Dia de Reis na Catalunha

No dia 06 de janeiro, Dia de Reis, foi publicado no BPM um texto meu sobre essa data, na forma como ela é comemorada em La Seu. Ainda não escrevi sobre Portugal, isso deve começar  mês que vem. Mas enquanto isso, convido vocês a darem uma olhada no texto.

“Quando me mudei, cheguei na cidade de La Seu D’Urgell dia 14 de dezembro e a cidade já estava toda decorada paras as Festas de Fim de Ano. Achei linda! Uma coisa que fez me apaixonar pelas Festas em cidades menores e de interior é o capricho com que as Festas são feitas, as decorações, a programação, que são muito bonitas, mas muito artesanais. Você se sente como em uma grande festa de escola! A cidade realmente participa de todo o processo, é algo feito pela própria população, com auxilio das instituições, prefeitura, cooperativas e organizações de comércio locais, para a população.

Aqui o Papai Noel não existe! Essa foi minha primeira surpresa. Não existe a figura do bom velhinho em lugar algum, e o que vemos espalhados por toda a cidade são os Minairons. “

Para continuar a ler, clique aqui, e boa leitura!

JuReMa no BPM: Choques Culturais e Horários

No dia 08 de outubro, saiu no BPM mais um texto meu, dessa vez falando sobre alguns choques culturais e adaptações relativas à horários, calendário laboral, formas de fazer contratos e vidas na cidade pequena no interior da Catalunha.

Vai lá, clicando aqui e lê o texto desse mês! Tanto eu quanto as Brasileiras do BPM nos sentiremos lisonjeadas. Aproveita e deixa aqui ou lá seu comentário com dúvidas ou contando situações similares!

Esse foi meu terceiro texto para o BPM. Dia 02 de setembro foi publicado meu primeiro texto, sobre os Desafios de ser vegetariana no interior da Catalunha. E em 01 de outubro entrou um texto extra sobre o Referendo de Independência da Catalunha, que já rendeu muitos comentários e pano pra manga lá. Se quiser, aproveita e entra pra ler e conhecer um pouco mais!

Estamos com poucos posts de viagens, mais só porque estamos viajando muito! Daqui a pouco o André volta a compartilhar nas sextas-feiras o que andamos fazendo com vocês. Enquanto isso aproveita e curte as fotos das paisagens lindas que vimos ao longo do último ano no Instagram e Fã Page do Facebook do blog!

 

JuReMa no BPM: Catalunha Independente?

Esse domingo, 01/10/17, se realizou na Catalunha um referendo popular consultando sobre a vontade da população local de se tornar independente da Espanha. Eu escrevi um texto para o Brasileiras Pelo Mundo, que foi publicado no domingo. Para publica-lo na data, escrevi antes do domingo, e por isso ele tem um tom especulativo.

Hoje não posso dizer que saímos do especulativo, mas posso contar um pouquinho de como foi o domingo. Em Barcelona, principalmente, o que se viu foi a truculência da polícia espanhola, Guarda Civil, contra a população votante, e contra também bombeiros e policiais locais, Mossos d’Esquadra, que tentava proteger a população. Eu explico melhor no texto do BPM a diferença entre as polícias e os motivos para a proibição do referendo.

Aconselho algumas outras leituras, para quem quiser se inteirar melhor do que está acontecendo, além das sugeridas no texto referido. Em especial o texto em português Ricardo Alexandre, fazendo uma alusão a Sarajevo e os acompanhamentos da violência pelo Independent, com alguns exemplos como esse e este.

Aqui na minha cidade, nos Pirineus, tudo correu de forma mais pacífica. Os Mossos fecharam um colégio eleitoral, mas mantiveram os demais funcionando. A população acampou nos colégios para evitar que urnas fossem confiscadas.

Até agora estima-se que cerca de 40% da população votante catalã tenha votado e que o SIM, pela independência, ganhou. Isso, contudo, na prática não significa nada. Os processos são complexos, fazendo o Brexit parecer simples se comparado. O que podemos ter certeza é que ficou evidente a violência da polícia espanhola e o sentimento de silenciamento dos catalães ao tentarem exercer um ato democrático.

Para o meu texto no BPM, clique aqui.

Pic de Medecourbe

Essa foi uma trilha que fizemos eu e o Picot, já que a Ju estava em Barcelona fazendo um curso. A escolha foi feita de maneira bem simples: eu queria chegar até a divisa de Andorra, França e Espanha (em uma delas, porque há duas fronteiras tríplices dos dois países). O lado leste nós já havíamos passado perto, então decidi ir até o lado oeste.

