Mais Receitas Veganas para o Natal

Mais receitas veganas para o Natal, porque nunca é demais compartilhar inspiração para quem quiser ter um Natal sem carnes, lindo, saboroso e gostoso!

Eu ainda não sei como será nosso natal. Até ontem, e esse texto é de 08/12, nem casa nós tínhamos, hoje já temos! Yeyyyyy! Mas falta ter água, luz, internet, móveis, geladeira, comida na geladeira, fogão, etc. Nosso empenho nas próximas semanas vai ser organizar tudo e com sorte, e uma boa dose de trabalho duro talvez tenhamos algo para chamar de lar até o Natal. Se não, a gente enche os colchões de ar, liga o fogareiro e o lampião e faz um acampamento na sala de casa, e uma super ceia de feijões em lata e pepino em conserva, talvez pizza delivery! Huahauhauhua

Brincadeiras (e realidades) à parte, eu desejo a todos um Natal lindo, maravilhoso, aconchegante, cheio de amor, seja da família ou amigos, e espero que o ano novo traga novos ares, e novas decisões positivas para todos.

Fica minha dica de por onde começar: uma ceia vegana! Espero que gostem!

Feliz Natal! ❤

Receitas Veganas para o Natal

Me deparei com esse post na minha timeline, e apesar de achar que não são exatamente receitas de Natal, são boas recitas veganas para o dia-a-dia. Aproveito para compartilhar aqui e para inspirar um fim de ano diferente. Desde que eu virei vegetariana, meus pratos principais de festas tem sido risotos, prato que eu amo, mas desde criança minha avó sempre fez questão de muitas frutas e castanhas de diferentes tipos no dia do natal e costumávamos ir comendo ao longo da noite de tal forma que na hora da ceia mesmo eu nem estava mais com fome.

Ainda hoje amo essa combinação de fartura de frutas e castanhas, que dá pra ir beliscando, conversando, e saciam muito bem. Minhas dicas incluem nectarinas, ameixas de vários tipos, uvas de vários tipos, morangos, cerejas, pêssegos, essas todas são boas pois não precisa descascar e nem preparar, você só lava e deixa para as pessoas pegarem à vontade. Entre as castanhas gosto de amendoim, castanha de cajú, castanha do pará, amêndoas, nozes, macadâmia, avelãs, baru e mais as que você encontrar!

Se estiver em Brasília, a Feira dos Importados costumava ter castanhas com bom preço, não sei como está agora. Se estiver em São Paulo a Zona cerealistas é imbatível.

Sempre gostei também de arroz com amêndoas laminadas para a ceia! Fica super festivo e agrada sem entrar na discussão com ou sem passas.

Entre os pratos principais, além dos risotos, uma boa opção é o cuscus marroquino, que é super prático e pode ser feito com diferentes ingredientes.

Segue então o link com mais opções de receitas do Veganize.

Chocolate quente

Hoje vamos de receitinha básica! Já que aqui tá ficando frio, a bola da vez é o chocolate quente. A receita é tão simples e fácil que nem é receita mesmo, mas é uma delícia, cremosíssima e vegana!

Bom, vamos lá:

Ingredientes:

  •  2 xícaras de flocos grossos de aveia
  • 1 xícara de água quente ou leite vegetal de aveia (nesse caso a gente diminui meia xícara de flocos)
  • 2 colheres de sobremesa (ou 1 e 1/2 de sopa) de chocolate em pó (pode ser só cacau em pó também)
  • 1 colher de sopa rasa de açúcar mascavo (pode adoçar de outra forma ou não adoçar)
  • 1 pitada de gengibre e canela em pó (opcionais)

Preparo:

  • esquente num fervedor (ou microondas se preferir) a água ou o leite de aveia até quase ferver.
  • misture os flocos de aveia, o chocolate e o açúcar. Acrescente também a canela e gengibre caso vá utilizá-los.
  • bata com um mixer de mão ou coloque no liquidificador. A aveia, aquecida e triturada vai engrossar muito, pode acrescentar mais leite ou água quente, se quiser menos grosso. Quando começar a esfriar vai engrossar ainda mais, então deixe num ponto um pouco mais líquido do que você gostaria. Eu fiz para beber e acabei comendo de colher.

(*ps: não tem foto, porque eu comi tudo antes de conseguir pensar em escrever um post! Se eu fizer de novo esses dias – olha a desculpa – faço só para poder tirar a foto e colocar aqui).

Aproveite!

Nova Colaboração: Brasileiras Pelo Mundo

Queridas leitoras e leitores,

inaugurei nesse sábado uma nova etapa, me tornando colaboradora do site Brasileiras Pelo Mundo. Para quem ainda não conhece, é uma blog maravilhoso, onde várias brasileiras espalhadas por esse nosso mundão escrevem sobre suas experiências em diversos locais e compartilham com o intuito de instruir e ajudar, além de formar uma rede de colaboração e apoio. Muitas dúvidas sobre documentação, situações difíceis, idioma, e também sobre situação positivas, novos desafios, adaptação, oportunidades e muito sobre a cultura de diversos locais podem ser encontrados lá.

Você pode simplesmente ler os textos do dia, procurar por país, por autora, por tema, etc. Recomendo conhecer e acompanhar!

Para começar, lê meu texto sobre Os Desafios de Ser Vegetariana no Interior da Catalunha lá!

Brasileiras LOGO

Saúde

Há uns tempos atrás uma amiga muito querida me pediu/sugeriu escrever um post sobre saúde. No começo resisti muito, pois não sou nada da área de saúde e não posso ficar dando conselhos sobre isso por aí. Mas depois reli a sugestão dela e me veio na cabeça escrever sobre o que sempre escrevo: sobre mim! Sobre minha experiência, minha história, meu diário.

Vou contar um pouquinho do meu histórico aqui: nasci prematura, de 7 meses, pesando pouquíssimo mais de 1kg, para o desespero da minha mãe. Mas não tive nenhuma sequela. Na verdade, menos de 12h depois do meu nascimento, já não precisava de nenhum cuidado especial, nem os que normalmente crianças de 9 meses precisam. Mas não conseguia me alimentar. Fui alimentada por sonda por 45 dias, com leite materno, da minha mãe e de muitas mães de leite que eu tive!

Esse fato poderia ser irrelevante não fosse o detalhe que ele provocou na minha mãe e na minha avó: as obsessões alimentares. Ambas sofriam de anorexia, não diagnosticada, mas bastante óbvia se acompanhada de perto. Acho que quando eu nasci ainda não sofriam, ou não estavam em período de crise, mas ambas tinham problemas com depressão, ansiedade, minha mãe teve em diversas ocasiões crises de pânico, e no final da vida de ambas a anorexia se tornou evidente.

