O Segundo Sol: cheesy feelings

(texto original de maio de 2013)

Antes de ler, abra o youtube (ou siga os links abaixo) e ouça: O Segundo Sol (Cassia Eller e Nando Reis), Pegadas na Lua (Skank) e Would you be happier? (The Corrs).

Comecemos pela conjuntura de um dia brega, meloso pseudo-romantico, no qual se misturaram em minha mente música, minha melhor inspiração pra soltar esses desabafos dramáticos, e uma mistura de estar fazendo o certo e o errado, tipo escrever certo por linhas tortas, ou torto por linhas certas, e contestar, ou aceitar o amor.

Esclarecendo o termo pseudo-romantico, quero deixar claro que assim o denominei por se tratar daquele romantismo juvenil, feminino, que nada tem a ver com uma pessoa, ou com pessoa qualquer, é só o sentimento idealista de vislumbrar na mente o amor, entidade abstrata. Ou em outras palavras, “Have you ever dreamt of a movie star with popcorn in your hands? I did!” Vejam a característica cheesy brotando novamente. Hoje estou assim, clichê.

Prosseguindo para explicar a questão das linhas tortas, ou retas. Eu sei que os planetas estão desalinhados de suas órbitas. Os reais, os espirituais, e os meus, pessoais. Sim, as coisas foram movimentadas nos últimos anos, e me refugiei nos pouquíssimos portos seguros que me restavam. Ignorei no meu melhor que os planetas estivessem desalinhados e segui andando reto por linhas tortas. Mas descobri que tenho uma força que deixa pegadas na lua.

Agora olho pro papel, igual nos antigos desenhos de ver 3D (poucos compreenderão), e vejo em perspectiva que aos poucos as linhas estão ficando retas. Talvez pela força do hábito, e mais possivelmente porque estou relaxando, não tendo que compensar tanto a incerteza das linhas, começo a andar torto. Mas justamente agora que as linhas estão endireitando?, me perguntariam alguns. Antes teria medo, vergonha, e correria a andar direito, mesmo que me custasse um esforço sobre-humano.

Hoje sei que existem períodos de adaptação. E também que tenho, relativamente, em perspectiva histórica, muito pouco tempo pra andar torta, então aproveito agora, antes que as linhas endireitem de vez.

E onde está o romantismo nisso, me perguntariam alguns. Na música! Hoje, assim, do nada, sozinha, dando passos concretos na construção da minha vida sozinha, mas concretos do que nunca, hoje eu vislumbrei a possibilidade de um segundo sol. Não agora, não ninguém. Mas a chance, assim, juvenil, romântica, cheesy, de uma hora me ver na posição de ter que confessar a inusitada surpresa de me ver na presença de um segundo sol, que me ajudaria a realinhar as órbitas dos planetas.

 

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