O caminho até o início passa por uma vila chamada La Massana, que me surpreendeu pela tranquilidade, apesar da maneira como Andorra costuma ser. A vila é bem bonitinha, bem menos apinhada que a capital, que fica poucos quilômetros abaixo. Passada essa vila, chega-se a um local chamado Arinsal, onde funciona uma estação de esqui no inverno. Ali existe um pequeno estacionamento para o Parque de Comapedrosa, um dos parques naturais de Andorra. Neste estacionamento é permitido deixar o carro por até 3 dias, para quem quiser caminhar por mais tempo. O parque recebe esse nome por causa do pico homônimo, o mais alto de Andorra, sendo 30 metros mais alto que o Medecourbe, mas ele não faz divisa com lugar nenhum, não atendendo aos meus estranhos critérios de escolha… A trilha toda possui fontes em intervalos regulares, então leve uma garrafa pequena, não fará muita falta levar litros e litros de água!

O começo do caminho já mostra o sufoco que vem pela frente. Em menos de 8km de subida, o desnível chega a mais de 1.400 metros. A trilha toda segue em uma inclinação brutal, salvo por poucos momentos, como o Pla de l´Estany, um grande campo plano onde se juntam diversos córregos que descem a montanha. O tempo total de subida até o Pico foi de 5 horas, considerando as pausas para descanso, que foram várias e fartas. Durante o percurso passa-se por diversas casas, e em algumas delas umas famílias pareciam passar um dia de descanso. Não sei se são propriedades particulares ou se são alugadas, mas não há nada que impeça de passar perto delas. Não há cercas ou placas proibindo. Passa-se também pelo refugio de Pla de l´Estany, que é construído de maneira idêntica a outro refugio de Andorra, o de Perafita. Deve ser alguma diretriz dos parques. Neste ponto alguns senhores guardavam equipamentos de cozinha e brincavam com um drone. Eles subiram de carro até ali, não se com permissão, pois é vedado para veículos que não sejam do próprio parque. Mas Andorra é um país de uma elite que não conhece limites, então é difícil dizer se eles usam da posição para subir ou simplesmente desrespeitam as regras. Para além desse refúgio, não há mais construções confiáveis, somente um barraco de metal, para que ninguém morra caso se perca por ali.

Do Pla de l´Estany o caminho serpenteia montanha acima, passando por uma pequena cachoeira. Neste ponto, um grupo de mais de 20 idosos franceses descansavam, e ao me verem perguntaram avidamente sobre um lago de trutas. Não sei se eles estavam muito perdidos ou só um pouco, mas sinceramente não sei do que falavam. Ainda mais acima dessa cachoeira, finalmente estão os Estanys Forcats. São 3 lagos de água verde acinzentada, muito limpa. os dois lagos inferiores são maiores e ficam no mesmo nível, ao lado de um deslizamento de pedra imenso. Ao subir por este deslizamento é possível ver o terceiro, que fica separado do lago do meio por um paredão imenso. Este terceiro lago é menor e mais turvo. Quando ele se torna visível, a trilha simplesmente desaparece, e, para chegar ao topo do Pic de Medecourbe é preciso completar o caminho com uma escalada.

Não chega a ser uma escalada profissional, mas é um trecho que eu não vejo possibilidade de subir sem utilizar as mãos. Guardei o meu walking stick e comecei a procurar entre as pedras os caminhos mais seguros. O Picot, por sorte, é um excelente alpinista, pulando corajosamente entre as fendas. Os trechos muito verticais para ele não são problema, pois ele rapidamente dá a volta na pedra e acha outro caminho. Somente uma vez na subida toda eu tive que pegá-lo pelo cangote e puxá-lo para cima na força. Conseguimos dessa maneira nos aproximar do Pico, que se encontra em uma imensa linha de picos interligadas, formando um paredão. O ponto específico é identificável por um bastão de metal preso entre algumas pedras. Ao chegar no topo, a vista subitamente se abre para a França, de frente para um imenso vale, onde estão o Étang de Medecourbe, mais próximo, e o Étang de Soulcem, mais a frente, imenso! Também é possível manter a vista para os Estany Forcats de Andorra e para os Estanys de Baiau, na Espanha. A vista para três países, cada um com seus lagos!

Paramos para descansar e apreciar a vista. O Picot ficou encantado com o lugar, olhando fixamente para o vale abaixo. Acho que já falamos isso, mas ele aprecia genuinamente as vistas, pulando em todas as muretas que bloqueiam sua visão e já chegando até ao ponto de pedir para atravessarmos a rua só para subir em uma mureta e ver o rio de Tolouse. De qualquer forma, ele só interrompeu o seu estado contemplativo para dividir uns pedaços de queijo comigo. Quando iniciei a descida, ele ficou um pouco para trás, aproveitando os últimos momentos. O caminho de volta foi complicado pelas dores de impacto nos joelhos. Mesmo com o walking stick, a inclinação era muito acentuada e por duas vezes eu caí por pisar em falso. Foram aproximadamente 2 horas e meia de caminhada sem parada para chegar de novo ao estacionamento.

Essa trilha não é, de maneira nenhuma, recomendada para as pessoas que não tenham um bom preparo físico e experiência em montanha. Foi um dos locais mais bonitos que eu visitei na região, mas a exigência de resistência e agilidade superam quase todas as outras trilhas já descritas.

La Seu - Arinsal

Mapa La Seu – Arinsal (carro)

Arinsal - Medecourbe

Arinsal até o estacionamento do parque. O Google não marca a trilha a pé, que certamente não corresponde a esse pontilhado.