Desde sempre lembro de minha avó fazer comentários um tanto quanto maldosos sobre o peso, dela, meu, de primas, da minha mãe, e outras pessoas. Então creio que mesmo que não estivessem sofrendo com o baixo peso excessivo naquele momento, o tópico dos transtornos alimentares sempre esteve ali, rondando, sabe?! Mas o fato de eu ter nascido prematura e muito pequena teve um efeito, positivo ou negativo é discutível, e ambas me empanturraram de comida na infância: óleo de fígado de bacalhau, Biotônico Fontoura com sementes de sucupira mergulhadas, pernas de rã (que eu não gostava), rins (sempre odiei), foram uma infinidade de suplementos famosos na época que fizeram parte da minha dieta.

Resultado: aos 8 anos deixei de ser a menininha magrela que tinha sido até então e entrei numa fase mais cheinha, que demorou pra acabar, e que se de um lado me superalimentavam, de outro faziam os comentários ácidos sobre peso e aparência, e isso gerou uma pré-adolescência bastante sofrida em termos de auto-imagem corporal. Isso vem, pra mim, do lado negativo.

Do lado positivo, vem a combinação de uma mãe hippie e uma avó criada em fazenda. Sempre comemos tudo feito em casa, com muuuuuita fruta, pomar em casa, horta, muita verdura, muita planta. A sobremesa de segunda a sexta era fruta. Durante as refeições só água. Sucos como lanche da manhã ou tarde. Nada industrializado. Nos fins de semana, às vezes um refrigerante ou uma sobremesa feita de chocolate, leite condensado, essas coisas, mas eram eventualidades. Nunca me foram proibidos, mas foram desencorajados. Até porque, lá em casa, o que era visto como relíquia, tesouro, algo a ser desejado, era uma boa goiabada com queijo de fazenda, doce de fruta em calda, pudim de leite, ou ambrosia goiana (a versão da família da minha avó, o famoso “doce de ovos”, era muito melhor que qualquer ambrosia que já tenha comido fora de casa!).

Com minha mãe veio o hábito das vitaminas, abacate, castanhas do pará (ou do Brasil, como tem sido chamadas), leite de soja. Além da babosa no cabelo, cultivada em casa (o famoso aloe vera), o creme de abacate no cabelo, o chá de camomila no meu cabelo loiro da infância, o óleo de uva na pele, e essas coisas que hoje em dia estão sendo consideradas o máximo em termos de produtos de beleza orgânicos e naturais, e que na minha infância eram apenas os reflexos hippies de quem acreditava num mundo mais natural e ao mesmo tempo não tinha grana pros produtos industrializados. Aliás, minha mãe ficaria entre o irônica e furiosa com os preços cobrados hoje em dia por uma vitamina de abacate ou um xampu de aloe vera.

Mas essa mistura me fez crescer num ambiente que foi marcado por uma alimentação saudável, em sua maior parte, e por pessoas que evitavam correr para os remédios convencionais. Minhas dores de ouvido eram tratadas com compressa de farinha de mandioca, e a dor de garganta com chá de gengibre, cravo e canela que dava suadouro. A tosse do inverno com café com uma colherinha de manteiga e mil outras crendices, que sem entrar na discussão de se funcionavam ou não, se são respaldadas pela medicina atual ou não, de fato, fizeram com que eu crescesse bem, saudável, com peso e altura sempre muito elogiados pelos pediatras e sem me entupir de remédios. Aliás, remédios eram vistos como última instância, e mesmo assim, na maioria dos casos, homeopáticos.

Eu cresci então com essa visão, mas só anos depois, e bem recentemente, percebi o impacto real dela em mim. Até hoje tenho mania de tentar resolver e definir tudo pela alimentação e hábitos relativos ao sono, controle do estress, cansaço, etc.

Em outros pontos a criação não ajudou muito. Embora meu avô tenha insistido que aprender a nadar era uma questão de sobrevivência, e antes dos 2 anos eu já nadasse sozinha e sem boias, numa piscina que não dava pé, e tenha feito natação até os 18, a prática de atividade física regular não era uma coisa vista como essencial. E demorei muito pra encontrar um jeito de manter o corpo em movimento na vida adulta que eu gostasse. Sempre odiei os esportes competitivos. É uma visão bem pessoal.

Mas o resumo é que nunca fumei, muitos em minha família fumaram e eu odiava com todas as minhas forças. Bebi muito pouco, em uma breve fase que logo abandonei, e agora já completo anos sem álcool. Nunca, Jurema? Nunca, nem uma tacinha, nem às vezes. Não!

Então, para falar de saúde, primeiro tenho que deixar isso claro. Nunca usei aparelhos dentários, nunca tive cáries, nunca fiz cirurgias, nunca fumei, não bebo uma gota há anos, não uso drogas e entorpecentes de nenhum tipo, cresci com uma alimentação bem saudável, que vem se tornando cada vez mais. Não como carnes de nenhum tipo há anos também. Sempre bebi muuuuuuita água, e chás!

Com meu marido, aprendi que o chá muito quente pode fazer mal ao estômago, por danificar aos poucos a mucosa, com o líquido muito quente. Fui pesquisar e descobri que é por isso que as xícaras de chá orientais não possuem local para segurar afastado do copo. Se estiver muito quente para segurar com a mão cheia, não deve ser ingerido, e passei a adotar a técnica. Só bebo o chá quando consigo segurar a xícara com ambas as mãos por pelo menos um minuto sem sentir incômodo.

Sempre que me sinto mal, o que não é frequente, analiso bem minha situação emocional, as mudanças de vida, a alimentação, e tento trabalhar isso antes de recorrer a remédios. Aprendi com o tempo os efeitos que o clima tem em mim, não lido bem com o calor forte, especialmente o mais úmido, tenho respeitado mais minha digestão, e meu corpo, meus horários naturais de sono, de ir ao banheiro, etc.

Algumas coisas e pessoas foram e são fundamentais nos meus processos de auto-conhecimento e saúde. Um dos que mudou minha vida foi um nutricionista, de Brasília, que me ajudou na transição para o vegetarianismo, e também me ajudou muuuuuito com auto-conhecimento. Foi uma das pessoas que mudou minha vida. Outra foi uma médica homeopata em São Paulo, a única que resolveu depois de 17 anos, meu problema com cólicas menstruais. Dos 12 aos 29 sofri horrores com cólicas, com mil histórias tensas, de ter que ir da escola para o hospital, de tomar superdose de medicamentos para cólica, enfim, sofrimentos variados, e infelizmente, considerados normais, por muitas mulheres. Há 2 anos e meio não sinto mais cólicas debilitantes, minha menstruação não é mais um período temido e sofrido, e embora às vezes ainda tenha cólicas leves, aprendi como resolvê-las e aprendi a me respeitar nesse período, me recolhendo mais, e respeitando minhas necessidades de descanso e paz!

