, inclusive com orientação médica para não ingerir, por isso.

Vindo pra Catalunha resolvi repensar essa decisão, pois muita coisa aqui é feita com pimientos, ou pebrots, em castelhano e catalão, respectivamente. Descobri então a receita de pasta árabe de pimentão vermelho e romãs, a muhammara, que é maravilhosa (recomendo! Farei e postarei aqui eventualmente!) na qual a pele do pimentão é queimada! E assim descobri que quando retiro a pele do pimentão, fica tudo bem! Nada de digestão problemática! Só alegria!

Então agora venho consumindo pimentão de novo, mas sempre sem a pele. O truque é colocá-lo diretamente sobre o fogo, ou calor (aqui só tenho cooktop por indução, mas funciona igual na chama), e ir virando com auxílio de uma pinça longa, deixando a pele queimar, mas sem deixar ele carbonizar. Vá girando e verificando sempre. Depois retire do fogo e lave o pimentão em água corrente, passando bem a mão sobre ele todo. A pele saíra em pedaços queimados e ele ficará, inteirinho, macio e sem pele. Aí é só preparar como preferir!

Modo de preparo:

  • Caso vá adicionar depois os vegetais, como fiz com o brócolis e couve-flor, comece colocando eles, em pedaços, em uma panela com pouca água e cozinhando tampado, ou no vapor. Eu gosto de colocar alguns dentes de alho junto e um pouco de sal. (Se não for utilizá-los, pule esse passo).
  • Pique a cebola, alho e pimentões (já sem pele), (caso use tomate e/ou a acelga acrescente picados aqui também) e refogue numa frigideira ou wok com azeite e sal. Quando já tiverem soltado água acrescente as castanhas e frutas secas que for utilizar. Deixe que elas absorvam a água e o tempero do refogado. Quando todos estiverem bem tenros, separe.
  • Coloque o cuscus numa tigela grande (3X o tamanho da quantidade de cuscus seco, no mínimo) e cubra com água fervendo (deixe uns dois dedos à mais de água), mexa para a água alcançar todo o cuscus do fundo, e deixe em repouso por 5 min.
  • Tempere o cuscus, depois de água toda ser absorvida e ele estar macio, com o suco do limão, azeite e sal, e mexa bem. Eu gosto de acrescentar pimenta-do-reino, cúrcuma e curry, mas são opcionais. E mexa bem novamente. Se for utilizar salsinha seca, coloque agora. Verifique ao mexer que todo o cuscus ficou mais amarelado e macio com os ingredientes.
  • Vá aos poucos colocando o refogado e misturando. (Se for utilizar as verduras, brócolis e couve-flor, acrescente aos poucos agora também). Mexa bem para que fique bem misturada no cuscus e para que os temperos se complementem.
  • Finalize com salsinha e cebolinha, caso sejam frescas.

Sirva e bom-apetite! Pode guardar na geladeira por alguns dias (2 ou 3) sem problemas, devido aos temperos todos!

Lembrando que pode variar à vontade! Mudar os temperos, as verduras, as frutas secas, as castanhas e até mesmo o cuscus. Também funciona com o de milho e com quinoa! Quando faço com quinoa gosto de acrescentar ervilhas e cenoura!

*obs: lembro a todos sempre que não sou chef nem nutricionista, e que preparo meus pratos em casa para minha família. Pessoas com restrições alimentarem devem sempre consultar um médico ou nutricionista.

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Resultado final, me acompanhando enquanto escrevo o post! 🙂 

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Pimentões com a pele começando a queimar.

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Ela vai ficando bem queimada. Vá girando bem, até que fique todo assim. 

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Depois de lavado e aberto. Dá pra ver que antes de abrir com a faca ele está bem inteiro! E na lavagem a pele queimada sai todinha! 

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Detalhes da couve-flor psicodélica catalã. 

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Cozinhando no vapor!