Medecourbe wiki

Busquei no wikiloc algum mapa dessa trilha, mas não encontrei nenhum que tenha feito exatamente o mesmo trecho, esse, por exemplo, faz uma trilha circular, passando também pelo Pic Comapedrosa, mas ao ler o texto e compará-lo com a foto dá para se ter uma boa ideia da trilha feita. Fonte wikiloc 

WP_20170913_003WP_20170913_008WP_20170913_014WP_20170913_016WP_20170913_018WP_20170913_024WP_20170913_029WP_20170913_032WP_20170913_036WP_20170913_046WP_20170913_056WP_20170913_060

Estany de Malniu

05/07/17

Em Agosto nós relaxamos um pouco e acabamos não fazendo trilhas originais. Repetimos algumas pequenas, até chegamos a dromir em um refúgio aberto, mas não havia nada de muito novo para contar. Até que na última terça resolvemos fazer uma caminhada pequena, mas nova, até o Estany de Malniu, só para aquecer e nos prepararmos para um grande plano que temos, de passar 2 dias e meio em trilha. Acontece que, como de costume, passamos do Estany e seguimos caminhando um tanto a mais, e tivemos que adiar nosso grande projeto porque nossas pernas não resistiriam… De qualquer jeito, acabamos fazendo uma boa caminhada em um local inusitado!

Começamos o dia um pouco tarde, já que não tínhamos nada planejado e acabamos fazendo isso pela manhã. Fomos com o carro até o Refugi Malniu, que fica a uma distância pequena do lago homônimo. A distância entre eles é de não mais do que 2,5 km de trilha, com uma subida leve. Este trecho estava bem movimentado, sendo constante a presença de pais e mães com suas crianças, deixando claro a facilidade do caminho. Contornamos o lago pelo lado oeste e começamos a subir novamente em direção ao Prat Fondal, uma área plana um pouco acima do lago. A trilha oficialmente acabaria aí, mas nós vimos a chance de subir a encosta mais alta, que divide a Catalunha da França. Tomamos coragem e, saindo da trilha demarcada, começamos a nossa escalada.

O caminho a partir deste ponto foi lento e bastante inclinado. Nós procurávamos a cada 50 ou 100 metros alternativas viáveis para a passagem, pois às vezes nos encontrávamos de frente com paredões de pedra imensos, brejos lamacentos ou vegetação volumosa demais para passarmos. Eventualmente chegamos em um local mais plano e, para nossa surpresa, o que achamos que seria o fim da trilha era na verdade a metade da subida. Não querendo desistir já tendo subido tanto, paramos para descansar um pouco e logo continuamos o caminho. Neste ponto, fomos surpreendidos por um barulho incomum, alguma coisa grande se movendo por perto. Porém não havia som de motor. A Ju avistou antes um imenso planador passando sobre nós, e da segunda vez que ele passou eu percebi que ele vinha acompanhado. Os dois planadores rodaram sobre nossas cabeças por algum tempo e depois desapareceram… Logo alcançamos uma passagem que dava uma vista melhor, e vimos que o resto da subida seria ainda pior. Só tínhamos uma alternativa, porque o vale a nossa frente era extremamente inóspito, e então contornamos a borda mais próxima de nós, que era menos escarpada. Depois de um trecho que oscilava entre caminhada e escalada, alcançamos o topo!

Para a nossa surpresa, quando conseguimos vista do topo, o local não era uma cadeia estreita de picos, como geralmente acontece. Demos de cara com um platô gigantesco e levemente ondulado, onde trechos de um pasto duro e áreas de pedra bruta se alternavam no terreno. Eu sabia onde nós estávamos, aproximadamente, e achei que seria proveitoso andar até a ponta oposta do platô, pois ali havia um imenso vale, já na França. Neste ponto, a vista aberta do local me enganou um bocado, e eu achei que as distâncias eram muito menores do que na realidade. No meio do caminho achamos um riacho tão limpo quanto frio, e aproveitamos para encher a garrafa, que já estava quase vazia (a Ju tinha uma segunda, mas ainda assim).

Durante esta parte toda pudemos apreciar manadas de vacas e cavalos, que eu imagino que estando ali fiquem fora do alcance dos fazendeiros da região, além de bandos de cervos selvagens. Assim que o Picot percebeu estes animais, saiu correndo o mais rápido possível atrás deles. Sendo a vista aberta, achei que não teria problema deixá-lo exercer seus instintos, sabendo que ele não alcançaria nada! Depois de muita corrida, ele voltou exausto, com um olhar satisfeito! Também vimos alguns locais onde pequenas flores vermelhas se alastravam pelo chão, formando vários pequenos núcleos coloridos ao nosso redor.