Outra coisa que mudou minha vida e minha relação com meu corpo foi o Método DeRose! Pratico desde 2014 e cada vez aprendo mais, gosto mais, descubro mais. Ainda falta muito nessa jornada, mas nem consigo enumerar aqui tudo que ele me trouxe de bom, não só em termos de saúde, mas de autoconfiança, desenvoltura, e muitas, mas muitas ferramentas, pra lidar com o dia-a-dia, com minhas emoções, com a vida em geral.

Eu não sei se consegui, com esse post, responder pra minha amiga Nay como cuido da minha saúde, mas é isso aí. E sinto que ainda tenho tanto pra mudar, tanto pra aprender! Cada mês é uma nova descoberta sobre como lidar comigo mesma e com os outros. E me sinto cada vez melhor!

Conserva caseira

Esses dias tava olhando distraidamente minha time line do Facebook, e quando percebi estava assistindo um videozinho da Flor de Sal sobre tomates desidratados no microondas. Eu não sou a maior fã de microondas, mas atualmente vivemos num apartamento pequeno, alugado já mobiliado, e não temos forno! Sim! Uma das coisas que mais sinto falta aqui: forno! Sempre amei fazer coisas assadas! No começo pensei em comprar, mas como temos planos de novas mudanças e vida nômade, achei melhor me adaptar por enquanto a uma vida sem forno. Assim, vou me virando com o cooktop e o micro mesmo.

Outro ponto desse vídeo citado é que a forma usada pra desidratar é com a mistura de açúcar (muito) e sal, e eu sei que é possível desidratar de outras formas, mais lentas e com menos adições, mas de novo, estou trabalhando com o que tenho aqui a mão, por enquanto. Um dia quem sabe, uma casinha com horta e quintal, e um caixote pra fazer frutas e verduras secas ao sol…

Inspirada pelo vídeo, resolvi testar a técnica e aproveitar para criar umas conservas mais elaboradas. Estamos com muitas road trips planejadas e eu estou em busca de alimentos que durem mais tempo, sem refrigeração, ou com refrigeração reduzida, para dar uma incrementada.

Assim nasceram essas conservas bonitas aí da foto:

conservas

Só tem uma foto, foi mal, galera! Eu resolvi fazer e nessa de ir fazendo, sem saber se ia dar certo, na cozinha pequena, duas pessoas trabalhando, nem lembrei da possibilidade de tirar fotos. Depois de prontas, quis me gabar um pouquinho no FB e Insta e aí o pessoal curtiu bastante e resolvi por a receita toda aqui.

No começo fui me aventurar na cozinha sozinha, mas o André veio saber se eu precisava de ajuda, e ele foi meu super cortador oficial, picando alho, cebola, pimentão, tudo pequenininho. Mas vou detalhar as etapas no passo a passo do modo de fazer.

Ingredientes:

1 copo (250 a 300ml) de tomates cerejas frescos.

2 pimentões vermelhos (eu usei 3, mas dois eram muuuito pequenos, contavam por 1).

2 berinjelas grandes (eu usei3 pequenitas, aqui tenho encontrado vegetais menores do que encontrava no Brasil).

1 cebola média.

1/3 de cabeça de alho (eu fiz com uma inteira, e faria a próxima com 1/2, mas como disse o André, a gente expulsou todos os vampiros da Espanha e da França de quebra).

2 colheres de sopa de sal.

6 colheres de sopa de açúcar.

Pimenta e orégano à gosto.

Azeite (não sei exatamente quanto usei).

Modo de Preparo: 

  • Sobre pimentões: eu tenho uma sensibilidade digestiva à pele do pimentão, então sempre que preparo algo com pimentões em casa começo colocando eles diretamente sobre o cooktop já aquecido, pode ser sobre a chama do fogão também, e vou girando até carbonizar a pele, mas sem queimá-lo por dentro. Aí lavo sob água corrente, a pele queimada vai saindo em pedaços e eu fico com os pimentões inteirinhos (já um pouco mais macios) para comer como quiser sem problemas digestivos! Assim sendo, o passo 1 (opcional) é queimar e retirar a pele dos pimentões.
  • Fatiar a berinjela (cortei ao meio longitudinal e cada metade em mais duas ou três fatias com corte longitudinal também).
  • Colocar a berinjela de molho em água com vinagre (geralmente deixo na água com limão, mas como a receite de hoje era conserva preferi o vinagre como sabor de fundo).
  • Cortar a cebola e o alho e colocar no vinagre (eu deixei junto com a berinjela – economia de louça para lavar e treino para cozinhas pequenas, campings, etc).
  • Fatiar os pimentões e retirar as sementes. Reservar.
  • Cortar os tomates cerejas ao meio e espremer as sementes e descartar. Reservar. (se você quiser usar outros tipos de tomate, é só retirar as sementes e deixar em pedaços).
  • Numa tigela misturar o sal e o açúcar. Passar a mistura nos tomates, espalhá-los num prato, evitando sobreposições, e levar ao microondas por 3 minutos.
  • Ao retirar do microondas, escorrer a água e repetir o processo. Eu só precisei colocar no microondas 3 vezes.
  • Fazer a mesma coisa, passar a mistura, colocar no microondas, escorrer a água, por 3 vezes, com as fatias de berinjela e as de pimentão. (Eu usei todos os pratos da casa, assim, já ia trocando os pratos, e enquanto escorria a água de um, o outro já estava lá no microondas).
  • Ao retirar pela 3º vez, lavar em água corrente. (Fiz isso para retirar o excesso de sal e açúcar e esfriá-los).
  • Escolher um pote bem lavado, pingar um pouco de vinagre dentro, tampar e sacudir para o vinagre espalhar bem nas paredes.
  • Escorrer o alho e a cebola.
  • No pote: colocar um fio de azeite na base, fazer camadas com um pouco da berinjela, um pouco da cebola e alho, tomate e pimentão, temperar com pimenta moída e orégano, e cobrir de azeite. Repetir até encher o pote.
  • Guardar na geladeira por no mínimo umas 8h a 12h antes de comer, para que todos os sabores se mesclem bem.

