São Francisco Xavier

Esse fim de semana fomos acampar em São Francisco Xavier. Dessa vez fomos com alguns amigos, e em vez de fazer as trilhas de travessia, que tendem a ser mais puxadas, pois exigem que façamos a subida com o equipamento, água e comida, para acampar no meio da travessia, optamos por ficar em um camping local, e fazer trilhas mais curtas a partir dali.

São Francisco Xavier está bem próxima de São Paulo e é um excelente destino para uma viagem curta de fim de semana, uma vez que é possível chegar lá tanto de carro quanto de ônibus, em poucas horas. De carro fizemos em cerca de 3h00. Quando fomos de ônibus, no início do mês (ver post Pico da Onça) demoramos cerca de 5h00 para chegar, mas com tempo de espera entre os ônibus. Em qualquer das hipóteses, o caminho é por São José dos Campos. Saímos da Rodoviária Tiete (nosso ponto de encontro para o grupo) no sábado às 07h30 e não pegamos trânsito até o destino final. Convém lembrar, contudo, que o trecho entre São José dos Campos e São Francisco Xavier é feito em uma estrada estreita, de montanha, onde ultrapassagens são quase impossíveis e a velocidade é baixa, então não vá com pressa. Aproveite a paisagem, esse trecho já faz parte do passeio.

Nosso camping tinha diárias das 16h às 16h, e por isso, em vez de irmos direto para lá, seguimos de São José dos Campos para o Mirante da Pedra do Porquinho, o que alongou um pouco nosso tempo de ida, uma vez que o mirante fica um pouco além da cidade de São Francisco Xavier. Esse mirante tem uma vista muito bonita, com a vantagem de chegar de carro até a base dele, e assim não há caminhada exigida. Além disso há uma escada de madeira de conduz até o topo da pedra, facilitando muito o acesso ao mirante, sendo possível fazer esse passeio com crianças. A estrada que dá acesso ao mirante é de terra e ingrime, mas nada impossível de fazer. Como toda a viagem envolve estradas de terra e estradas na serra, convém sempre ir com o carro preparado, revisado, calibrado, e, se possível, não muito pesado. No nosso caso fizemos com cinco pessoas dentro, mais equipamento de camping para todos e conseguimos, então é tranquilo.

SP Mirante porquinho

Ao lado do “estacionamento” para o Mirante da Pedra do Porquinho, há uma casinha pequena, de moradoras do local, que funciona também como uma micro lanchonete. Elas oferecem tapiocas, suco verde e bebidas enlatadas. Pagamento só em dinheiro.

mirante porquinho

mirante

De lá descemos para o centro de São Francisco Xavier, para conhecer a cidade, rodar um pouco o centro à pé, e almoçar. No grupo eramos três, dos cinco, vegetarianos, e não tivemos dificuldades em encontrar opções. Os restaurantes são voltados para turistas e o preço é equivalente ao de São Paulo.

mirante canto dos passaros

Depois de almoço, seguido de café e chá com doces e bolos em uma doceria local, fomos finalmente para o camping. Ficamos no Canto dos Pássaros (http://www.cantodospassarossfx.com/) . O local é na beira da estrada, o acesso de carro é facílimo, e o camping possui boa estrutura, embora não seja muito grande. Existe a opção de ficar em chalés, ou em barracas (leve seu próprio equipamento). Em ambos os casos, os banheiros são coletivos, externos, com água quente. Há uma cozinha equipada, com churrasqueira e fogão à gás, comunitária. Além disso há um quiosque com local para uma fogueira grande coletiva.

Atrás do local para instalar as barracas passa um rio, dentro da propriedade do camping, com mata fechada ao redor, e é possível descê-lo com boias disponibilizadas no local. Pela manhã é possível tomar café da manhã na sede, feito na hora e com muitas receitas deliciosas. Os donos são um casal, e a Tainá é nutricionista, cuida desse café muito bem, e tem um blog (https://tainagaspar.com/)  que eu adorei com várias receitas ótimas. O café tem muitas opções veganas também.

No sábado à noite curtimos o camping, com jogos e cachorro-quente veggie que eu fiz para o grupo. Dormimos ao som do rio, o que é uma delícia. Apesar de ser inverno, o tempo não estava muito frio, e não ventou à noite, mas convém levar colchão e/ou isolante térmico, e roupas adequadas para frio, ou até mesmo cobertas, caso vá de carro.

No domingo, depois do café da manhã delicioso da Tainá, desmontamos acampamento, colocamos tudo no carro e fomos para uma pousada chamada Pouso do Rochedo (http://pousodorochedo.com.br/) para fazer a trilha. A trilha completa incluí oito quedas de água do mesmo rio (algumas são pequenas, mas a maior é incrível e tem até a possibilidade de rappel, se marcada com antecedência), e quatro mirantes, na crista da serra. Para os não-hóspedes há uma taxa de R$20,00, que dá direito a acesso à trilha e uso dos banheiros (que possuem chuveiros quentes).

canto dos passaros pouso do rochedo

A parte da trilha onde estão às cachoeiras é bem leve, acompanha o rio em descida, e é dentro da mata fechada. Os mirantes estão em uma bifurcação que sobe bastante, tornando a trilha um pouco mais puxada, mas nada impossível. Depois do acesso ao primeiro mirante, os outros dois seguintes ficam próximos e na sequência da trilha. O quarto mirante, do Cruzeiro, fica mais acima, e não chegamos a ir até lá, embora fosse só mais 200m de caminhada, morro acima. A trilha toda pode ser feita em cerca de 3h00. Demoramos um pouco mais porque paramos para comer, e também para nos aventurar nas águas geladíssimas de uma das cachoeiras. O banho quente na volta foi fundamental depois da água gelada, mas valeu a pena!

De lá voltamos direto para São Paulo. Como saímos do pousada às 17h00, pegamos trânsito na volta, especialmente entre São José dos Campos e São Paulo, mas ainda assim estávamos de volta em torno das 20h00.

A viagem foi leve e gostosa. As possibilidades de trilhas e travessias em São Francisco Xavier são muitas, e a vantagem é que mesmo sendo alta temporada no inverno, em especial em julho, com as férias, a cidade ainda tem um custo menor do que Monte Verde e Campos do Jordão, que são mais famosas e procuradíssimas nessa época. De qualquer modo, se for ficar em pousada ou camping, reserve com antecedência, ou pode ser que não encontre vaga.

O ponto alto desse passeio foi estar entre amigos e compartilhar a comida, o tempo, a vista maravilhosa de todos os mirantes, o cansaço das subidas, o gelo das água de rio e a beleza das cachoeiras!

cachoeira

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