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“Restos” de feira (ou as verduras extras que amo)! 

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Tudo picadinho pelo MasterChef André. Eu preparo, ajusto tempero e invento as receitas, mas quem pica tudo é ele! 

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Frutas secas, que depois também entraram, já picadas, naquele refogado. Dessa vez só acrescentei amendoim, das castanhas, pois era o que tinha em casa. Semana passada teve castanhas de caju e amêndoas. (Quanto mais variedade melhor)!

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Pra não confundir com o cuscus de milho brasileiro. 

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Coberto de água fervendo. 

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Com os temperos por cima, antes de mexer. 

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Processo bagunceiro de mistura! 

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Fica bom!!! ❤ 

São Francisco Xavier

Esse fim de semana fomos acampar em São Francisco Xavier. Dessa vez fomos com alguns amigos, e em vez de fazer as trilhas de travessia, que tendem a ser mais puxadas, pois exigem que façamos a subida com o equipamento, água e comida, para acampar no meio da travessia, optamos por ficar em um camping local, e fazer trilhas mais curtas a partir dali.

São Francisco Xavier está bem próxima de São Paulo e é um excelente destino para uma viagem curta de fim de semana, uma vez que é possível chegar lá tanto de carro quanto de ônibus, em poucas horas. De carro fizemos em cerca de 3h00. Quando fomos de ônibus, no início do mês (ver post Pico da Onça) demoramos cerca de 5h00 para chegar, mas com tempo de espera entre os ônibus. Em qualquer das hipóteses, o caminho é por São José dos Campos. Saímos da Rodoviária Tiete (nosso ponto de encontro para o grupo) no sábado às 07h30 e não pegamos trânsito até o destino final. Convém lembrar, contudo, que o trecho entre São José dos Campos e São Francisco Xavier é feito em uma estrada estreita, de montanha, onde ultrapassagens são quase impossíveis e a velocidade é baixa, então não vá com pressa. Aproveite a paisagem, esse trecho já faz parte do passeio.

Nosso camping tinha diárias das 16h às 16h, e por isso, em vez de irmos direto para lá, seguimos de São José dos Campos para o Mirante da Pedra do Porquinho, o que alongou um pouco nosso tempo de ida, uma vez que o mirante fica um pouco além da cidade de São Francisco Xavier. Esse mirante tem uma vista muito bonita, com a vantagem de chegar de carro até a base dele, e assim não há caminhada exigida. Além disso há uma escada de madeira de conduz até o topo da pedra, facilitando muito o acesso ao mirante, sendo possível fazer esse passeio com crianças. A estrada que dá acesso ao mirante é de terra e ingrime, mas nada impossível de fazer. Como toda a viagem envolve estradas de terra e estradas na serra, convém sempre ir com o carro preparado, revisado, calibrado, e, se possível, não muito pesado. No nosso caso fizemos com cinco pessoas dentro, mais equipamento de camping para todos e conseguimos, então é tranquilo.

SP Mirante porquinho

Ao lado do “estacionamento” para o Mirante da Pedra do Porquinho, há uma casinha pequena, de moradoras do local, que funciona também como uma micro lanchonete. Elas oferecem tapiocas, suco verde e bebidas enlatadas. Pagamento só em dinheiro.

mirante porquinho

mirante

De lá descemos para o centro de São Francisco Xavier, para conhecer a cidade, rodar um pouco o centro à pé, e almoçar. No grupo eramos três, dos cinco, vegetarianos, e não tivemos dificuldades em encontrar opções. Os restaurantes são voltados para turistas e o preço é equivalente ao de São Paulo.

mirante canto dos passaros

Depois de almoço, seguido de café e chá com doces e bolos em uma doceria local, fomos finalmente para o camping. Ficamos no Canto dos Pássaros (http://www.cantodospassarossfx.com/) . O local é na beira da estrada, o acesso de carro é facílimo, e o camping possui boa estrutura, embora não seja muito grande. Existe a opção de ficar em chalés, ou em barracas (leve seu próprio equipamento). Em ambos os casos, os banheiros são coletivos, externos, com água quente. Há uma cozinha equipada, com churrasqueira e fogão à gás, comunitária. Além disso há um quiosque com local para uma fogueira grande coletiva.