Consumo:

No dia seguinte a conserva já estava toda com bastante gosto (de alho principalmente), mas acho que depois do 3º e 4º dias é que ficou melhor. Pode deixar esse tempo maturando na geladeira. Sobre a durabilidade, também posso dizer que levamos ela para uma pequena road trip, e ela ficou 2 dias sem nenhuma refrigeração, num calor de mais de 30ºC e continuou em perfeito estado.

No dia seguinte de fazer, preparei uma massa farfalle colorido, cozido em água e sal e lavei sob um fio de água fria corrente, deixando o macarrão soltinho e em temperatura ambiente. Cortei uma alface americana em tiras pequenas, e numa tigela grande misturei o farfalle, a alface, os dois potes pequenos de conserva e uns cubinhos de queijo gouda. Temperei a alface com um pouco de limão espremido na hora antes de misturar, mas não coloquei nenhum outro tempero porque a conserva já deu todo o gosto. Comemos essa salada de almoço e repetimos no jantar. Ficou muito gostosa e excelente pro calor que está aqui!

No dia seguinte (terceiro desde a preparação da conserva) partimos numa road trip e levamos a conserva. Como fomos para a França, compramos um queijo brie (0,97 centavos de euros cada pedaço de 200g no Carrefour de lá) e o André preparou uns sanduíches com pão de pagès (pão tradicional catalão, pagès = agricultores), brie e conserva! Foi o melhor sanduíche que já comi na vida!!! Nunca achei que pudesse ficar tão impressionada comendo algo na beira da estrada ao lado do carro, sofrendo no calor! Sério! Ficou absolutamente incrível!!!

No 4º dia de conserva/ 2º de road trip, acabamos ficando sem o que comer, muito cansados para ir a qualquer lugar e encontrei uma lata de ervilhas e cenouras no posto de gasolina. Escorremos a lata e misturamos nela o que sobrou da conserva com os últimos pedaços de queijo gouda. Ficou bem longe de refinado e não tão emocionante, mas ainda assim foi um jantar incrível!

Bom, essas foram nossas experiências com a conserva, mas eu recomendaria usar sobre pães, ou misturado com cuscuz marroquino, ou para temperar uma massa, ou acompanhando uma salada verde. Enfim, use a imaginação!

 

 

Dicas de trilha – alimentação

Essa série das dicas de trilha já contou com dois outros posts, o Calçados para trilha e Dicas de trilha – vestuário, e agora resolvi falar um pouco sobre alimentação na trilha. Primeiro tenho que lembrar mais uma vez aqui que não sou nutricionista nem chef, e que você sempre deve consultar o seu profissional da saúde, especialmente se tiver restrições alimentares. Dito isso, lembro ainda que somos lacto-ovo-vegetarianos.

Quando fazemos trilhas costumamos sair cedo e eu sempre tive dificuldade para comer bem logo que acordo. Parece que meu estômago só acorda umas 2h horas depois do cérebro. A solução que encontrei foi ou comer um pouco mais tarde, quando possível, ou tomar uma vitamina se precisar comer algo e sair rápido. No caso das vitaminas gosto de bater uma fruta com chia, linhaça, aveia, ou uma combinação desses. Às vezes acrescento um scoop de proteína vegetal.

Para um dia de trilha levo um pão e queijo, ou já faço os sanduíches em casa ou levamos e fazemos na hora. Um pacote de castanhas, amendoins, amêndoas, etc. Aqui na Catalunha achei um mix maravilhoso, que inclui amendoins, amêndoas, milho peruano, flocos de arroz e outras misturas de nozes e cereais, salgadinho e baratinho! O pão com queijo é geralmente o “almoço” e as castanhas e cereais salgados o “lanche do fim da tarde”. Sempre levo também umas barrinhas de cereais, às vezes proteicas, doces. Para trilha, especificamente, gosto de levar as cobertas de chocolate, pois com a caminhada montanha acima, a gente precisa de uma energia extra e rápida. Umas frutas também costumam ir na mochila, secas ou frescas, uvas passas, damascos, ou maçãs e pêras (bananas eu amo, mas tendem a amassar muito ou estragar com o calor).

Uma outra coisa são biscoitos e bolachas, simples, doces ou salgadas. Eu sugiro evitar as recheadas, que além de serem muito doces, podem “derreter” o recheio ou estragar no calor. As salgadas tipo crakers são ótimas e as doces integrais, com aveia, tipo digestivas, também funcionam muito bem nas trilhas.

Nunca fazemos uma “refeição completa” na trilha, pois encher o estômago na caminhada é um erro. O corpo fica lento e pesado. E a chance de sentir enjoo, gases, e outros desconfortos aumenta. O esquema é comer de pouco em pouco, pequenas quantidades e menos durante a subida. Ao chegar la em cima dá pra fazer um pique-nique de reposição e depois descer, que tende a exigir menos do fôlego. De qualquer forma, a alimentação deve ser leve o dia todo.

Se o clima estiver quente e com sol forte, coma menos ainda. O calor deixa a digestão mais lenta. Nos dias mais quentes compensa levar uma bebida, ou pó de bebida, com reposição de sais, como um gatorade, ou pó de bebida de treino esportivo, que também confere um aporte de energia rápida e sem pesar o corpo.

Na volta, à noite, costumo fazer um macarrão, pois chegamos com bastante fome por ter comido pouco ao longo do dia de esforço. Ou um arroz com grão-de-bico. Às vezes omelete, quando voltamos pra casa no mesmo dia.

Quando acampamos o esquema é o mesmo. Convém lembrar que no acampamento as refeições da noite devem ser de preparo rápido, mas precisam alimentar bem, pois são a única refeição de fato do dia. Se você comer muito pela manhã, o corpo vai ficar pesado, se for pegar estrada de montanha de carro, antes do ponto da trilha, pode enjoar muito. Se tiver estrada de montanha, prefiro nem comer nada, e ao parar o carro, antes de começar a caminhada, tomo a vitamina, que já levo pronta, ou como algo.

Se tivermos fogareiro ou acesso à cozinha coletiva no camping, gosto de fazer macarrão, pois dá pra fazer em uma panela só. Costumo levar um molho pronto só pra colocar por cima. Se forem muitos dias de camping, vou variando com arroz. Levamos também as leguminosas do tipo já prontas, em latas, vidros, ou conserva, como grão-de-bico, feijões, ervilha.

Em caso de camping livre em local onde não é possível ou recomendado fazer fogo, o ideal é levar as leguminosas já prontas e comer frias mesmo. Nesses casos convém também levar mais pão, e comer um sanduíche extra a noite. Não sou a maior fã de “carnes” de soja, mas nesses casos de acampamento frio, elas podem ajudar muito, pois é possível compra-las já prontas, sem precisar cozinhar. Uma latinha de salsichas de soja pode virar um banquete numa noite fria e sem fogo no meio do mato. Lembre de levar um pouco de sal num pacote pequeno. É importante repor o sal e o açúcar do corpo após as caminhadas, especialmente se no dia seguinte tiver mais.