Ao chegarmos na ponta norte do platô, pudemos dizer que o esforço foi recompensado. A vista do vale é surpreendente, com uma pequena cadeia de picos dividindo-o no meio. Dali conseguimos ver duas cidades francesas e os caminhos que levam delas à área selvagem de Andorra, pela Portella Blanca. Neste ponto, tivemos o diálogo mais incomum do ano, sobre um helicóptero que passava voando a mais de 1km de altura abaixo de nós, de tão alto que estávamos. Descansamos um pouco neste local, apreciando a vista e o frio que fazia ali, antes de iniciar nossa volta.

Seguimos em direção ao lado catalão mais uma vez, passando por uma vaca morte, da qual só restava o couro e os ossos. Foi um pouco mórbido, mas nos mostrou como o local realmente é inóspito. Ao chegarmos nas escarpas do lado sul, demoramos um pouco para achar um ponto adequado para a descida. Mas eventualmente encontramos um caminho que se não foi fácil, também não foi impossível. Atravessamos depois da descida uma região dominada por grande pedras, sobre as quais tivemos que pular, para o desespero do Picot que muitas vezes não dava conta de escalá-las. Mas ele sempre achava um caminho alternativo e nos alcançava. Atravessamos alguns riachos que passavam por dentro de pedras e cavavam túneis no solo, de onde nós ouvíamos mas não víamos a água. Eventualmente chegamos de novo ao Prat Fondal e, desviando de algumas vacas, voltamos até o Lago. Dali, seguimos o mesmo caminho de volta para o carro.

Apesar do cansaço ter nos impedido de fazer a maior caminhada planejada até agora, que seria neste fim de semana, nós já traçamos outros planos e pretendemos fazê-la até o fim dom mês. E também não podemos dizer que não aproveitamos a trilha que nós mesmo inventamos!

la seu - refugí malniu

La Seu – Refugí Malniu

trilha malniu - frança

Aproximadamente a trilha que fizemos

DCIM100GOPRODCIM100GOPRObdr

DCIM100GOPRO

Estany de Malniu

bdr

DCIM100GOPRO

Início da subida de fato, no Prat Fondal

DCIM100GOPRO

Ache o planador na foto!

DCIM100GOPRODCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Nessa foto é possível reparar que o lado esquerdo, pelo qual subimos é menos escarpado e cheio de pedras, enquanto o direito é um paredão de areia, impossível de subir

DCIM100GOPRO

Atrás da pedra grande é possível ver a parede lisa e inclinada

DCIM100GOPRO

O grande platô

DCIM100GOPRObtybtybdrbdrbdr

bdr

Ache a cidade no vale lá em baixo! Era sobre ela que voava o helicóptero

DCIM100GOPRO

A descida foi em meio a essas pedras

bty

Picot vigiando a fronteira

bty

Só couro e ossos

bty

Vista dos lagos lá de cima

bdr

Descemos esse paredão aí

bty

Bezerro no pasto ou “boi da cara branca”

 

Nova Colaboração: Brasileiras Pelo Mundo

Queridas leitoras e leitores,

inaugurei nesse sábado uma nova etapa, me tornando colaboradora do site Brasileiras Pelo Mundo. Para quem ainda não conhece, é uma blog maravilhoso, onde várias brasileiras espalhadas por esse nosso mundão escrevem sobre suas experiências em diversos locais e compartilham com o intuito de instruir e ajudar, além de formar uma rede de colaboração e apoio. Muitas dúvidas sobre documentação, situações difíceis, idioma, e também sobre situação positivas, novos desafios, adaptação, oportunidades e muito sobre a cultura de diversos locais podem ser encontrados lá.

Você pode simplesmente ler os textos do dia, procurar por país, por autora, por tema, etc. Recomendo conhecer e acompanhar!

Para começar, lê meu texto sobre Os Desafios de Ser Vegetariana no Interior da Catalunha lá!

Brasileiras LOGO

Ortedó

09/05/17

Primeiramente, peço desculpas pela demora em escrever esse texto, que devia ter saído semana passada. Mas como eu tinha certeza que essa semana a gente não caminharia, por causa de um acidente que tive, acabei postergando. Dito isso, vamos à trilha!

Eu sugeri dessa vez um caminho mais próximo da cidade, no qual não precisaríamos do carro. Resolvemos ir um pouco além de Alàs, onde costumeiramente passamos perto. O que não sabíamos era o quanto a trilha se estenderia.

Saímos de La Seu com um pedaço de queijo e umas frutas só, e seguimos o caminho de Alàs pela beira do rio, como sempre. Até próximo da vila, foi tudo certo, mas para chegar lá foi necessário pegar uma subida. Sofremos muito no processo, pensamos inclusive que estávamos fora de forma. Mas ao chegar a Praça da cidade, achamos uma fonte e nos refrescamos, e aí percebemos que era calor mesmo. Estamos os dois num ponto em que 25°C já está extremamente abafado, acho que morreremos no verão!

Seguimos até a Ermita de la Mare de Déu de les Peces, no topo de uma colina, e lá observamos a construção, bastante antiga. Pensamos muito sobre quem construía essas igrejas e sobre como eles deveriam estar entediados…

Dali seguimos montanha acima, por um caminho longo, onde paramos diversas vezes para tentar espantar o calor. Quem menos sofria era o Picot, que achava poças de lama pra se refrescar! Passamos por um lugarejo chamado Banat e, mais acima, achamos uma estrada asfaltada, já quase no topo.