Atrás do local para instalar as barracas passa um rio, dentro da propriedade do camping, com mata fechada ao redor, e é possível descê-lo com boias disponibilizadas no local. Pela manhã é possível tomar café da manhã na sede, feito na hora e com muitas receitas deliciosas. Os donos são um casal, e a Tainá é nutricionista, cuida desse café muito bem, e tem um blog (https://tainagaspar.com/)  que eu adorei com várias receitas ótimas. O café tem muitas opções veganas também.

No sábado à noite curtimos o camping, com jogos e cachorro-quente veggie que eu fiz para o grupo. Dormimos ao som do rio, o que é uma delícia. Apesar de ser inverno, o tempo não estava muito frio, e não ventou à noite, mas convém levar colchão e/ou isolante térmico, e roupas adequadas para frio, ou até mesmo cobertas, caso vá de carro.

No domingo, depois do café da manhã delicioso da Tainá, desmontamos acampamento, colocamos tudo no carro e fomos para uma pousada chamada Pouso do Rochedo (http://pousodorochedo.com.br/) para fazer a trilha. A trilha completa incluí oito quedas de água do mesmo rio (algumas são pequenas, mas a maior é incrível e tem até a possibilidade de rappel, se marcada com antecedência), e quatro mirantes, na crista da serra. Para os não-hóspedes há uma taxa de R$20,00, que dá direito a acesso à trilha e uso dos banheiros (que possuem chuveiros quentes).

canto dos passaros pouso do rochedo

A parte da trilha onde estão às cachoeiras é bem leve, acompanha o rio em descida, e é dentro da mata fechada. Os mirantes estão em uma bifurcação que sobe bastante, tornando a trilha um pouco mais puxada, mas nada impossível. Depois do acesso ao primeiro mirante, os outros dois seguintes ficam próximos e na sequência da trilha. O quarto mirante, do Cruzeiro, fica mais acima, e não chegamos a ir até lá, embora fosse só mais 200m de caminhada, morro acima. A trilha toda pode ser feita em cerca de 3h00. Demoramos um pouco mais porque paramos para comer, e também para nos aventurar nas águas geladíssimas de uma das cachoeiras. O banho quente na volta foi fundamental depois da água gelada, mas valeu a pena!

De lá voltamos direto para São Paulo. Como saímos do pousada às 17h00, pegamos trânsito na volta, especialmente entre São José dos Campos e São Paulo, mas ainda assim estávamos de volta em torno das 20h00.

A viagem foi leve e gostosa. As possibilidades de trilhas e travessias em São Francisco Xavier são muitas, e a vantagem é que mesmo sendo alta temporada no inverno, em especial em julho, com as férias, a cidade ainda tem um custo menor do que Monte Verde e Campos do Jordão, que são mais famosas e procuradíssimas nessa época. De qualquer modo, se for ficar em pousada ou camping, reserve com antecedência, ou pode ser que não encontre vaga.

O ponto alto desse passeio foi estar entre amigos e compartilhar a comida, o tempo, a vista maravilhosa de todos os mirantes, o cansaço das subidas, o gelo das água de rio e a beleza das cachoeiras!

cachoeira

Panqueca de Banana

Queridos, semana difícil, muitas obrigações, uma virose que me deixou de cama, e pouco tempo pra preparar posts, então vamos atrasados de receitinha básica e rápida da semana.

Essa panqueca de banana é daquelas coisas que estão na moda saudável e você encontra mil variações em vários blogs, pinterest, sites e outros. Vocês já devem ter visto várias opções, e eu não sei dizer exatamente de onde veio a minha, exceto da lista de ingredientes que a nutri me pediu pra consumir de manhã, que somados viraram panqueca.