No caso do queijo, evite queijos frescos. Lembre-se, que estará sem geladeira. Prefira os queijos curados, mais duros e que podem ficar sem refrigeração por mais tempo. Para veganos, uma outra boa opção são as capsulas de algas em pó, como clorela e spirulina, que possuem muita proteína e vitaminas, inclusive várias do tipo B. As capsulas não estragam, e podem ser ingeridas como pílulas, para complementação alimentar, além das frutas, pães, barras, bebidas isotônicas, macarrão, arroz e leguminosas.

E água, claro! Não descuide da sua ingestão de água! Evite outros líquidos que não sejam água, ou eventualmente a bebida isotônica. Sucos e refrigerantes são muito doces e não vão saciar a sede. Pesquise as fontes de água natural próximas ao camping e pela trilha. Às vezes é possível pegar mais água em fontes, bicas, ou mesmo em rios e riachos. Nesses casos é possível levar apenas uma garrafa grande de água (entre 1L e 2,5L) e abastecê-la no caminho. Caso contrário você terá de carregar muito peso.

E claro, consulte seu médico sempre. Minhas dicas são só de trilheira pra trilheiros por esse mundão aí!

Pasta de Couve-flor

Essa terça temos uma receitinha, pra variar. Tô tentando voltar a incrementar as diversas partes do blog.

Essa receita inventei faz um tempinho, e não tenho boas fotos do produto final, pois fiz na véspera de uma das road trips e levamos e comemos tudo, então faltou tempo pra foto. Mas comida é boa é assim, né. A gente só lembra da foto depois… mesmo nesses tempos de instagram.

Bom, essa pasta tem várias vantagens. É simples de fazer, barata e vegana! Além disso fica uma delícia no pão e é uma ótima alternativa pra manteigas e pastas mais gordurosas. Aqui em casa foi sucesso total.

Vamos a receita:

Ingredientes: 

  • Couve-flor (pode colocar 1, 2 pés ou 1 pé e 1 brócolis ninja também)
  • 5 dentes de alho (ou uma cabeça inteira se você for dos meus)
  • 1 cebola média
  • curry
  • cúrcuma (opcional)
  • pimenta-do-reino
  • sal
  • azeite
  • cheiro-verde (ou outras ervas aromáticas à escolha)
  • meio limão espremido (opcional)

Modo de fazer: 

  • Pique em pedaços grandes (não precisa de delicadeza aqui, depois vamos bater tudo) a couve-flor (e o brócolis se for colocar) e a cebola (em quartos)
  • Descasque os dentes de alho (não precisa picar)
  • Coloque o alho, a cebola e a couve-flor (e o brócolis) numa panela com água e cozinhe (pode colocar pouca água, menos do que para cobrir, eles cozinham mais no vapor do que na água, e no final vamos utilizar um pouco da água só. (Pode cozinhar direto no vapor se preferir). Cozinhe até estar tudo bem mole.
  • Coloque no liquidificador ou mixer (fiz com mixer de mão e foi tranquilo) a couve-flor(e brócolis), cebola e alho cozidos, sem a água, acrescente os temperos, menos o azeite e comece a bater. Coloque um pouco de azeite pra facilitar bater e continue batendo. Acrescente mais azeite se quiser uma pasta mais oleosa e coloque um pouco da água do cozimento se estiver difícil para bater ou se quiser um creme mais líquido.
  • Se quiser colocar mais água, pode servi-lo quente, como uma sopa, um creme. Fica ótimo também. Se quiser uma pasta para passar em pães e biscoitos, coloque o mínimo de água.

Como fiz com pouca água, e muito tempero, durou uns 10 dias na geladeira. Fiz dois potes, um levamos na viagem e outro ficou aqui esperando.

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Brócolis ninja e couve-flor psicodélica catalã

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Eu aproveito inclusive os talos, cozinho até ficar macio e bato tudo, dá mais consistência e diminui o desperdício

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Cozinhando em pouca água

Cuscus (não muito) marroquino

Faz um tempão que não rola uma receitinha por aqui, e no fim de semana passado recebemos em casa um amigo, também vegetariano, e eu fiz minha versão de cuscus marroquino vegetariano para ele. Aprendi com a Isadora, uma das minhas mentoras na cozinha, e acabo variando bastante a receita, dependendo do que tem em casa ou no mercado, ou do orçamento. No dia, a fome era tanta, acompanhada de uma conversa gostosa, que nem lembrei que existia essa coisa chamada foto.

Na quarta resolvi fazer um cuscus de novo, para aproveitar algumas coisas que tinha na geladeira. O segundo não ficou nem tão bonito, nem tão tradicional quanto o de sexta passada, mas ficou uma delícia também. Vou explicar as diferenças na receita, passar a mais tradicional, e sugerir as variações. As fotos são do de quarta, mas tenho certeza de que quando fizerem vão ver o quão lindo e cheiroso ele fica.

Eu sou de família goiana com mineira, descendente de italianos, logo não existe fazer comida pra 1 ou 2. Só sei fazer de baciada, pra alimentar no mínimo uns 10, e aí depois fico com a geladeira cheia. Funciona porque cozinho umas 2x na semana só e de resto vamos esquentando, reciclando e aproveitando. Mas se você quiser ser mais delicado, não confie nas minhas medidas, ou diminua tudo pelo menos em 1/3.

Ingredientes (pra no mínimo 5 pessoas, reduza as quantidades se quiser fazer para 1 ou 2):

  • 300g Cuscus marroquino (não é o tradicional cuscus de milho brasileiro, embora possa ser feito com ele também. Outra variação que fica muito boa é quinoa).
  • Alho (eu uso uma cabeça inteira, mas sou a louca do alho).
  • 1 Cebola (prefiro fazer com a roxa, mas hoje foi com a comum e também é ótimo).
  • 6 pimentões (fica mais bonito um de cada cor – vermelho, verde e amarelo – mas já fiz só com verde, só com vermelho e funciona do mesmo jeito).
  • 100g de uva passa (gosto de misturar branca e preta, mas pode ser só uma delas também).
  • 100g de damasco seco
  • 100g de tâmaras secas sem caroço
  • 50g de amendoim (prefiro o torrado sem casca)
  • 50g de nozes
  • 50g de amendoas (pode ser com ou sem casca, laminada, torrada…)
  • 50g de castanha de caju (prefiro torrada, mas pode ser crua)
  • 1 limão
  • azeite
  • sal
  • pimenta-do-reino
  • cúrcuma (açafrão-da-terra) (opcional)
  • curry (opcional)
  • salsinha (opcional)
  • cebolinha (opcional)

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Às vezes mudo os ingredientes, já fiz com sementes de abóbora, girassol, gergelim. Já troquei as castanhas. Coloquei de um tipo só, ou vários. Já alterei as frutas secas, já coloquei cranberry, gojiberry. Pode explorar a criatividade. O damasco e as tâmaras garantem o sabor mais “marroquino”, mas use e abuse das variações.