Neste ponto a trilha ficou plana e o vento ficou forte. Isso ajudou muito a manter o ritmo. Andamos mais rápido até chegarmos na vila de Ortedó. É uma vila bem cuidada, num ponto com uma vista incrível pro vale de La Seu. Tiramos poucas fotos, pois a Ju não levou a Go-Pro, e só tínhamos o meu celular pra isso.

Agora precisávamos decidir se voltaríamos pela vila de Cerc ou por um ponto indicado no mapa como Bell Lloc. Decidimos pelo segundo, e pegamos uma trilha bastante fechada, até chegarmos em um portão que dizia que era proibida a passagem. Mas a placa indicava que era proibido passar pro lado em que nós já estávamos (como fomos parar ali, não sabemos até agora…), então resolvemos passar o portão e pronto. Bell Lloc é uma fazendinha, e a única saída dali, além da que usamos para chegar, também indicava que era proibida a passagem. Nos fizemos de desentendidos e descemos a estrada.

Neste momento, o Picot já tinha 3 tipos diferentes de lama recobrindo seus pelos. Nós estávamos bastante cansados e, ao chegar à estrada que já conhecíamos eu propus a Ju que um de nós (o que perdesse em algum tipo de jogo) fosse buscar o carro pra pegar o outro, mas ela não me levou a sério!!

Ao chegar em casa, além do banho emergencial no Picot, fui também olhar o roteiro que fizemos no google maps. Descobri que andamos em torno de 25km, boa parte disso montanha acima. Isso justificou bastante o nosso cansaço.

No final, conseguimos fazer um bom exercício e aproveitar uma vista bem bacana da cidade. Sem nem tocar no carro!

 

La seu - Ortedó - Bell lloc - la seu

Percurso total de cerca de 24.7km, sendo o desnível de 459m (mínimo 672m de altitude, próximo ao rio, e 1167m no topo do morro). 

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.42.22

Ermita de la Mare de Déu de les Peces

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.42.18

Vista para La Seu (desculpem a (má) qualidade da foto). 

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.41.41

Ortedó

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.40.34

Vaquinhas lindas

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.40.22

O verde da primavera tomou conta de tudo já

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.40.20

Ortedó, com figuração do Picot

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.40.17

WhatsApp Image 2017-05-18 at 18.40.10

Bell Lloc

(* fotos e legendas by JuReMa)

Pedraforca

20/04/17

Fazia tempo que queríamos ir até a famosa Pedraforca, um dos locais mais famosos da Catalunha. Mas devido a sua enorme altitude (passando de 2.500m), estávamos esperando a neve sumir para poder caminhar com mais segurança e menos esforço. Finalmente decidimos ir, num momento em que tínhamos visitas do Couchsurf em casa. Dani e Tiziana toparam ir com a gente, sem saber do perrengue que passaríamos todos juntos…

Começamos a trilha mais tarde, pois acabamos fazendo outras coisas antes de sair, e o caminho até lá também não era dos mais rápidos. Longe não era, mas a estrada passa por uma região de muitas montanhas, reduzindo muito nossa velocidade. Eu fiquei realmente impressionado com a beleza das vilas no caminho, que tinham além de uma excelente paisagem, casas muito elegantes e parques bem cuidados. Só imagino que seja proibitivo viver nessas cidades se você tem labirintite…

Chegando no Mirador Gresolet, ao lado nordeste da Pedraforca, começamos a trilha. Foi um caminho bem curto até o Refugi Lluís Estasen, onde o caminho bifurcava. Estávamos com o plano de subir a pedraforca pelo Coll de Verdet, fazendo a volta em sentido anti-horário. Fato é que muito cedo na trilha nós nos perdemos e até agora eu não consigo precisar o caminho que fizemos. Tentamos nos manter sempre o mais próximo possível da escarpa. Quando o terreno permitiu, atravessamos um grande paredão de pedra e começamos a andar em um terreno de grande inclinação, que eu imagino que era a face norte, já que a neve ainda estava bem alta, apesar de dura a maior parte do tempo. Esse trecho foi um terror para nós, mas uma alegria para o Picot, que rolava na neve com veemência!

Depois de sofrer bastante para andar uma distância bem pequena, devido ao tipo de terreno, alcançamos um pequeno lago e as inclinações amenizaram. Seguimos até um campo que dava vista para Gósol, e portanto do lado oeste da montanha. Dali caminhamos até um dos cumes, caminho que o Dani encontrou rapidamente, e pela crista seguimos mais um tanto, felizes de saber que haveria pouca subida dali pra frente. Digo um dos cumes porque a Pedraforca, como diz o nome, se bifurca, apresentando dois cumes distintos.