Segue então a receita. Essa não é vegan, leva ovo, mas é veggie. Para panquecas vegan, eu sugiro o blog Fru-Fruta, da Pati Bianco, que sigo, e tem várias receitas de panquecas para todos os tipos de dietas.

Bom, vamos ao que interessa.

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Panqueca de Banana 

Ingredientes: 

1 banana (usei prata, mas pode ser nanica também)

2 ovos

2 colheres de sopa de flocos de quinoa ou amaranto (com amaranto ela fica com pouco mais consistente)

1 pitada de canela

1 colher de sopa de óleo de coco (ou azeite)

adoce com estévia, ou açúcar de coco se achar necessário (depende da banana estar mais ou menos doce, ou do seu paladar ser mais ou menos acostumado, “viciado”, em açúcar.

(opcional: 1 colher de sopa de cacau não adoçado, se quiser uma versão de “chocolate”).

(opcional 2: 1 colher de sopa de geleia sem açúcar, mel ou melado de cana, ou maple syrup, para colocar por cima).

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Modo de fazer:  

Abra os dois ovos no liquidificador, coloque a banana em pedaços, junte os flocos de quinoa (ou amaranto), tempere com canela, e se quiser adoce, se quiser coloque cacau, aí fica a critério de cada um. Bata tudo até ficar bem liso. Não coloque água. Confie, vai ficar líquido.

Unte uma frigideira pequena com óleo de coco e despeje metade da massa. Fiz naquela frigideira de ovo e dá duas certinho, mas você pode optar por mais panquecas menores. Não recomendo uma grande porque ela quebra fácil na hora de virar, melhor fazer mais panquequinhas, menores e mais altas. Abafe com uma tampa de panela para cozinhar por dentro. Espere entre 2 e 3 minutos, verifique se ela já não escorre mais, e vire para dourar do outro lado. Eu sempre unto com óleo de novo, tanto para não grudar, como porque a panqueca fica mais umedecida.

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Coloque em um prato e repita o procedimento até acabar a massa.

Com elas quentinhas você pode acrescentar manteiga, um pouco (bem pouco) de óleo de coco por cima para deixar mais molhada, ou geleia, mel, ou melado de cana. Se preferir frutas picadas, ou outro complemento, é com você. Aproveite!

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Lembrando sempre que não sou chef nem nutricionista que que toda alimentação com restrição calórica ou de alimentos específicos deve ser acompanhada por um profissional.

 

 

Pão da Isadora ou Pão das Paineiras

O ano era 2002, mas podia ser também 2003 e 2004. Em 2002 estava fazendo acompanhamento psicológico, e com o passar do tempo e do desenrolar do acompanhamento, migramos das questões mais primitivas e essenciais que me levaram lá, para novas, e começamos a trabalhar com a construção da Juliana adolescente, a construção da Juliana adulta. Nesse período, que vai aí de 2002 a 2004, minha psicóloga me passava “deveres de casa” e eu possuía uma caderneta amarela onde anotava sonhos, momentos importantes, coisas que queria discutir com ela numa sessão futura e outras ideias. Nesse período começarmos a discutir o conceito de prosperidade e algumas frustrações que eu carregava advindas da carga familiar, meus planos para o futuro, a vontade de ser independe, de viajar.

Nesse período comecei alguns trabalhos de férias, e meus “bicos” de adolescente, que incluíam fabricar e vender bijuteria, lavar os carros da casa e da vizinhança, fazer as unhas de familiares, e com um troco aqui, outro ali, somados a presentes de aniversário, acabava conseguindo fazer pelo menos uma viagem de um fim de semana por ano, com a escola ou amigos, para uma cachoeira próxima, sem depender dos meus pais. Essas conquistas entravam no meu caderno de “Prosperidade” e eram debatidas nas sessões, e nesse período aprendi muito sobre como gerenciar meu orçamento próprio, fazer economias, alcançar metas e, principalmente, a difícil tarefa de precificar meus produtos e serviços.