Na receita das fotos estava 3 pequenos pés de brócolis quase estragando na geladeira e 1 da couve-flor psicodélica catalã, então usei eles também. Além de tomate, e um pouco de acelga que ganhamos na feira. Pode brincar com algumas folhas e verduras também.

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A minha história com os pimentões:

Eu tenho uma sensibilidade muito grande ao pimentão e temos uma longa relação de amor e ódio. Na infância odiava! Não suportava nem o cheiro. No fim da adolescência e vida adulta comecei a gostar, mas toda vez que comia passava muito mal. Minha digestão ficava parada e eu não conseguia digerir mais nada, ficava bem ruim por umas 48h. Aí desisti do pimentão na vida, inclusive com orientação médica para não ingerir, por isso.

Vindo pra Catalunha resolvi repensar essa decisão, pois muita coisa aqui é feita com pimientos, ou pebrots, em castelhano e catalão, respectivamente. Descobri então a receita de pasta árabe de pimentão vermelho e romãs, a muhammara, que é maravilhosa (recomendo! Farei e postarei aqui eventualmente!) na qual a pele do pimentão é queimada! E assim descobri que quando retiro a pele do pimentão, fica tudo bem! Nada de digestão problemática! Só alegria!

Então agora venho consumindo pimentão de novo, mas sempre sem a pele. O truque é colocá-lo diretamente sobre o fogo, ou calor (aqui só tenho cooktop por indução, mas funciona igual na chama), e ir virando com auxílio de uma pinça longa, deixando a pele queimar, mas sem deixar ele carbonizar. Vá girando e verificando sempre. Depois retire do fogo e lave o pimentão em água corrente, passando bem a mão sobre ele todo. A pele saíra em pedaços queimados e ele ficará, inteirinho, macio e sem pele. Aí é só preparar como preferir!

Modo de preparo:

  • Caso vá adicionar depois os vegetais, como fiz com o brócolis e couve-flor, comece colocando eles, em pedaços, em uma panela com pouca água e cozinhando tampado, ou no vapor. Eu gosto de colocar alguns dentes de alho junto e um pouco de sal. (Se não for utilizá-los, pule esse passo).
  • Pique a cebola, alho e pimentões (já sem pele), (caso use tomate e/ou a acelga acrescente picados aqui também) e refogue numa frigideira ou wok com azeite e sal. Quando já tiverem soltado água acrescente as castanhas e frutas secas que for utilizar. Deixe que elas absorvam a água e o tempero do refogado. Quando todos estiverem bem tenros, separe.
  • Coloque o cuscus numa tigela grande (3X o tamanho da quantidade de cuscus seco, no mínimo) e cubra com água fervendo (deixe uns dois dedos à mais de água), mexa para a água alcançar todo o cuscus do fundo, e deixe em repouso por 5 min.
  • Tempere o cuscus, depois de água toda ser absorvida e ele estar macio, com o suco do limão, azeite e sal, e mexa bem. Eu gosto de acrescentar pimenta-do-reino, cúrcuma e curry, mas são opcionais. E mexa bem novamente. Se for utilizar salsinha seca, coloque agora. Verifique ao mexer que todo o cuscus ficou mais amarelado e macio com os ingredientes.
  • Vá aos poucos colocando o refogado e misturando. (Se for utilizar as verduras, brócolis e couve-flor, acrescente aos poucos agora também). Mexa bem para que fique bem misturada no cuscus e para que os temperos se complementem.
  • Finalize com salsinha e cebolinha, caso sejam frescas.

Sirva e bom-apetite! Pode guardar na geladeira por alguns dias (2 ou 3) sem problemas, devido aos temperos todos!

Lembrando que pode variar à vontade! Mudar os temperos, as verduras, as frutas secas, as castanhas e até mesmo o cuscus. Também funciona com o de milho e com quinoa! Quando faço com quinoa gosto de acrescentar ervilhas e cenoura!

*obs: lembro a todos sempre que não sou chef nem nutricionista, e que preparo meus pratos em casa para minha família. Pessoas com restrições alimentarem devem sempre consultar um médico ou nutricionista.

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Resultado final, me acompanhando enquanto escrevo o post! 🙂 

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Pimentões com a pele começando a queimar.

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Ela vai ficando bem queimada. Vá girando bem, até que fique todo assim. 

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Depois de lavado e aberto. Dá pra ver que antes de abrir com a faca ele está bem inteiro! E na lavagem a pele queimada sai todinha! 

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Detalhes da couve-flor psicodélica catalã. 

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Cozinhando no vapor!

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“Restos” de feira (ou as verduras extras que amo)! 

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Tudo picadinho pelo MasterChef André. Eu preparo, ajusto tempero e invento as receitas, mas quem pica tudo é ele! 

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Frutas secas, que depois também entraram, já picadas, naquele refogado. Dessa vez só acrescentei amendoim, das castanhas, pois era o que tinha em casa. Semana passada teve castanhas de caju e amêndoas. (Quanto mais variedade melhor)!

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Pra não confundir com o cuscus de milho brasileiro. 

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Coberto de água fervendo. 

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Com os temperos por cima, antes de mexer. 

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Processo bagunceiro de mistura! 

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Fica bom!!! ❤ 

SP by JuReMa – Comida

Estava esses dias conversando com uma grande amiga que está pensando na mudança para São Paulo. Infelizmente já não moro mais lá e teria sido muito lindo compartilhar mais uma cidade com ela, mas fica pra próxima ou pra outro momento. A questão é que enquanto falávamos e ela me pedia dicas, fui passando sites, referências e no fim me vi com um bom material em mãos, então resolvi escrever e compartilhar aqui com vocês as minhas dicas de São Paulo.

É importante ressaltar que meus quase dois anos em São Paulo foram anos de estudante, fazendo mestrado, e com isso saídas e gastos não eram minha praia. Também não sou nem um pouco baladeira, então se você procura dicas da night life não vai encontrar aqui. Mas por isso mesmo decidi chamar esse post de SP by JuReMa! Te convido a ver São Paulo pelos meus olhos, com um enfoque em parques, passeios sem custo, andanças à pé, alimentação vegetariana e tudo o que eu gosto! Essa é a parte 1 – Comida, da série, SP by JuReMa. Aos poucos vou incluindo outras sobre cultura, parques, viagens próximas, e outros temas, mas a comida merece um post próprio!