Ao terminar o trecho que andava pela crista, bastante acidentado e com uma vista incrível, chegamos ao meio das duas cristas da pedra, e então descobrimos como era acidentado o caminho de volta. A descida talvez tenha sido ainda mais lenta que a subida, já que cada passo era um desafio. O solo se soltava com facilidade e os locais para apoio eram pequenos e escorregadios. De certa maneira isso não seria um problema, pois poderíamos ir mais devagar. O agravante, porém, era que só nos restava 2 horas de luz solar…

Eu tentei manter um ritmo na descida, estimulando o resto do grupo. Todos já estavam muito cansados, inclusive eu, mas não havia outra opção viável. No caminho, fomos agraciados com a visão de um rebanho inteiro de o que imagino que sejam cervos. E, torno de 10 deles ficaram nos vigiando a distância, enquanto nosso grupo se recompunha. O Picot se conteve e evitou correr atrás dos animais, mas imagino que nesse ponto até ele já estava mais cansado.

Parece que durante o processo também pegamos um caminho mais longo do que pensávamos, e o tempo para descer acabou sendo absolutamente justo. Saímos da trilha pouquíssimos minutos antes da mais completa escuridão tomar conta do local. A Pedraforca faz jus a sua fama, sendo um local absolutamente maravilhoso, a vista dos cume alcançando regiões vastas. Mas também não é um local para ser explorado sem muito cuidado e preparo. Ficamos com essa lição!

mapa La Seu - Mirador Gresolet

Mapa trilha

Era para termos feito a trilha pontilhada de verde e branco, acabamos dando uma volta aproximadamente equivalente ao tracejado vermelho que fiz sobre o mapa. 

DCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Subida de inclinações nada suaves 

DCIM100GOPRODCIM100GOPRODCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Não é efeito de perspectiva: eu estava aqui e eles lá. Haja perna e pulmão. 

 

DCIM100GOPRODCIM100GOPRO

Obs: mais fotos disponíveis na fã page do facebook: https://www.facebook.com/blogdajurema/

Road Trip 3 – Pallars Sobirà

Mais uma vez aproveitamos os trâmites burocráticos para viajar um pouco mais! Desta vez tínhamos que passar por Lérida (LLeida para os íntimos), e na volta pegamos a estrada que subia por Pallars Jussa e Pallars Sobirà, nossas províncias vizinhas. Uma ideia de última hora, e mesmo com a falta de planejamento, conseguimos aproveitar bem.

Nossa primeira parada da volta foi na cidade de Camarasa, onde uma ponte de pedra desabada sobre o rio Segre justifica ainda mais a minha escolha de um rio preferido. A água verde semi transparente em oposição às encostas do outro lado do rio fazem um cenário maravilhoso pra passar uma tarde ali e, de repente, até nadar um pouco. Mas não estávamos no luxo de gastar tanto tempo assim…

Seguimos até a a represa de Camarasa, pouco acima, e paramos novamente para apreciar a vista. O represamento nas províncias do norte da Catalunha iluminam o estado todo com as hidrelétricas, e as províncias de Pallars se sobressaem nessa tarefa. A criação dos lagos artificiais não parece destruir muito da natureza no entorno, já que a água se acumula na própria garganta que os rios de montanha tendem a criar. Mas ainda é assombroso perceber os desníveis que as estradas tem que percorrer para alcançar a altura das represas.

Paramos um pouco mais a frente de novo para ver as ruínas de uma antiga vila, La Maçana. Toda a minha fascinação com ruínas foi satisfeita ali, foi possível ver um antigo porão, sacadas, cemitério e capela, além de poder fazer uma boa aproximação das estruturas, o que geralmente os espinheiros não permitem… O Picot se mostrou um bom explorador, bastante ágil e cuidadoso, se assustando só um pouco quando eu derrubei algumas pedras.

Nossa próxima parada foi em La Baronia de Sant Oisme. Esse lugar curioso é uma pueblo em uma montanha na curva do rio. Não parece ter muitos habitantes permanentes, mas as casas reformadas do pessoal com grana que deve viver em Lleida ou Tremp estão realmente muito arrumadas e em um lugar privilegiado. Há, na ponta da cidade, um tunelzinho por baixo das casas e uma espécie de arco de pedra, visível da estrada. Junto com a torre ao lado, formam uma vista impressionante para um lugar tão pequeno. A torre é aberta e não proporciona uma visão tão melhor assim, mas certamente é bastante divertido subir, menos pro Picot, que subiu um pouco estimulado, um pouco empurrado. Na saída da cidade, passei pra comprar umas batatas fritas no restaurante/hotel beira de estrada e tive uma surpresa ao descobrir que a atendente não só era brasileira, como era do Tocantins. Achei curioso!

Paramos na beira de uma ponte depois disso para ver um túnel escavado na pedra, com algumas “janelas” para a represa ao lado. Só uma curiosidade, mas ficamos atraídos pelo local. Passamos reto logo depois por Tremp, capital da comarca de Pallars Jussa, mas paramos em seguida em Talarn para ver uma fortificação antiga e uma cidade simpática e bem cuidada. Vale encostar e dar uma olhada, e dali a vista para uma das represas é privilegiada.

