Uma Ode ao Sol: Quando resolvi ser feliz de novo

O texto de hoje é um misto de reminiscências com bloquinho de três, leiam, ouçam e aproveitem! Que essa saudação ao sol possa iluminar nossas almas!

Confesso que sou otimista. Sempre fui aquela que vê a metade cheia do copo, e mesmo que nem metade seja, uma gota de água num deserto já é considerada uma benção. Mesmo tendo passado por muitos momentos difíceis na vida, intensificados nos últimos anos, nunca deixei de fazer tudo o que era obrigação, e nem de me divertir, ainda que em alguns momentos o ânimo tenha sido somente para um livro em casa. O que, diga-se de passagem, está classificado como uma das minhas diversões preferidas!

Entretanto, desde a morte da minha mãe entrei numa fase ligeiramente obscura. Pela primeira vez na vida. Acho que foi a gota d’água no meu balde, e por fim, tive de admitir que havia uma metade vazia. Afinal vazio é a palavra que define melhor o que senti depois da ida dela. Não deixei de cumprir com uma só obrigação, e passado pouco menos de um ano comecei a me divertir de novo. Não, o vazio não parecia estar só em mim. Perdi um pouco da fé na humanidade. Eu que sempre acreditei na evolução da humanidade, no melhor do mundo, e em mais, muito mais do que isso, na plena capacidade pessoal de muda-lo, comecei a me questionar. Me senti fraca e impotente perante ao mundo.

Isso fez parte do meu luto, e acho que foi a maior prova que tive dele. Duvidar de mim mesma e do mundo foram uma tremenda de uma novidade. Questionei tudo: capacidade intelectual, motivação, futuro, continuidade. Porque e pra que? Mas segui, fazendo o que tinha de fazer. Não as grandes metas, não os sonhos, esses ficaram em stand by. Ainda estão. O que mudou então, você me pergunta. E eu digo, por enquanto nada mudou, mas eu vi luz de novo, vi esperança. Os anjos me mandaram ela na forma de música, o que me faz pensar na minha mãe de novo, afinal, ela era música, e hoje pra mim, ela é música.

Passei o dia ouvindo música, em todos momentos fora da sala de aula, como tenho feito desde que voltei a ouvir sem desabar de chorar, e eis que meu shuffle me enviou, ou entenda que foram os anjos, ou uma anjinha muito especial, três músicas muito queridas, uma que era das preferidas dela, e uma que é das minhas preferidas, o que reforça minha teoria de que mamis continua cuidando de mim.

Aparente meu período de escuridão está acabando e here comes the sun, afinal o sol ilumina a escuridão que a humanidade encerra, e uma canção é para acender o sol no coração da pessoa. Little Darling, the sun is returning to the faces, and it’s ok. Com a canção podemos reunir o céu e a terra, bairro e favela. Talvez ainda haja esperança pra humanidade. Talvez ainda haja esperança pra mim. Afinal, se eu acreditava a tão pouco tempo que podia mudar o mundo, quem sabe essa incerteza não vem da dor, que é a razão de toda dor, do medo de sentir dor. Quem sabe o sol não está batendo de novo na janela do meu quarto. E se o caminho é o sol, e se não devo mais esperar, peço, como a formiguinha, que o sol derreta a neve que prende meu pezinho, para que eu esteja livre da escuridão, e possa levar um pouco dessa luz pra humanidade. E o sol está devolvendo minha coragem roubada. E peço a ele forças para celebrar, para defender para reunir. Jogarei a loto desse ieieiê!

 

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