Para quem não é da cidade o primeiro passo é saber que SP está dividida em zonas: zona sul, zona norte, zona leste, zona oeste, e o centro. Cada qual tem sua peculiaridade, suas características intrínsecas, e mais do que isso, seus bairros, e se tem um povo bairrista é o paulistano. Muitas vezes as características de cada bairro são mais importantes do que a da região (zona). Por exemplo, saiba que todos os restaurantes italianos tradicionais estão no Bexiga e que vale a pena rodar lá a pé e encontrar uma cantina pra pedir uma massa. Ou fazer compra de roupas com preço de custo no Brás. Mas vamos por tópicos.

Começando pelo que importa, né: a comida! Somos vegetarianos, então não poder te ajudar se você busca o melhor steak da cidade. Minhas dicas são de feiras, orgânicos, veggies e vegans. Os restaurantes da minha lista não são necessariamente vegetarianos, mas possuem opções, no cardápio ou sob pedido.

Feiras e alimentação em casa

Minha primeira dica é: coma em casa! Eu sempre prefiro cozinhar pro dia-a-dia. Sai mais barato, mais saudável, estimula a criatividade e a responsabilidade sobre nossa própria alimentação. São Paulo é uma cidade de feiras, procure no bairro em que mora/está hospedado. Certamente achará alguma. Nem sempre são orgânicas certificadas, mas são geralmente de pequenos produtores, e a comida é mais bonita, fresca e barata do que no mercado. Alguns sites entregam em casa, e delivery em São Paulo é uma excelente opção considerando o tempo e custo de deslocamento numa cidade tão grande e tão cheia. Claro que algumas, como as Feiras do Ibirapuera e Água Branca, por serem em parques valem também o passeio.

Recomendo os sites abaixo para conhecer melhor:

Site com as feiras lives listadas pela prefeitura de SP –  http://www9.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/sdte/pesquisa/feiras/

Feira de orgânicos do Ibirapuera – http://parqueibirapuera.org/areas-externas-do-parque-ibirapuera/feira-de-produtos-organicos-no-parque-ibirapuera/

Site do AAO, onde você encontra uma listagem de onde encontrar orgânicos na cidade – http://aao.org.br/aao/onde-encontrar-organicos.php

Instituo Chão (vale a pena conhecer o trabalho) – http://www.institutochao.org/

Santo Orgânico – https://www.facebook.com/santo.organico

O Mercado Municipal (Mercadão) é mais turístico. Você encontra frutas e vegetais maravilhosos e de todos os cantos do mundo, com preços mais caros. Vale a pena ir para conhecer, o prédio, a arquitetura e comer algo, ou se quiser algum ingrediente muito específico. Endereço: da, R. Cantareira, 306 – Centro, São Paulo – State of São Paulo, 01103-200, Brasil

A Zona Cerealista é talvez minha maior paixão em São Paulo! Demorei para entender que não era uma loja, mas sim uma região. Próxima ao Mercado Municipal, muitas das lojas ficam ao longo da Rua Santa Rosa. O local é constituído basicamente de galpões que recebem os grãos de produção nacional e importados antes de redistribuí-los para mercados menores, restaurantes, etc. Algumas lojas já estão mais adaptadas para as compras no varejo e são mais limpas, organizadas, algumas inclusive com site para compra com entrega em casa. Porém são nos galpões mais simples e escondidos que encontramos os melhores preços. Tudo depende do quanto você quer se aventurar! Chia, linhaça, aveia, amaranto, todos os tipos de castanhas, temperos, arroz, feijões, favas, frutas secas, azeite, óleo e leite de coco, manteiga de amendoim, sucos de uva e maça integrais, tudo isso você encontra de excelente qualidade e com preços bem abaixo dos supermercados e lojas tradicionais.

Restaurantes

Rinconcito Peruano – esse lugar vale tanto pela comida, que é excelente e com preços muito bons, quanto pela história. Fundado por um imigrante, começou pequeno numa sobreloja do centro, na cracolândia e foi expandindo, atraindo público de todos os bairros e classes sociais. De uma simpatia única, os funcionários são quase todos peruanos. Não deixe de provar a Chicha Morada, um refresco delicioso (parece groselha) feito de milho roxo peruano. Existem duas opções vegetarianas, o espaguete vegetariano e a opção de Chaufa sem carne. O forte do lugar são os frutos do mar.  Atualmente em três endereços: Av. Viêira de Carvalho, 86 (11) 3221-5621 / Rua Serra de Japi, 696 (11) 2539-2033 / R. Aurora, 451 (11) 3361-2400.