Decidimos então parar de encostar em cada cidadezinha, pois não tínhamos muito tempo, e fomos direto pra Sort, que não deixa de ser também uma cidadezinha, mas um pouco menos inha. Sort tem um foco em ecoturismo, pois tem muito mais lojas de caiaque e alpinismo do que seria comum em um povoamento com pouco mais de 2000 habitantes. O rio tem uma correnteza forte, todo marcado para provas aquáticas, e os parques são muito bonitos, mas não permitem a entrada de cachorros, não entendi o motivo… Rodamos um pouco e logo pegamos a estrada para La Seu, que atravessa uma cadeia de montanhas, passando pela vila mais alta da Catalunha, a 1600 metros e uns quebrados. a vila se chama Rubió, por causa das pedras avermelhadas que compõe as montanhas em volta e que deixaram a Ju como uma criança com lápis-de-cor novos! A estrada toda tem vistas deslumbrantes, e em alguns locais há como parar o carro para apreciar a vista e fazer um piquenique. O único problema é a quantidade de curvas, que deixa qualquer um tonto.

Chegamos no final do dia em La Seu, o que foi bom para aproveitar a vista da estrada toda. Iremos mais vezes pra lá, pois faltou muita coisa que estava em nosso roteiro…

WP_20170316_001

Rio Camarasa

WP_20170316_002WP_20170316_003WP_20170316_005WP_20170316_010WP_20170316_013WP_20170316_015WP_20170316_017WP_20170316_018WP_20170316_019WP_20170316_021WP_20170316_022WP_20170316_023WP_20170316_024WP_20170316_027WP_20170316_029WP_20170316_030

WP_20170316_033

Represa do Rio Camarasa

WP_20170316_035WP_20170316_038

WP_20170316_040

Ruínas de La Maçana

WP_20170316_041WP_20170316_042WP_20170316_043WP_20170316_044WP_20170316_045WP_20170316_046WP_20170316_047WP_20170316_048WP_20170316_049WP_20170316_051WP_20170316_052WP_20170316_053WP_20170316_054WP_20170316_055

WP_20170316_056

La Baronia de Sant Oisme

WP_20170316_057WP_20170316_058WP_20170316_059WP_20170316_061WP_20170316_062WP_20170316_063WP_20170316_064WP_20170316_066WP_20170316_067WP_20170316_068WP_20170316_069WP_20170316_070WP_20170316_071WP_20170316_072WP_20170316_073WP_20170316_074WP_20170316_075WP_20170316_076WP_20170316_078WP_20170316_079

WP_20170316_082

Túnel com janelas

WP_20170316_083WP_20170316_087WP_20170316_088WP_20170316_091WP_20170316_092WP_20170316_094

WP_20170316_103

Talarn

WP_20170316_104WP_20170316_105WP_20170316_106WP_20170316_107WP_20170316_108

WP_20170316_109

Sort

WP_20170316_110WP_20170316_111WP_20170316_112WP_20170316_113WP_20170316_114WP_20170316_115WP_20170316_116WP_20170316_120WP_20170316_121WP_20170316_123WP_20170316_126WP_20170316_129WP_20170316_130WP_20170316_131WP_20170316_132

Road trip 2 – Tarragona

Aproveitamos que teríamos que ir até Barcelona buscar uns papéis traduzidos (que no fim não serviram pra nada, mas é outra história…) e alongamos a viagem até a cidade de Tarragona. A ideia já era um pouco antiga, mas aguardávamos uma boa oportunidade, que finalmente veio. Saímos cedo de La Seu e seguimos até Cornellà de Llobregat, onde eu e o Picot ficamos aguardando a Ju ir até Barcelona buscar os tais papéis. Dali, pegamos a estrada para Sudoeste, beirando a costa até chegarmos ao nosso destino.

Tarragona é uma cidade bem menor do que eu esperava (tem 130.000 habitantes), mas possuí uma história marcante. Foi uma cidade romana importantíssima, capital da maior província hispânica de Roma. Contava com anfiteatro, circo para corrida de bigas, um forte para a administração da cidade, termas, fórum, muralhas, um porto e aqueduto, Ufa. Uma parte significativa dessa estrutura sobreviveu parcialmente ou com algumas modificações posteriores, lembrando que a cidade foi ocupada por mais algumas civilizações depois dos romanos, como visigodos, por exemplo.