Um belo dia cheguei na consulta e na minha caderneta da prosperidade estava escrito: “Hoje aprendi a fazer pão!”. Minha psicóloga perguntou o porquê de eu ter anotado aquilo no caderno exclusivo para a “Prosperidade” e embora não tivesse vendido nenhum pão, e aquele ato não tenha me trazido rendimentos monetários, e ainda assim eu tive, e ainda tenho, a sensação de que foi um dos atos mais prósperos que já realizei. Juntar aquelas farinhas, um pouco de água e ver ao longo de horas de trabalho, suor (vai sovar a massa na mão pra ver o que é malhação) e a paciência de esperar o pão crescer e finalmente dividi-lo com os familiares, é uma experiência extremamente próspera.

Poucos atos trazem tantos ensinamentos intrínsecos quanto fazer pão. A pedagogia Waldorf inclui o ato de fazer pão na escola e depois dividi-lo com os amigos e familiares como parte do processo de ensino, e depois de ter aprendido, eu compreendo e concordo. Existe algo mágico em saber fazer pão! Exige paciência, dedicação, determinação, e, dependendo da receita, muita gente no fim, para saborear tudo aquilo.

Em 2002 chegou minha afilhada Nathalia, e nessa época eu passava muito tempo na casa do meu irmão e da minha cunhada. A mãe dos meus sobrinhos, a Isa, é chef, cozinheira de mão cheia, e sempre foi uma pessoa muito agregadora, que teve uma papel fundamental na minha convivência com meus irmão no período da adolescência, especialmente pela diferença de idade significativa entre nós. Entre 2002 e 2004, nas tarde após a escola, ficava por lá, ajudava com os pequenos, e aprendia um pouco, um pouco sobre ser tia, um pouco sobre ser irmã.

E a fazer pão! Umas férias de julho, quando estava por lá, Nati pequena, saímos para comprar as coisas e aprendi a fazer pão. Foi com eles que dividi esse pão pela primeira vez e depois reproduzi a receita e a experiência com minha família materna, com meus amigos de infância e ao longo da vida venho reproduzindo essa experiência tão próspera e deliciosa de fazer e dividir comida com todos os que amo e tenho a oportunidade de partilhar refeições.

Nesses anos minha alimentação mudou muito, primeiro me tornei vegetariana, depois passei a ter uma preocupação maior com a escolha dos ingredientes para manter uma alimentação mais saudável e inteligente. Nesse campo das receitas pretendo compartilhar coisas novas e velhas, e a receita de pão da Isa, embora não seja a primeira, está entre as históricas.

Então vamos lá: Pão da Isadora (como eu chamo) ou  Pão das Paineiras :

Ingredientes:

* 3 tabletes de fermento biológico fresco

* 3 colheres de sopa de açúcar

* 3 ovos

* 1 colher de manteiga

* 1 copo de óleo

* 3 copos de água

* 1 e 1/2 kg de farinha de trigo

Preparo:

Misturar o fermento com o açúcar até derreter. Colocar em uma vasilha funda 1kg de farinha e o sal. Faça um buraco no centro e adicione: manteiga, óleo, ovos, água e o fermento já derretido. Ir acrescentando, aos poucos, o restante da farinha de trigo (a quantidade de trigo suficiente se dá quando a massa não grudar em suas mãos). Sovar a massa por 5 min. Deixar crescer por 1:30 hora (ou até dobrar de volume). Dividir a massa em partes e moldar os pães. Levar ao forno pré-aquecido por mais ou menos 40 minutos.

Ah, e pode rechear com o que quiser antes de assar!

(contato: isadoramarar@hotmail.com )

E a Nati (que hoje é adolescente) fazendo pão até com os pés!