Biyou’Z  –  é um restaurante camaronês, pequenininho e delicioso. As porções são fartas e existem duas opções vegetarianas além de muitas com carnes. A cozinheira, Melanito Biyouha cozinhou para a seleção de camarões quando vieram para a Copa em 2014 e tem fotos dela com o Eto’o nas paredes.  Fica na Alameda Barão de Limeira, 19 – Campo Eliseu, São Paulo – SP, 01202-001, Brasil.
Barão Natural – talvez meu segundo lugar preferido em SP! Restaurante 100% vegano e comprometido com a causa. No horário do almoço tem um buffet self-service variado, saudável e SUPER gostoso! Coma à vontade por R$12,00 e com + R$3,00 tenha mate caseiro gelado à vontade também! E a noite pizzas veganas, inclusive delivery. Outra maravilha de lá é o Sorvete da Sereia, vegano, sem lactose e com os sabores mais incríveis, sendo meu preferido o Hare-Hare, de framboesa, chá de hibisco e rosas! ❤ Site: http://www.baraonatural.com.br/ e em quatro endereços: B1 (o 1º e principal,d e onde deriva seu nome, almoço e noite c/pizzas): Alameda Barão de Limeira, 1090 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, 01202-002, Brasil / B2 (baraozinho – só almoço): Rua João Moura, 861 – Pinheiros, São Paulo – SP, (11) 3384-9766 / B3 (Mateus Grou – só almoço): Rua Mateus Grou, 72 – Pinheiros (11)  3938-4590 / B4 (Tatuapé – almoço e noite c/ pizzas): Rua Coelho Lisboa, 355 – Tatuapé (11) 3368-3966.
Maoz Vegetariano – restaurante de falafel, com uma pegada fast food saudável. Gostoso e barato. Bom pros dias de comer bastante, e se sujar! Recomendo o combo com as batatas rústicas!   R. Augusta, 1523 – Consolação, São Paulo – SP, 01305-100, Brasil (11) 3288-9580. 
Gopala Hari – restaurante indiano famoso na cidade. Só abre para almoço e geralmente tem uma fila grande. Não vá se estiver com pressa. Apesar disso, vale a pena. É gostoso e inclui a possibilidade de  uma experiência cultural, ao comer sentado em almofadas. Aos sábados estavam com uma opção de hamburgers vegetarianos servidos às 17h, não sei se mantiveram. Rua Antônio Carlos 429 – Consolação – São Paulo – SP (entre a Rua Augusta e a Rua Haddock Lobo), Telefone: (11) 3289-3446 Telefones do Restaurante: (11) 3283-1292 e (11) 3262-5591. http://www.gopalahari.com.br/index.php.
Prime Dog – restaurante junk food total! nada chique, tipo butecão. A vantagem é que o cardápio está disponível convencional com carnes, lacto-ovo vegetariano e vegano, ou seja, tem pra todo mundo. O que mais sai são os veganos, afinal junk food vegano não tem em todo canto. Os lanches são grandes, vá com fome e vontade de enfiar o pé na jaca e mandar qualquer dieta pra longe! https://www.facebook.com/Primedoglanchonete/ Existem algumas unidades, Ana Rosa, Faria Lima, convém procurar a mais próxima.
Estadão Bar & Lanches – http://www.estadaolanches.com.br/ Aqui são poucas as opções para vegetarianos, mas é um lugar bem tradicional, vale a pena conhecer. E tem o famosíssimo sanduíche de pernil e os costumeiros de mortadela. A vantagem localizaçaõ bem no centro e horário 24h – 7 dias! Endereço:Viaduto Nove de Julho, 193 Centro – São Paulo – SP CEP: 01050-060. Telefone: (11) 3257-7121/ (11) 3256-3700.

Rosa do Líbano – Parece um butequinho pé sujo daqueles! Confia! A comida é maravilhosa e os donos são super gentis!!! A esfilha aberta com zatar deles é de comer rezando. Também fica bem no centro e é melhor ir conhecer de dia, especialmente se você não for habituado com o centro. Av. Rio Branco, 443 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, 01205-001, Brasil, (11) 3224-8868.

Bexiga – tudo! O melhor pra mim do Bexiga é ir a pé, lembrando que as ruas são ladeiras, e ir fuçando, vendo cardápios e variando a cada vez uma cantina nova. Todas são tradicionais e todas demandam o título de primeira, original e/ou mais tradicional cantina italiana de São Paulo. A briga é grande e nós é que saímos ganhando. Quanto mais perto da Paulista mais chiques e caras são as Cantinas. O baixo Bexiga é mais escondido, mas vai ficando mais barato e gostoso como sempre. Fomos uma vez na Doceria Moscatel http://www.moscatel.com.br/ e comemos uns quiches muito gostosos e doces ótimos – Rua 13 de maio, 655 (11) 3853.0954. Mas um dos meus lugares preferidos lá é um calzone super escondido numa cantina minúscula, onde você também acha que não vai ter nada de bom, e tem uns calzones maravilhosos e baratos, nem consigo lembrar o nome, mas fica na Rua Santo Antonio, 1106 ou ao lado! rsrsrs, se quiser se arriscar, recomendo.

Apfel – é um restaurante vegetariano muito gostoso e muito aconchegante, com um estilo mimoso. O preço é fixo e está entre R$28,00 e R$36,00, sendo que o preço varia nas duas localidades e no dia da semana, comendo à vontade. Eles oferecem água e água aromatizada livre, outras bebidas são cobradas à parte. O menu é variado, com muitas opções de saladas e muitas quentes. Além das sobremesas. Tudo muito saudável! Sempre como lá mais do que deveria, mas vale a pena! http://www.apfel.com.br/2015/ Com dois endereços, um no Centro o outro nos Jardins. Casa Centro: Rua Dom José de Barros, 99 (11) 3256-7909 / Casa Jardins: Rua Bela Cintra, 1343 ligue (11) 3062-3727.

Vegacy – restaurante vegano, ficou conhecido como O Vegano da Augusta, mas agora mudou de endereço e está na Alameda Jaú, quase esquina com a Augusta. É self-service, preço por kg, no almoço, excelente qualidade e variedade. A noite oferecem lanches, hamburger, hot-dog, pizza todos veganos, além de cervejas artesanais. Gosto muito, especialmente pro dia-a-dia. Os que são preço fixo eu tendo a comer demais, pra “fazer valer”, então os por peso me ajudam nesse quesito. Alameda Jaú, 1581 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01420-002, Brasil (11) 3062-9989. 

Tea Connection – essa é uma pedida mais mainstream, mas como a louca do chá, não poderia deixar de fora! O preço é mais alto do que as demais dessa lista, mas o fato de terem mil opções de bebidas a base de chá e muitas opções vegetarianas no cardápio me ganha! Vale a pena naquele dia que você quer uma saída mais arrumadinha pra curtir uma boa conversa em boa companhia num lugar bonito e sossegado. Alameda Lorena, 1271 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01424-001, Brasil (11) 3063-4018.

Mate com açaí – isso não é um restaurante, é uma instituição! Não conhecia antes de ir pra SP e amei! Tem várias opções de local pra comprar, especialmente na região do Centro e na Paulista. Mate com Sabor, Casa do Mate, Sabor Mate, Rei do Mate, etc, no centro, na Augusta, na Paulista, são muitas as opções. Basicamente, pra quem como eu nunca tinha ouvido falar, eles batem mate gelado com açaí. Eu sei, não parece muito convidativo de início, mas é uma delícia. Especialmente no verão. Muitos desses locais oferecem também salgados, e vários deles salgados veganos! Experimente, mesmo que você não seja vegano, são deliciosos! O bauruzinho com vegarella é o melhor, com molho de tahine e pimenta! Se acabe! Se quiser um endereço vá ao Sabor Mate, Galeria Le Village – R. Augusta, 1492 (11) 3266-7822 ou à Tradicional Casa do Mate (o melhor bauruzinho vegano!) na Av. São João, 544 – Centro, São Paulo – SP, Brasil (11) 3333-2101. 

Aí claro, tem outros duzentos mil restaurantes, mas você vai descobrindo aos poucos o que gosta na cidade com facilidade. Os mais famosos, Etaly, Terraço Itália, Família Mancini podem ser encontrados em qualquer guia turístico, além das redes como Ben&Jerry’s, Starbucks, etc.  Aqui quis dar meu olhar, SP by JuReMa! Até o próximo!