Fizemos na tarde de sábado um passeio acelerado pela cidade, reconhecendo seus principais pontos, depois de uma ajuda amigável do atendente do hotel. Passamos pelo centro romano, pela rambla nova (onde comemos um crepe maravilhoso!) e pela praia. Essa última, curiosamente, fica bem isolada da cidade, não só pela geografia, que faz uma subida abrupta até o platô onde a cidade está construída como também por uma linha de trem que passa próximo à costa e impede o fácil acesso. O Picot achou as ondas bastante assustadoras, mas aparentemente achou também a água do mar saborosa e depois disso esgotou nosso estoque de água doce para aliviar a sede. Vimos as muralhas e o seu interior, com uma catedral imensa, na qual não entramos por falta de tempo e disposição para pagar e ver mais uma igreja. Vimos também uma procissão que não descobrimos se era a favor ou contra a igreja (como uma paródia) e acho que nunca descobriremos…

No domingo, nos revezamos nos cuidados do cachorro enquanto o outro visitava os museus mais marcantes da cidade. Vimos o que sobrou do circo, além da torre del pretori, o museu de arqueologia e a necrópolis. O circo e a torre são interligados, e podem ser visitados tranquilamente em 1h. A vista de cima da torre e de dentro dos túneis do circo dão uma ideia da capacidade da engenharia romana e até onde iam pra dar a diversão para os cidadãos (cidadão feliz é cidadão que não se rebela!). O museu arqueológico dá uma boa noção de como era o dia-a-dia na pólis. Há mosaicos, ancoras, ânforas, potes de todos os tipos e tamanhos, estátuas, fontes, moedas (amei aprender sobre o sistema monetário romano!) e por aí vai. O tempo de visita aqui dependerá da dedicação à leitura das placas.

A necrópolis fica mais isolada. Nós vimos os restos do que foi uma terma, além dos diversos tipos de túmulos e uma cripta. Há um esqueleto inteiro de um soldado romano, e é possível reparar como eles eram baixos. Os romanos tinham o hábito de montar seus cemitérios na beira das estradas, próximo às cidades. Eu achei meio mórbido, mas a relação deles com a morte parecia bem diferente do que o cristianismo impôs depois. Inclusive, aqui parece que foram enterrados os três primeiros mártires cristãos da cidade, o que a igreja parece ter usado extensivamente depois como propaganda.

O Aqueduto fica mais afastado, uns 4 km do centro. Há um parque bastante agradável, com trilhas e espaço para piqueniques. E de repente, se ergue aquela coisa de pedra, parada ali há 19 séculos. O tamanho impressiona, e a funcionalidade também, já que ele tinha uma inclinação levíssima, especialidade romana visando trazer água limpa cada vez mais de longe ao longo de seus territórios. Há uma citação de um romano que eu achei sensacional, sobre os aquedutos, e que bate com a opinião de Voltaire sobre o mesmo assunto. Dizia o tal Frontinus: “{…}com tal arranjo de estruturas indispensáveis carregando tanta água, compare, se te apraze, com as ociosas pirâmides ou os inúteis, porém famosos trabalhos dos gregos.” Fica a reflexão utilitarista.

DCIM100GOPRO

Muralhas de Tarragona

DCIM100GOPRO

Parque ao lado da entrada da Muralha

DCIM100GOPRODCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Um pouco do charme das ruas

DCIM100GOPRODCIM100GOPRODCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Catedral

DCIM100GOPRO

“Procissão” 

DCIM100GOPRO

Ruínas no que hoje é uma enorme praça

DCIM100GOPRO

Ruínas da Casa do Judeu

DCIM100GOPRO

Museu de Arqueologia 

DCIM100GOPRO

Picot

DCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Torre del Pretori

DCIM100GOPRO

Anfiteatro

DCIM100GOPRODCIM100GOPRODCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Forte

DCIM100GOPRO

DCIM100GOPRO

Vista da praia 

WP_20170311_002

WP_20170312_002

Circo

WP_20170312_003

WP_20170312_005

Torreta dels Monges

WP_20170312_006WP_20170312_017

WP_20170312_018

Túneis abaixo do circo

WP_20170312_027

WP_20170312_032

Túnel de conexão do Circo com a Torre

WP_20170312_034

WP_20170312_043

Na época medieval a cidade cresceu dentro das antigas ruínas romanas, e hoje estão muito próximas e interligadas 

WP_20170312_051WP_20170312_059WP_20170312_066WP_20170312_077WP_20170312_096WP_20170312_099

WP_20170312_107

Vista do alto da Torre

WP_20170312_110

WP_20170312_111

Aqui é possível ver bem como a cidade cresceu dentro das ruínas romanas

WP_20170312_112WP_20170312_113

WP_20170312_121

Museu de Arqueologia

WP_20170312_124WP_20170312_133WP_20170312_144WP_20170312_147WP_20170312_148WP_20170312_156

WP_20170312_184

Necrópolis

WP_20170312_189

WP_20170312_193

Termas

WP_20170312_197

WP_20170312_208

escadas pra cripta

WP_20170312_224

Entrada da cripta

WP_20170312_229

Escavações da Necrópolis

WP_20170312_233WP_20170312_235

WP_20170312_237

Mensagem ao “viajero” no parque que dá acesso ao Aqueduto

WP_20170312_238WP_20170312_239

WP_20170312_241

Aqueduto Romano, de pé a cerca de 1900 anos

WP_20170312_246

WP_20170312_250

Humana e cachorro pra perspectiva

WP_20170312_251

Parte superior do Aqueduto, por onde a água vinha

WP_20170312_252

Só a humana pra perspectiva dessa vez

WP_20170312_253WP_20170312_258